{"id":80664,"date":"2023-04-06T10:16:54","date_gmt":"2023-04-06T13:16:54","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=80664"},"modified":"2023-04-06T17:18:06","modified_gmt":"2023-04-06T20:18:06","slug":"os-mitos-da-sexta-feira-santa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/os-mitos-da-sexta-feira-santa\/","title":{"rendered":"Os mitos da Sexta-Feira Santa"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"subtitle\" style=\"text-align: justify;\">Lembro-me de uma senhora que nos contava de um homem que resolveu desafiar Deus e comer um frango no almo\u00e7o daquele grave dia de jejum e abstin\u00eancia<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tenho reminisc\u00eancias infantis de toda a mitifica\u00e7\u00e3o em torno da Sexta-feira Santa que, hoje, fazem-me mais ben\u00e9volo com nossos antepassados, em seu esfor\u00e7o de diferenciar o profano do sacro\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lembro-me de uma senhora que nos contava de um homem que resolveu desafiar Deus e comer um frango no almo\u00e7o daquele grave dia de jejum e abstin\u00eancia. De repente, teria aparecido um urubu e levado o frango embora, o qual, antes de ser levado, levantou-se sobre\u00a0o pote e come\u00e7ou a cacarejar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros diziam que n\u00e3o se penteavam os cabelos nem se varria a casa nesse dia; escondiam-se, portanto, os espelhos, como sinal de rejei\u00e7\u00e3o da vaidade: quem se preocuparia em ficar bonito no dia em que reviv\u00edamos a Paix\u00e3o do Nosso Deus humanado?\u2026 Para fins disciplinares, os mais velhos contavam que quem desafiasse tais preceitos e ousasse olhar-se no espelho, aparecer-lhe-ia, em lugar do reflexo da face, a Sagrada Face ensanguentada de Nosso Senhor coroado de espinhos, como sinal de reprova\u00e7\u00e3o daquela horrenda sensibilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 chegados ao tempo do r\u00e1dio e da televis\u00e3o, os mesmos venerandos anci\u00e3os diziam que n\u00e3o se escutasse sen\u00e3o rezas ou m\u00fasicas cl\u00e1ssicas, tristes e penosas, e que n\u00e3o se ligasse de modo algum a TV, a qual deveria permanecer, neste dia, desconectada da tomada, pois satan\u00e1s \u00e0s vezes fazia-lhe ligar-se \u201csozinha\u201d e aparecia na tela para assombrar os curiosos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, em que vivemos na era tecnol\u00f3gica e se desprezam as sensibilidades m\u00edticas, os homens preferem acreditar em duendes, gnomos, na racionalidade animal, nas energias impessoais que s\u00e3o ativadas pela for\u00e7a do pensamento\u2026 Est\u00e3o todos libertos do temor de Deus e passaram \u00e0 grande vantagem de temer os infort\u00fanios ou at\u00e9 mesmo a micro-criaturas potencialmente letais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E eu continuo aqui, recordando os piedosos mitos antigos que nos faziam temer a Deus e a proximidade com o mal, mas que nos davam a coragem de ser adultos e de fazer a vida dar certo, apesar de todos os pesares, inclusive das dores e das paix\u00f5es nossas, amenizadas e consoladas pelo fato mais estrondoso de todos os tempos: do Deus que quis se fazer nosso amigo e sofrer por n\u00f3s e conosco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pe. Jos\u00e9 Eduardo de Oliveira, via\u00a0<a title=\"\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/jose.eduardo.7792\/posts\/9390703054274959\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">rede social<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lembro-me de uma senhora que nos contava de um homem que resolveu desafiar Deus e comer um frango no almo\u00e7o daquele grave dia de jejum e abstin\u00eancia Tenho reminisc\u00eancias infantis de toda a mitifica\u00e7\u00e3o em torno da Sexta-feira Santa que, hoje, fazem-me mais ben\u00e9volo com nossos antepassados, em seu esfor\u00e7o de diferenciar o profano do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":80665,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-80664","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80664","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=80664"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80664\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":80666,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80664\/revisions\/80666"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/80665"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=80664"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=80664"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=80664"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}