{"id":80618,"date":"2023-04-05T10:44:15","date_gmt":"2023-04-05T13:44:15","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=80618"},"modified":"2023-04-05T17:54:52","modified_gmt":"2023-04-05T20:54:52","slug":"o-papa-as-nossas-feridas-podem-tornar-se-fontes-de-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-papa-as-nossas-feridas-podem-tornar-se-fontes-de-esperanca\/","title":{"rendered":"O Papa: as nossas feridas podem tornar-se fontes de esperan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">Na catequese da Audi\u00eancia Geral desta quarta-feira da Semana Santa, Francisco falou que Jesus na cruz transforma a dor em amor: precisamos de simplicidade, para redescobrir o valor da sobriedade, despojando a alma do sup\u00e9rfluo que a oprime.<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Vatican News &#8211; Mariangela Jaguraba<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na catequese da Audi\u00eancia Geral, desta quarta-feira (05\/04), realizada na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro, o Papa Francisco recordou que no Domingo de Ramos, ouvimos na liturgia a Paix\u00e3o do Senhor que termina com as seguintes palavras: \u00abSelaram a pedra\u00bb.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a e compartilhe<\/div>\n<div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-80618-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2023\/04\/05\/11\/137017552_F137017552.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2023\/04\/05\/11\/137017552_F137017552.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2023\/04\/05\/11\/137017552_F137017552.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Tudo parece ter acabado. Para os disc\u00edpulos de Jesus, aquela pedra marca\u00a0<i>o fim da esperan\u00e7a.\u00a0<\/i>O Mestre foi crucificado, morto da maneira mais cruel e humilhante, pendurado num pat\u00edbulo infame fora da cidade: um fracasso p\u00fablico, o pior final poss\u00edvel&#8221;, frisou o Papa.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Na cruz um novo in\u00edcio<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Pois bem, aquele des\u00e2nimo que oprimia os disc\u00edpulos n\u00e3o nos \u00e9 totalmente estranho hoje. Tamb\u00e9m em n\u00f3s se adensam pensamentos obscuros e sentimentos de frustra\u00e7\u00e3o: por que tanta indiferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a Deus? Por que tanto mal no mundo? Por que as desigualdades continuam aumentando e n\u00e3o chega a paz t\u00e3o almejada? Por que somos t\u00e3o apegados \u00e0 guerra, a fazer o mal uns aos outros? No cora\u00e7\u00e3o de cada um, quantas expectativas desvanecidas, quantas desilus\u00f5es! E ainda aquela sensa\u00e7\u00e3o de que os tempos passados eram melhores e de que no mundo, talvez at\u00e9 na Igreja, as coisas n\u00e3o s\u00e3o como outrora. Em s\u00edntese, tamb\u00e9m hoje a esperan\u00e7a parece \u00e0s vezes selada sob a pedra da desconfian\u00e7a.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Na mente dos disc\u00edpulos permanecia fixa uma imagem:\u00a0<i>a cruz<\/i>. Ali estava concentrado o fim de tudo. Mas pouco tempo depois descobririam na pr\u00f3pria cruz um novo in\u00edcio.&#8221;<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--border embed_style\">\n<blockquote><p>\u201cDo mais terr\u00edvel instrumento de tortura, Deus obteve o maior sinal do amor.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Aquele madeiro de morte, transformado em \u00e1rvore de vida, nos lembra que os in\u00edcios de Deus come\u00e7am muitas vezes a partir dos nossos fins: \u00e9 assim que Ele gosta de fazer maravilhas&#8221;, sublinhou Francisco.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">\u00c9 preciso um pouco de esperan\u00e7a<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A seguir, o Papa convidou a olhar &#8220;<i>para a \u00e1rvore da cruz, para que em n\u00f3s brote a esperan\u00e7a<\/i>: aquela virtude quotidiana, aquela virtude silenciosa, humilde, mas aquela virtude que nos mant\u00e9m de p\u00e9, que nos ajuda a ir em frente. Sem esperan\u00e7a n\u00e3o se pode viver. Pensemos: onde est\u00e1 a minha esperan\u00e7a?&#8221; &#8220;Hoje, olhemos para a \u00e1rvore da cruz para que brote em n\u00f3s a esperan\u00e7a: para sermos curados da tristeza \u2013 mas, quantas pessoas tristes&#8221;, disse ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Quando eu podia caminhar pelas ruas, agora n\u00e3o posso porque n\u00e3o me deixam, gostava de observar o olhar das pessoas. Quantos olhares tristes! Pessoas tristes, pessoas que falavam sozinhas, pessoas que andavam s\u00f3 com o celular, mas sem paz, sem esperan\u00e7a. E onde est\u00e1 a sua esperan\u00e7a hoje?\u00a0<b>\u00c9 preciso um pouco de esperan\u00e7a para sermos curados da tristeza que nos adoece: h\u00e1 tanta tristeza; para sermos curados da amargura com que polu\u00edmos a Igreja e o mundo<\/b>&#8220;, disse ainda o Papa.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Libertar-se da conviv\u00eancia pac\u00edfica com as nossas falsidades<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Olhando para o Crucifixo, vemos &#8220;<i>Jesus despojado, ferido, Jesus atormentado. \u00c9 o fim de tudo? Ali h\u00e1 esperan\u00e7a<\/i>&#8220;, sublinhou o Pont\u00edfice, acrescentando:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Com efeito, n\u00f3s temos dificuldade em despojar-nos, em fazer a verdade; revestimo-nos de exterioridade, que procuramos e cuidamos, de m\u00e1scaras para nos disfar\u00e7armos e nos mostrarmos melhores do que somos. Pensamos que o importante \u00e9 ostentar, de tal modo que os outros falem bem de n\u00f3s. E adornamo-nos de apar\u00eancias, de coisas sup\u00e9rfluas; mas assim n\u00e3o encontramos a paz. Depois, a maquiagem vai embora e voc\u00ea se olha no espelho com aquela cara feia que voc\u00ea tem, mas verdadeira, aquela que Deus ama, n\u00e3o a maquiada, n\u00e3o. J<\/i><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--border embed_style\">\n<blockquote><p>\u201cJesus despojado de tudo nos lembra que a esperan\u00e7a renasce fazendo a verdade sobre n\u00f3s mesmos, dizendo a verdade a si mesmo, abandonando as ambiguidades, libertando-nos da conviv\u00eancia pac\u00edfica com as nossas falsidades. \u00c0s vezes, estamos t\u00e3o acostumados a nos dizer falsidades que convivemos com as falsidades como se fossem verdades e acabamos envenenados por nossas falsidades.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Olhar para o guarda-roupa da alma<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Francisco, &#8220;\u00e9 necess\u00e1rio regressar ao cora\u00e7\u00e3o, ao essencial, a uma vida simples, despojada de tantas coisas in\u00fateis, que substituem a esperan\u00e7a&#8221;. A seguir, o Papa disse que nesta Semana Santa \u00e9 bom olharmos o nosso guarda-roupa e nos despojarmos das coisas que temos, que n\u00e3o usamos, &#8220;coisas desnecess\u00e1rias&#8221;.\u00a0<b>&#8220;N\u00f3s tamb\u00e9m temos muitas coisas in\u00fateis dentro de nossos cora\u00e7\u00f5es \u2013 e fora tamb\u00e9m. Olhe para o seu guarda-roupa: olhe para ele. Isso \u00e9 \u00fatil, aquilo \u00e9 in\u00fatil, e fa\u00e7a uma limpeza. Olhe para o guarda-roupa da alma: quantas coisas in\u00fateis voc\u00ea tem, quantas ilus\u00f5es est\u00fapidas. Voltemos \u00e0 simplicidade, \u00e0s coisas reais que n\u00e3o precisam de maquiagem<\/b>&#8220;, disse o Papa.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">As nossas feridas podem tornar-se fontes de esperan\u00e7a<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Olhemos agora a\u00a0<i>Jesus ferido<\/i>. &#8220;A cruz mostra os pregos que lhe furam as m\u00e3os e os p\u00e9s, o lado aberto. Mas \u00e0s feridas do corpo acrescentam-se as da alma. Jesus est\u00e1 sozinho: tra\u00eddo, entregue e renegado pelos seus, condenado pelo poder religioso e civil, experimenta at\u00e9 o abandono de Deus.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>&#8220;Tamb\u00e9m n\u00f3s estamos feridos: quem n\u00e3o o est\u00e1 na vida? Quem n\u00e3o carrega as cicatrizes de escolhas passadas, de incompreens\u00f5es, de dores que permanecem dentro e s\u00e3o dif\u00edceis de superar? Mas tamb\u00e9m de injusti\u00e7as sofridas, de palavras cortantes, de ju\u00edzos inclementes?<\/b>&#8220;, perguntou Francisco. &#8220;Deus n\u00e3o esconde aos nossos olhos as feridas que lhe trespassaram o corpo e a alma.\u00a0<b>Mostra-as para nos indicar que na P\u00e1scoa se pode abrir uma nova passagem: fazer das pr\u00f3prias feridas\u00a0<i>furos de luz<\/i><\/b>. Como Jesus, que na cruz n\u00e3o recrimina, mas ama. Ama e perdoa quantos o ferem. Assim converte o mal em bem, assim transforma a dor em amor&#8221;, sublinhou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Irm\u00e3os e irm\u00e3s, a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 ser ferido pouco ou muito pela vida, mas a quest\u00e3o \u00e9 o que fazer com estas feridas. Posso deix\u00e1-las infectar no rancor e na tristeza, ou posso uni-las \u00e0s de Jesus, a fim de que tamb\u00e9m as minhas chagas se tornem luminosas.<\/i><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--border embed_style\">\n<blockquote><p>\u201cPensem em quantos jovens que n\u00e3o toleram as suas feridas e procuram no suic\u00eddio uma via de salva\u00e7\u00e3o: hoje, em nossas cidades, muitos jovens que n\u00e3o veem sa\u00edda, que n\u00e3o t\u00eam esperan\u00e7a e preferem ir adiante com as drogas, com o esquecimento&#8230; coitados! Pensem nisso. E voc\u00ea, qual \u00e9 a sua droga, para cobrir as feridas?\u201d<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>As nossas feridas podem tornar-se fontes de esperan\u00e7a quando, em vez de nos comiserarmos, enxugamos as l\u00e1grimas dos outros; quando, em vez de ter ressentimento pelo que nos \u00e9 tirado, cuidamos do que falta aos outros; quando, em vez de nos inquietarmos, nos debru\u00e7amos sobre quantos sofrem; quando, em vez de ter sede de amor por n\u00f3s mesmos, saciamos a sede de quem precisa de n\u00f3s.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa concluiu, dizendo que &#8220;s\u00f3 nos reencontraremos, se deixarmos de pensar em n\u00f3s mesmos. \u00c9 agindo assim &#8211; diz a Escritura &#8211; que a nossa ferida em breve cicatrizar\u00e1, e a esperan\u00e7a voltar\u00e1 a florescer&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na catequese da Audi\u00eancia Geral desta quarta-feira da Semana Santa, Francisco falou que Jesus na cruz transforma a dor em amor: precisamos de simplicidade, para redescobrir o valor da sobriedade, despojando a alma do sup\u00e9rfluo que a oprime. 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