{"id":80002,"date":"2023-03-13T10:00:39","date_gmt":"2023-03-13T13:00:39","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=80002"},"modified":"2023-03-14T13:01:20","modified_gmt":"2023-03-14T16:01:20","slug":"alimento-e-compaixao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/alimento-e-compaixao\/","title":{"rendered":"ALIMENTO E COMPAIX\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Alimentar um povo n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 lhe oferecer o p\u00e3o, o b\u00e1sico para sua sobreviv\u00eancia. Isso \u00e9 relativamente f\u00e1cil, basta vontade e compaix\u00e3o. H\u00e1 por\u00e9m uma outra forma de alimento, tamb\u00e9m essencial, que fortalece o esp\u00edrito humano com a solidariedade necess\u00e1ria para uma conviv\u00eancia harmoniosa: \u00e9 o alimento da verdade, aquele que nutre corpo e alma e d\u00e1 \u00e0 vida um novo sentido. Aqui nos deparamos com os mist\u00e9rios e as necessidades vitais que todo ser humano tenta compreender e alimentar no seu dia-a-dia. Alimentar-se com o p\u00e3o da terra e tamb\u00e9m o p\u00e3o do c\u00e9u, aquele que a gra\u00e7a de Deus derramou no deserto&#8230; \u201cOs disc\u00edpulos de Jesus s\u00e3o formados para a confian\u00e7a na gra\u00e7a de Deus, que alimenta uma multid\u00e3o mesmo quando os recursos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o sejam aparentemente insuficientes\u201d (CF 142).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Eucaristia \u00e9 o nome do milagre! \u201cN\u00e3o s\u00f3 de p\u00e3o vive o homem \u2013 disse Jesus \u2013 mas de toda a palavra..\u201d E no banquete eucar\u00edstico Ele foi enf\u00e1tico ao proclamar: \u201cIsto \u00e9 o meu corpo\u201d. N\u00e3o usou palavras d\u00fabias para associar a fome humana \u00e0s necessidades espirituais e ao mist\u00e9rio presente naquela mesa. \u201cJesus, assim, acresce ao compromisso de repartir e distribuir a Eucaristia a responsabilidade pela fome dos irm\u00e3os, o comprometimento sobre as necessidades m\u00fatuas\u201d (144). Magistralmente, hoje Ele nos diz: \u201cO meu alimento \u00e9 fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra\u201d (Jo 5,34). Outra n\u00e3o \u00e9 esta obra sen\u00e3o a constru\u00e7\u00e3o da fraternidade universal. Alimentar esse povo \u00e9 nossa responsabilidade social. Ent\u00e3o nossos bispos enfatizam: \u201cHoje, a Igreja precisa relembrar \u00e0s comunidades contempor\u00e2neas que a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia n\u00e3o nos faz uma comunidade de eleitos, separados do restante do mundo, premiados com uma realidade sublime, mas nos transforma em pessoas incumbidas da miss\u00e3o dada por Jesus\u201d (146).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Sem compaix\u00e3o n\u00e3o pode haver cristianismo. Sem essa vis\u00e3o que emana da mesa eucar\u00edstica, nossa comunh\u00e3o com Cristo \u00e9 incompleta. \u201cNa Eucaristia recebemos Cristo que tem fome no mundo\u201d (153). Essa rela\u00e7\u00e3o est\u00e1 intimamente ligada \u00e0 a\u00e7\u00e3o da Igreja, pois dela derivam atos e atitudes que diferenciam um gesto crist\u00e3o de qualquer gesto pol\u00edtico. Bem nos disse Papa Francisco em uma de suas exorta\u00e7\u00f5es: \u201c\u00e9 nocivo e ideol\u00f3gico tamb\u00e9m o erro das pessoas que vivem suspeitando do compromisso social dos outros, considerando-o algo de superficial, mundano, secularizado, imanentista, comunista, populista; ou ent\u00e3o relativizam-no como se houvesse outras coisas mais importantes\u201d (G.E.) A vida eucar\u00edstica do povo de Deus \u00e9 o r\u00f3tulo que nos identifica como irm\u00e3os, sem as divis\u00f5es toscas e oportunistas que hoje nos impingem. S\u00f3 se sacia o faminto com o p\u00e3o da Verdade, quando por primeiro lhe oferecemos o p\u00e3o de cada dia. N\u00e3o h\u00e1 outro caminho. \u201cN\u00e3o podes comer este P\u00e3o, se n\u00e3o deres o p\u00e3o aos famintos\u201d (154).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Assim chegamos ao final das reflex\u00f5es de mais uma oportuna Campanha da Fraternidade a coroar nosso per\u00edodo quaresmal. Nossos bispos foram mais uma vez zelosos guardi\u00f5es de sua miss\u00e3o apost\u00f3lica. Sobra-nos a a\u00e7\u00e3o \u201cpara transformar a realidade da fome\u201d. O man\u00e1 do deserto renovou as for\u00e7as do povo de Deus para alcan\u00e7ar a Terra Prometida. Jesus se apresentou como novo man\u00e1, o p\u00e3o-vivo tamb\u00e9m descido do c\u00e9u. Eis o caminho da liberta\u00e7\u00e3o, as pistas necess\u00e1rias que a doutrina crist\u00e3 oferece ao mundo, conclamando todos \u00e0 responsabilidade social. \u201cDai-lhes v\u00f3s mesmos de comer\u201d. E pontifica: \u201cO motor do nosso agir n\u00e3o \u00e9 outro sen\u00e3o a m\u00edstica do Seguimento de Jesus\u201d (158). Outro nome n\u00e3o h\u00e1. Senhor, tenha compaix\u00e3o!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Alimentar um povo n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 lhe oferecer o p\u00e3o, o b\u00e1sico para sua sobreviv\u00eancia. Isso \u00e9 relativamente f\u00e1cil, basta vontade e compaix\u00e3o. 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