{"id":79564,"date":"2023-02-23T10:16:15","date_gmt":"2023-02-23T13:16:15","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=79564"},"modified":"2023-02-23T13:17:59","modified_gmt":"2023-02-23T16:17:59","slug":"a-guerra-que-deve-ser-detida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-guerra-que-deve-ser-detida\/","title":{"rendered":"A guerra que deve ser detida"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"didascalia_img\">A destrui\u00e7\u00e3o provocada pela guerra na Ucr\u00e2nia\u00a0<\/span><\/p>\n<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">Um ano depois da invas\u00e3o russa da Ucr\u00e2nia, n\u00e3o h\u00e1 sinais do fim de um conflito devastador. A voz do Papa Francisco pela paz<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>ANDREA TORNIELLI<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a o Editorial e compartilhe<\/div>\n<div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-79564-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2023\/02\/23\/15\/136955861_F136955861.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2023\/02\/23\/15\/136955861_F136955861.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2023\/02\/23\/15\/136955861_F136955861.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um ano ap\u00f3s a agress\u00e3o \u00e0 Ucr\u00e2nia perpetrada pela Federa\u00e7\u00e3o Russa, mais de 17 milh\u00f5es de pessoas no pa\u00eds atacado precisam de assist\u00eancia humanit\u00e1ria, oito milh\u00f5es s\u00e3o refugiados no exterior e seis milh\u00f5es s\u00e3o deslocados internamente. H\u00e1 mais de vinte mil v\u00edtimas civis e cerca de cem mil militares em ambas as frentes. Diante desta insensata carnificina no cora\u00e7\u00e3o da Europa crist\u00e3, onde soldados que compartilham o mesmo batismo est\u00e3o lutando entre si, um massacre que est\u00e1 levando por passos cada vez mais r\u00e1pidos a humanidade \u00e0 autodestrui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se pode deixar de responder \u00e0 dram\u00e1tica pergunta que o Sucessor de Pedro dirigiu \u00e0 comunidade internacional e a cada um de n\u00f3s: &#8220;Foi feito tudo o que era poss\u00edvel para deter a guerra? \u00c9 dif\u00edcil responder com um &#8220;sim&#8221; diante da afasia e da falta de criatividade das diplomacias e dos organismos internacionais. Dif\u00edcil responder com um &#8220;sim&#8221; diante da acelera\u00e7\u00e3o da corrida armamentista e da ret\u00f3rica militarista do pensamento \u00fanico que estigmatiza qualquer d\u00favida sobre a escalada b\u00e9lica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa Francisco tem feito in\u00fameros apelos, gritando, em sintonia com seus antecessores, seu veemente &#8220;N\u00e3o \u00e0 guerra! \u00c9 o mesmo &#8220;Nunca mais a guerra!&#8221; que S\u00e3o Paulo VI suplicou diante da assembleia das Na\u00e7\u00f5es Unidas em 4 de outubro de 1965, \u00e9 aquele &#8220;Nunca mais a guerra!&#8221; que S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II gritou &#8211; doente e infelizmente n\u00e3o ouvido &#8211; no Angelus de 16 de mar\u00e7o de 2003, para evitar a desastrosa invas\u00e3o do Iraque, cujas consequ\u00eancias ainda s\u00e3o vis\u00edveis para todos ap\u00f3s a transforma\u00e7\u00e3o por muitos anos daquele pa\u00eds no laborat\u00f3rio de todo terrorismo fundamentalista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O apelo do Papa Francisco \u00e9 dirigido &#8220;\u00e0queles que t\u00eam autoridade sobre as na\u00e7\u00f5es, para que se comprometam concretamente a p\u00f4r fim ao conflito, alcan\u00e7ar um cessar-fogo e iniciar negocia\u00e7\u00f5es de paz&#8221;. Porque a vit\u00f3ria &#8220;constru\u00edda sobre os escombros nunca ser\u00e1 uma verdadeira vit\u00f3ria&#8221;. E as feridas de \u00f3dio e ressentimento que a barbaridade da guerra causou permanecer\u00e3o certamente por mais tempo do que o tempo necess\u00e1rio para reconstruir a Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante de tudo isso, o compromisso daqueles que ajudam as v\u00edtimas e acolhem os deslocados \u00e9 um sinal concreto de esperan\u00e7a, apontando o caminho da fraternidade, da n\u00e3o-viol\u00eancia e da paz. H\u00e1 uma sociedade civil que marcha, reza, trabalha e invoca a paz, como aquela que caminhar\u00e1 de Perugia a Assis esta noite. Uma sociedade civil cuja voz merece mais espa\u00e7o. H\u00e1 pessoas, crentes e n\u00e3o crentes, que pedem ao agressor Vladimir Putin que pare e a todos os governos &#8211; come\u00e7ando pelos dos pa\u00edses mais poderosos &#8211; que apostem na paz e n\u00e3o na inevitabilidade de um conflito devastador que est\u00e1 destinado a marcar cada vez mais o futuro da Europa e de toda a humanidade. Estamos fazendo tudo o que podemos para deter esta guerra?<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A destrui\u00e7\u00e3o provocada pela guerra na Ucr\u00e2nia\u00a0 Um ano depois da invas\u00e3o russa da Ucr\u00e2nia, n\u00e3o h\u00e1 sinais do fim de um conflito devastador. 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