{"id":80565,"date":"2023-04-03T10:01:59","date_gmt":"2023-04-03T13:01:59","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=80565"},"modified":"2023-04-03T12:03:34","modified_gmt":"2023-04-03T15:03:34","slug":"a-forca-da-oracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-forca-da-oracao\/","title":{"rendered":"A for\u00e7a da ora\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"didascalia_img\">Francisco na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro para a tradicional missa do Domingo de Ramos\u00a0 (Vatican Media)<\/span><\/p>\n<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">No editorial desta segunda-feira (3) de Andrea Tornielli, diretor editorial da m\u00eddia do Vaticano, o abra\u00e7o dos fi\u00e9is ao Papa que pede para n\u00e3o esquecerem de rezar por ele.<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a a reportagem e compartilhe<\/div>\n<div>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-80565-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2023\/04\/03\/11\/137014338_F137014338.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2023\/04\/03\/11\/137014338_F137014338.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2023\/04\/03\/11\/137014338_F137014338.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Andrea Tornielli &#8211; Vatican News<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das caracter\u00edsticas de Jorge Mario Bergoglio sempre foi aquela de pedir aos seus interlocutores de rezar por ele. Mesmo muitos anos antes de tornar-se bispo de Roma, ele n\u00e3o terminava uma conversa ou uma carta sem aquela frase que o mundo inteiro aprendeu a conhecer na \u00faltima d\u00e9cada: &#8220;Por favor, n\u00e3o se esque\u00e7a de rezar por mim&#8221;. Para o jesu\u00edta argentino que hoje \u00e9 o Sucessor de Pedro, aquelas palavras nunca foram uma quest\u00e3o de circunst\u00e2ncia e, mesmo se repetidas milhares de vezes, nunca se tornaram um h\u00e1bito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pouco depois da elei\u00e7\u00e3o de Papa Francisco, o jornalista argentino Jorge Rouill\u00f3n escreveu um artigo para contar o que havia acontecido com ele alguns anos antes, quando Bergoglio era arcebispo de Buenos Aires. &#8220;Um dia pedi ao cardeal se podia rezar por mim, porque naqueles dias eu estava esperando o resultado de um exame m\u00e9dico da pr\u00f3stata e existia a d\u00favida de que poderia haver algo maligno. O resultado foi ent\u00e3o positivo para mim e eu havia esquecido completamente o assunto. Dois ou tr\u00eas meses depois, voltei a ver o arcebispo de Buenos Aires. Assim que ele me viu, me perguntou: &#8216;Devo continuar rezando?&#8217; Eu tive que pensar antes de entender a que coisa ele estava se referindo. Ele tinha continuado a ter em mente na sua ora\u00e7\u00e3o pessoal o que por mim tinha passado para segundo plano&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ora\u00e7\u00e3o para quem pede para ser acompanhado e protegido \u00e9 uma forma para estar pr\u00f3ximo e presente ao outro no momento de necessidade e corresponde ao que o pr\u00f3prio Jesus ensinou e testemunhou no Evangelho. Era 13 de outubro de 2013 quando Francisco, em uma homilia da missa na Santa Marta, falou da &#8220;coragem da ora\u00e7\u00e3o&#8221;: &#8220;Como rezamos, n\u00f3s? Rezamos assim, por h\u00e1bito, piedosamente, mas em sil\u00eancio, ou nos colocamos corajosamente diante do Senhor para pedir a gra\u00e7a, para pedir pelo que rezamos? A coragem na ora\u00e7\u00e3o: uma ora\u00e7\u00e3o que n\u00e3o seja corajosa n\u00e3o \u00e9 uma ora\u00e7\u00e3o verdadeira. A coragem de confiar que o Senhor nos ouve, a coragem de bater \u00e0 porta&#8230; O Senhor diz: &#8216;Porque quem pede recebe e quem procura encontra, e a quem bate ser\u00e1 aberto&#8217;. Mas \u00e9 preciso pedir, buscar e bater&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quantos pedidos de ora\u00e7\u00e3o, quantas s\u00faplicas chegaram ao Sucessor de Pedro nos \u00faltimos anos e foram acolhidas por ele na sua ora\u00e7\u00e3o pessoal, como foi o caso com a do seu amigo jornalista argentino. H\u00e1, no entanto, outra corrente, invis\u00edvel e poderosa, representada pelas ora\u00e7\u00f5es de milh\u00f5es de fi\u00e9is ao redor do mundo. Mulheres, homens, crian\u00e7as, idosos, fam\u00edlias.\u00a0Pessoas simples que, ouvindo o Papa pedir ora\u00e7\u00f5es no final de cada Angelus, de cada audi\u00eancia, de cada discurso e de cada encontro, levaram a s\u00e9rio o seu pedido e continuam a rezar diariamente por ele e pelas suas inten\u00e7\u00f5es. O presente mais bonito para o Bispo de Roma que ama tanto &#8220;ser padre&#8221; e que n\u00e3o se poupa, como vimos tamb\u00e9m durante a sua recente hospitaliza\u00e7\u00e3o no Policl\u00ednico Gemelli, \u00e9 ser apoiado por essas grandes ora\u00e7\u00f5es dos pequenos. O povo de Deus que n\u00e3o se esquece de rezar por Francisco, no domingo (2) se alegrou ao rev\u00ea-lo na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro para a tradicional missa do Domingo de Ramos\u00a0 (Vatican Media) No editorial desta segunda-feira (3) de Andrea Tornielli, diretor editorial da m\u00eddia do Vaticano, o abra\u00e7o dos fi\u00e9is ao Papa que pede para n\u00e3o esquecerem de rezar por ele. 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