{"id":79996,"date":"2023-03-11T10:54:54","date_gmt":"2023-03-11T13:54:54","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=79996"},"modified":"2023-03-14T12:56:27","modified_gmt":"2023-03-14T15:56:27","slug":"terceiro-domingo-da-quaresma-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/terceiro-domingo-da-quaresma-4\/","title":{"rendered":"Terceiro Domingo da Quaresma"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Estamos celebrando o terceiro domingo da Quaresma. Neste domingo, o grande tema que marca este Domingo \u00e9 a \u00e1gua, s\u00edmbolo da vida. Todos somos sedentos e Jesus diz no evangelho: \u201cSe algu\u00e9m tem sede, venha a mim e beba!\u201d (Jo 7,37). A samaritana tem sede da \u00e1gua do po\u00e7o, mas Jesus oferece-lhe \u00e1gua viva, que sai de seu cora\u00e7\u00e3o! Ele \u00e9 a fonte \u2013 a fonte verdadeira (po\u00e7o) \u2013 que sacia o cora\u00e7\u00e3o humano. Aproveitemos desta celebra\u00e7\u00e3o para suplicar-lhe: \u201cTu mesma lhe pedirias dizendo: D\u00e1-me desta \u00e1gua viva!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na primeira leitura \u2013 Ex 17,3-7 \u2013 o Povo de Israel sofreu sede no deserto e se revoltou contra Mois\u00e9s. Mas da rocha, batida por Mois\u00e9s, brotou \u00e1gua abundante que saciou a sede do povo e do rebanho! A \u00e1gua da rocha, batida por Mois\u00e9s, \u00e9 s\u00edmbolo da \u00e1gua viva prometida por Jesus. A leitura nos fala da \u00e1gua que brota da rocha golpeada por Mois\u00e9s para saciar a sede do povo no deserto. Mois\u00e9s d\u00e1 de beber a seu povo. \u00c9 imagem de Cristo, que no futuro dar\u00e1 a \u00e1gua da vida, que \u00e9 o Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na segunda leitura \u2013 Rm 5,1-2.5-8 \u2013 o amor de Deus \u00e9 verdadeiro porque \u00e9 gratuito e foi revelado a n\u00f3s quando ainda (e continuamos sendo) pecadores: \u201cA prova de que Deus nos ama \u00e9 que Cristo morreu por n\u00f3s quando ainda \u00e9ramos pecadores!\u201d S\u00e3o Paulo faz uma releitura significativa: A rocha \u00e9 Cristo! Do Cristo morto e ressuscitado brota o Esp\u00edrito como rio de \u00e1gua viva. \u201cO amor de Deus foi derramado em nossos cora\u00e7\u00f5es pelo Esp\u00edrito que nos foi dado\u201d (Rm 5, 5).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No Evangelho \u2013 Jo 4,5-15.19b-26.39a. 40-42 \u2013 Jesus pede e oferece \u00e1gua \u00e0 Samaritana. Jesus, cansado da caminhada, sentou-se junto ao po\u00e7o. Quando se aproximava a mulher, Jesus lhe pede: \u201cD\u00e1-me de beber\u201d. E estabelece-se o di\u00e1logo. Jesus apresenta-se como \u00e1gua viva. Quem beber dessa \u00e1gua nunca mais ter\u00e1 sede. \u00c9 a \u00e1gua que jorra para a vida eterna. Quando a mulher lhe pede dessa \u00e1gua, para que n\u00e3o mais precise busc\u00e1-la no po\u00e7o, Jesus penetra mais fundo na alma dessa mulher: \u201cVai, chama o teu marido e volta aqui\u201d. Ela, por sua vez, reconhece que n\u00e3o tem marido. Jesus a valoriza, louvando sua sinceridade e a mulher o reconhece como um profeta. Jesus, a partir dessa sua f\u00e9 incipiente, revela-lhe que \u00e9 o Messias. E a Samaritana abandona o \u201cVelho balde\u201d e corre para a cidade, para anunciar ao povo a verdade que tinha encontrado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cO pedido de Jesus \u00e0 Samaritana: \u201cD\u00e1-Me de beber\u201d (Jo 4, 7), que \u00e9 proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paix\u00e3o de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso cora\u00e7\u00e3o o desejo do dom da \u201c\u00e1gua a jorrar para a vida eterna\u201d (v. 14): \u00e9 o dom do esp\u00edrito Santo, que faz dos crist\u00e3os \u201cverdadeiros adoradores\u201d capazes de rezar ao Pai \u201cem esp\u00edrito e verdade\u201d (v. 23). S\u00f3 esta \u00e1gua pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cD\u00e1-me de beber\u201d (Jo 4,7) \u00e9 a express\u00e3o daquilo que todo ser humano tem: sede de Deus, que pode ser saciada: aqui pela gra\u00e7a e no c\u00e9u pela gl\u00f3ria. Andr\u00e9 Frossard no famoso relato da sua convers\u00e3o, \u201cDeus existe. Eu encontrei-o\u201d, terminava com essas palavras: \u201cl\u2019\u00e9ternit\u00e9 sera courte\u201d \u2013 a eternidade ser\u00e1 curta. Trata-se de uma maneira po\u00e9tica de afirmar que diante da grandeza de Deus, a mesma eternidade \u2013 um presente sem come\u00e7o nem fim \u2013 ser\u00e1 \u201ccurta\u201d para deliciar-nos com a presen\u00e7a do Senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A leitura atenta descobre facilmente a import\u00e2ncia da \u00e1gua para S\u00e3o Jo\u00e3o. \u00c9 somente nesse Evangelho que n\u00f3s lemos o relato das bodas de Can\u00e1, onde Jesus transforma a \u00e1gua em vinho (cfr. Jo 2,1-12); no cap\u00edtulo seguinte encontramos aquela afirma\u00e7\u00e3o que sempre nos comove: \u201cquem n\u00e3o renascer da \u00e1gua e do Esp\u00edrito n\u00e3o poder\u00e1 entrar no Reino de Deus\u201d (Jo 3,5); depois a passagem, que acabamos de escutar, que nos relata o encontro de Jesus com a Samaritana (cfr. Jo 4,1-42); era pelo movimento da \u00e1gua que os enfermos eram curados na piscina de Betesda (cfr. Jo 5,1-18). De fato, o Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica afirma que o simbolismo da \u00e1gua significa a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, que brota do lado aberto de Cristo crucificado (cfr. Cat 694).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Senhor prometia \u00e0 mulher um alimento forte, prometia saci\u00e1-la com o Esp\u00edrito Santo. Mas ela ainda n\u00e3o compreendia e disse-Lhe: \u201cSenhor, d\u00e1-me dessa \u00e1gua, para que eu n\u00e3o tenha mais sede e nem tenha de vir aqui para tir\u00e1-la\u201d (Santo Agostinho). A transforma\u00e7\u00e3o que a gra\u00e7a opera na Samaritana \u00e9 maravilhosa! O pensamento dessa mulher centra-se agora somente em Jesus e, esquecendo-se do motivo que a tinha levado ao po\u00e7o, deixa o seu c\u00e2ntaro e dirige-se \u00e0 aldeia para comunicar a sua descoberta! \u201cOs Ap\u00f3stolos, quando foram chamados, deixaram as redes, a Samaritana deixa o seu c\u00e2ntaro e anuncia o Evangelho, e n\u00e3o chama somente um, mas p\u00f5e em alvoro\u00e7o toda a cidade\u201d (Hom. sobre S\u00e3o Jo\u00e3o, 33). Toda convers\u00e3o aut\u00eantica projeta-se necessariamente para os outros, num desejo de os tornar participantes da alegria de se ter encontrado com Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Olhemos para Jesus, aproximemo-nos dele, o Rochedo que, ferido na cruz, de lado aberto, faz jorrar a \u00e1gua do Esp\u00edrito para o seu povo peregrino e sedento. O mundo, t\u00e3o sedento, procura matar a sede em tantas \u00e1guas sujas, envenenadas, \u00e1guas que matam! Que n\u00f3s matemos nossa sede no Cristo, novo Rochedo, que jorra a \u00e1gua do Esp\u00edrito, que dura para a vida eterna!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Estamos celebrando o terceiro domingo da Quaresma. Neste domingo, o grande tema que marca este Domingo \u00e9 a \u00e1gua, s\u00edmbolo da vida. Todos somos sedentos e Jesus diz no evangelho: \u201cSe algu\u00e9m tem sede, venha a mim e beba!\u201d (Jo 7,37). 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