{"id":79488,"date":"2023-02-13T09:21:51","date_gmt":"2023-02-13T12:21:51","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=79488"},"modified":"2023-02-23T12:22:53","modified_gmt":"2023-02-23T15:22:53","slug":"somos-nos-os-responsaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/somos-nos-os-responsaveis\/","title":{"rendered":"SOMOS N\u00d3S OS RESPONS\u00c1VEIS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Fugir da mis\u00e9ria, da fome e da injusti\u00e7a \u00e9 pr\u00f3prio dos acomodados. Tamb\u00e9m dos incomodados. A f\u00e9 crist\u00e3 nos ensina e cobra com veem\u00eancia a solidariedade. Quando a realidade que nos cerca \u00e9 contr\u00e1ria ao bem-estar que almejamos ou \u00e0 dignidade m\u00ednima de uma vida razo\u00e1vel, cabe \u00e0 pessoa de f\u00e9 uma a\u00e7\u00e3o concreta. Quando Cristo nos chama \u00e0 responsabilidade fraterna \u00e9 porque conta conosco na constru\u00e7\u00e3o de um mundo mais igual, justo e humano. Da\u00ed seu apelo: \u201cDai-lhes v\u00f3s mesmos de comer\u201d (Mt 14-16). Ou seu alerta: \u201cSe a vossa justi\u00e7a n\u00e3o for maior que a justi\u00e7a dos mestres da Lei&#8230;, v\u00f3s n\u00e3o entrareis no Reino dos C\u00e9us\u201d.\u00a0 <strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Jesus n\u00e3o aponta a causa, mas a consequ\u00eancia dessas situa\u00e7\u00f5es contradit\u00f3rias. \u00c9 o caso dos nossos ind\u00edgenas, dos nossos migrantes, dos sem-teto, sem-terra, sem empregos, sem dignidade alguma&#8230;. daqueles que cruzam nosso caminho diariamente com olhares retra\u00eddos pela vergonha ou apelativos por um m\u00ednimo de aten\u00e7\u00e3o e solidariedade e dos quais desviamos nossa aten\u00e7\u00e3o, nossos olhares, nosso caminho. \u00c9 o caso dos irm\u00e3os yanomamis, remanescentes de um povo dos quais roubamos tudo e para os quais oferecemos apenas indiferen\u00e7a e incompreens\u00e3o, colocando-os em um territ\u00f3rio delimitado pela doen\u00e7a e destru\u00eddo pela ambi\u00e7\u00e3o dos que garimpam a falsa ilus\u00e3o do ouro f\u00e1cil. Aqui n\u00e3o mais importa o fator pol\u00edtico, as causas sociais dos conflitos de interesses entre povos ou mesmo a inoc\u00eancia de muitos contra a ambi\u00e7\u00e3o de tantos mais. N\u00e3o \u00e9 o caso. O que incomoda \u00e9 a realidade dos que passam fome, tanto de um lado quanto do outro. Tantos os \u00edndios quanto os garimpeiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tamb\u00e9m nos assusta a mis\u00e9ria que campeia em outras glebas desse imenso pa\u00eds de riquezas muitas. Se h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es de morte, fome, desigualdade extrema, algo de muito podre corr\u00f3i nossa consci\u00eancia, nossa identidade c\u00edvica e religiosa numa p\u00e1tria que se diz crist\u00e3. Nossa tarefa de construir uma sociedade justa e fraterna passa, obrigatoriamente, pela atitude humana da solidariedade, independente dos fatores pol\u00edticos ou das circunst\u00e2ncias hist\u00f3ricas que nos conduziram a essa desigualdade. N\u00e3o \u00e9 hora de medirmos for\u00e7as dentro do jogo pol\u00edtico em curso, mas sim de juntarmos nossas for\u00e7as para corrigir ou ao menos amenizar uma situa\u00e7\u00e3o de injusti\u00e7a na qual todos temos responsabilidades, culpa a redimir. \u201cDai-lhe v\u00f3s mesmos de comer\u201d exige uni\u00e3o de for\u00e7as, busca da unidade em fun\u00e7\u00e3o de uma causa que nos diz respeito, nunca omiss\u00e3o. N\u00e3o podemos fugir de um problema por achar que nada temos com ele, por pensar que quem o provocou \u00e9 que arque com as consequ\u00eancias, por responsabilizar o outro e assim cruzar nossos bra\u00e7os&#8230; Assim agem os acomodados em seus guetos de privil\u00e9gios e mordomias, os covardes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Por outro lado, de um comentarista em rede social, vazio em seus argumentos, ouvi uma cr\u00edtica que bem explica sua posi\u00e7\u00e3o t\u00e3o vazia quanto. Dizia ser esta Campanha da Fraternidade a mais \u201cperigosa\u201d de todas as que at\u00e9 aqui acompanhou. Que a CNBB est\u00e1 usando um discurso pol\u00edtico sem fundamentos. Que o objetivo \u00e9 apenas reativar a outrora propalada Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o, etc, etc. Se assim o fosse, dever\u00edamos ignorar o Santo Evangelho de Jesus Cristo e seus desafios sempre atuais. N\u00e3o foi a CNBB, nem bispos, nem padres, nem o Papa que inventou o dever da caridade. Dar p\u00e3o a quem tem fome n\u00e3o \u00e9 a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mas de irm\u00e3os que se amam. Quem critica t\u00e3o oportuna campanha, nascida e preparada com anos de anteced\u00eancia, n\u00e3o numa simples transi\u00e7\u00e3o de poder, n\u00e3o sabe realmente nada do be-a-b\u00e1 crist\u00e3o. Est\u00e1 mais perdido do que b\u00eabado no meio da avenida. Ou cego em tiroteio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Fugir da mis\u00e9ria, da fome e da injusti\u00e7a \u00e9 pr\u00f3prio dos acomodados. Tamb\u00e9m dos incomodados. A f\u00e9 crist\u00e3 nos ensina e cobra com veem\u00eancia a solidariedade. Quando a realidade que nos cerca \u00e9 contr\u00e1ria ao bem-estar que almejamos ou \u00e0 dignidade m\u00ednima de uma vida razo\u00e1vel, cabe \u00e0 pessoa de f\u00e9 uma a\u00e7\u00e3o concreta. 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