{"id":79990,"date":"2023-03-10T09:51:05","date_gmt":"2023-03-10T12:51:05","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=79990"},"modified":"2023-03-14T12:52:46","modified_gmt":"2023-03-14T15:52:46","slug":"a-ressurreicao-de-lazaro-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-ressurreicao-de-lazaro-2\/","title":{"rendered":"A RESSURREI\u00c7\u00c3O DE L\u00c1ZARO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O epis\u00f3dio da ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro leva-nos a refletir sobre a morte e a vida (Jo 11,1-45). Duas grandes palavras, dois importantes enigmas. S\u00e3o realidades com as quais sempre nos confrontamos, sobretudo quando a doen\u00e7a nos amea\u00e7a ou quando ela golpeia aqueles que n\u00f3s amamos. O referido trecho do Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o nos leva a refletir sobre nossos temores e nossas enfermidades. Ele nos permite olhar um instante sobre a vida e a morte, mas nos envolvendo num horizonte de paz e esperan\u00e7a. Vejamos as rea\u00e7\u00f5es das duas irm\u00e3s e, em seguida, as respostas de Jesus.\u00a0 Marta e Maria possu\u00edam temperamentos diferentes, mas possu\u00edam uma afei\u00e7\u00e3o id\u00eantica para com seu irm\u00e3o L\u00e1zaro. Acontece, por\u00e9m, que ele cai gravemente enfermo e, ent\u00e3o, as suas irm\u00e3s enviam um comunicado a Jesus, um apelo de admir\u00e1vel amizade e sensatez: \u201cSenhor, aquele que amas est\u00e1 doente\u201d.\u00a0 Uma prece sublime!\u00a0Frequentemente diante do calv\u00e1rio das mol\u00e9stias incur\u00e1veis, mormente daqueles que nos s\u00e3o mais queridos, de fato, s\u00f3 nos resta implorar o Senhor Onipotente. A prece das duas irm\u00e3s diz tudo, e relata muito bem, porque esta s\u00faplica toma Jesus pelo cora\u00e7\u00e3o: \u201cAquele que tu amas est\u00e1 doente\u201d. Uma vez que Jesus chega a Bet\u00e2nia, cada uma reage a sua maneira de ser. Marta, se dirige logo diante do Mestre; Maria fica assentada em casa. Marta, entretanto, sentindo o peso de ter somente ela a receber o amigo divino, vem dizer a sua irm\u00e3, num tom bem cordial, para n\u00e3o aumentar seu sofrimento: \u201cO Mestre est\u00e1 l\u00e1 e te chama\u201d. Uma depois de outra dizem a Jesus esta frase, t\u00e3o frequentemente usada entre elas depois de quatro dias: \u201cSenhor, se estivesses aqui meu irm\u00e3o n\u00e3o teria morrido\u201d, \u201ctu terias impedido que tal acontecesse\u201d Elas parecem repetir cada uma vez de cada vez: \u201cDe longe tu n\u00e3o podias nada fazer e \u201cagora ele est\u00e1 morto, tu n\u00e3o podes fazer mais nada\u201d. Admir\u00e1vel como reage Jesus! Depois de algumas semanas al\u00e9m do Jord\u00e3o para n\u00e3o provocar seus inimigos, Cristo volta a Jerusal\u00e9m n\u00e3o obstante o perigo, mas sua atitude revela a autenticidade de sua vida afetiva. Por duas vezes ele estremece interiormente vendo a tristeza de Maria e dos que a acompanhavam, quando ouve ent\u00e3o algu\u00e9m dizer: \u201cAquele que abriu os olhos do cego poderia ele ter impedido L\u00e1zaro morrer\u201d. Mormente diante do t\u00famulo de L\u00e1zaro, Jesus chora, l\u00e1grimas humanas a tal ponto que circunstantes\u00a0dizem: \u201cVede como Ele o amava\u201d. Jesus que se entregaria livremente \u00e0 sua paix\u00e3o, conheceu como n\u00f3s todos a trag\u00e9dia da morte e da separa\u00e7\u00e3o. Ele, por\u00e9m, olha al\u00e9m da morte corporal e para provar que Ele tem o poder sobre a vida e a morte corporal, e para provar que Ele tem o poder sobre a vida, vai conceder a seu amigo alguns anos de vida entre os seus entes queridos. A Marta que lhe diz: \u201cEu sei que ele ressuscitar\u00e1 no \u00faltimo dia\u201d, Cristo responde, centrando tudo na sua pessoa de Filho de Deus: \u201cEu sou a ressurrei\u00e7\u00e3o e a vida e aquele que cr\u00ea em mim, ainda que esteja morto, viver\u00e1 e todo aquele que vive e cr\u00ea em mim n\u00e3o morrer\u00e1 jamais. Cr\u00eas isto?\u201d A n\u00f3s que vivemos no s\u00e9culo XXI depois de seu nascimento, Jesus interroga tamb\u00e9m: \u201cCr\u00eas isto\u201d? Ele ent\u00e3o resume em algumas palavras o credo da vida e da ressurrei\u00e7\u00e3o, este credo quer \u00e9 para n\u00f3s portador de paz e esperan\u00e7a: a morte n\u00e3o \u00e9\u00a0sen\u00e3o um sonho\u00a0\u00a0 do qual ele nos despertar\u00e1; a vida nova j\u00e1 est\u00e1 nele,\u00a0j\u00e1 oferecida, dada \u00e0queles que colocam nele sua f\u00e9 e esta vida atravessar\u00e1 a morte corporal, porque Ele, o Filho de Deus, que nos faz viver antes, nos far\u00e1 viver depois. Bem mais, nosso corpo ele mesmo, este corpo de alegria e de mis\u00e9ria, ter\u00e1 parte naquela vida eterna, naquela felicidade sem fim, quando Ele, o Ressuscitado, nos ressuscitar\u00e1 no \u00faltimo dia. N\u00f3s batizado, cremos nisto? Ser\u00e1 que acreditamos hoje que as coisas definitivas come\u00e7ar\u00e3o para n\u00f3s quando tudo ter\u00e1 acabado nesta trajet\u00f3ria terrena? Ser\u00e1 que cremos, apoiados em nosso Deus, que seu projeto de vida engloba todos os que j\u00e1 morreram?\u00a0 Cremos que Jesus, o Ressuscitado, oferece logo um sentido \u00e0 nossa morte e que isto, hoje, deve mudar o sentido de nossa vida?\u00a0Irm\u00e3os e Irm\u00e3s, reforcemos nossa f\u00e9 na f\u00e9 da Igreja e digamos como Marta, com a mesma lealdade, com a mesma alegria: \u201cSim, Senhor, eu creio que tu \u00e9s o Cristo, o Filho de Deus que veio a este mundo\u201d.\u00a0Repartamos ent\u00e3o mais lucidamente, mais alegremente, em nossa tarefa fraternal, numa vida de devotamente e de partilha para gl\u00f3ria de Deus e salva\u00e7\u00e3o do mundo, repartamos como Marta, junto \u00e0queles que n\u00f3s amamos nosso segredo: \u201cCremos que Jesus \u00e9 o Filho de Deus, Ele \u00e9 nossa vida e salva\u00e7\u00e3o\u201d! O Evangelho vem assim nos interrogar sobre nossa\u00a0pr\u00f3pria f\u00e9.\u00a0 Como crist\u00e3os cremos no c\u00e9u e n\u00f3s esperamos todos ir\u00a0para l\u00e1 ap\u00f3s nossa morte, mas o que \u00e9, de fato, a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus em nossa vida di\u00e1ria?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O epis\u00f3dio da ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro leva-nos a refletir sobre a morte e a vida (Jo 11,1-45). Duas grandes palavras, dois importantes enigmas. S\u00e3o realidades com as quais sempre nos confrontamos, sobretudo quando a doen\u00e7a nos amea\u00e7a ou quando ela golpeia aqueles que n\u00f3s amamos. 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