{"id":79270,"date":"2023-02-06T17:13:39","date_gmt":"2023-02-06T20:13:39","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=79270"},"modified":"2023-02-06T17:13:39","modified_gmt":"2023-02-06T20:13:39","slug":"nos-somos-a-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/nos-somos-a-igreja\/","title":{"rendered":"N\u00d3S SOMOS A IGREJA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em mais uma viagem apost\u00f3lica, desta feita pelo continente africano, na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo e em peregrina\u00e7\u00e3o ecum\u00eanica pelo Sud\u00e3o do Sul, Papa Francisco exorta a sofrida popula\u00e7\u00e3o africana a n\u00e3o perder as esperan\u00e7as diante dos flagelos mais gritantes que atingem e sempre atingiram aquele continente. Numa de suas primeiras declara\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, retomou um tema bem conhecido de todos n\u00f3s, mas nem sempre valorizado, qual seja a identidade eclesial dos crist\u00e3os batizados. \u201cN\u00f3s somos a Igreja\u201d, bradou o Papa!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ouvir isso dentro dum ambiente tradicionalmente crist\u00e3o soa como uma afirmativa l\u00f3gica e banal, cujo sentido recorrente j\u00e1 n\u00e3o toca o cora\u00e7\u00e3o de muitos. Somos Igreja e ponto final. Mas essa mesma afirmativa num contexto de guerra e persegui\u00e7\u00e3o religiosa, onde muitas vezes se teme proclamar publicamente a f\u00e9 crist\u00e3, onde o paganismo e o antagonismo religioso \u00e9 motivo de terror e morte, onde a f\u00e9 crist\u00e3 \u00e9 tida como usurpadora de muitas tradi\u00e7\u00f5es afro-nacionalistas ou culturais, dizer-se Igreja \u00e9 quase que confessar um crime. Mas em alto e bom som, com alegria no olhar e paz no cora\u00e7\u00e3o, Francisco proclama com orgulho a identidade crist\u00e3, como a repetir palavras de ordem do pr\u00f3prio Cristo diante das borrascas e tempestades contra sua barca: \u201cCoragem, n\u00e3o tenhais medo!\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Sua segunda grande palavra de \u00e2nimo tamb\u00e9m se insere nesse contexto de contradi\u00e7\u00f5es e persegui\u00e7\u00f5es contra a Igreja no mundo de hoje. Ou seja: \u201cN\u00e3o percam a esperan\u00e7a\u201d. Proferida em territ\u00f3rio outrora massacrado pela escravid\u00e3o, a advert\u00eancia prof\u00e9tica e apost\u00f3lica de Francisco ganha um peso novo, posto ser esta a circunst\u00e2ncia dos maiores abalos contra a f\u00e9 crist\u00e3 nos dias atuais. Muitos est\u00e3o cercados pelo des\u00e2nimo e prostra\u00e7\u00e3o de f\u00e9 diante da crescente onda agn\u00f3stica que se levanta em todos os quadrantes da terra. Aqui se constata a pior das escravid\u00f5es, o servilismo humano aos poderes das trevas, a perda da liberdade religiosa e suas consequentes tribula\u00e7\u00f5es, posto que ser Igreja hoje requer muito mais que uma perten\u00e7a a um grupo marcado por um sinal de f\u00e9; requer coragem, determina\u00e7\u00e3o, coer\u00eancia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ora, o apelo do Papa \u00e9 o mesmo dos tempos de Cristo, quando nos exortava a ser sal e luz do mundo,\u00a0 dar sabor e tempero \u00e0 insalubridade do meio em que fomos postos, ao mesmo tempo que ser sinal de contradi\u00e7\u00e3o e luz para os que conosco caminham. Tudo continua igual. Tudo contribui para que a barca de Cristo, a Igreja que somos, prossiga sua miss\u00e3o transformadora neste mundo de conturba\u00e7\u00f5es constantes. A presen\u00e7a crist\u00e3 \u00e9 que d\u00e1 sentido e sabor \u00e0 vida, posto ser essa uma f\u00e9 reveladora, transformadora, emiss\u00e1ria de uma esperan\u00e7a maior que a realidade do mundo. Essa \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o do sal, real\u00e7ar o sabor da vida, na medida exata das receitas divinas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mas a medida certa n\u00e3o podemos esconder, nem nunca considerar segredo pessoal, s\u00f3 revelado aos que comungam conosco na mesa da nossa f\u00e9. Por isso, a luz n\u00e3o se esconde. Por isso as revela\u00e7\u00f5es que adquirimos ao redor da mesa eucar\u00edstica devem ser alardeadas, proclamadas, mostradas ao mundo como sinais vis\u00edveis da f\u00e9 que nos congrega como povo de Deus. Eis, pois, nossa f\u00e9, nossa raz\u00e3o \u00fanica de existir e testemunhar, seja onde for, esteja onde estiver, perten\u00e7a a que continente pertencer, somos filhos de Deus, somos Igreja , sal e luz&#8230; O crist\u00e3o pode at\u00e9 rasgar sua identidade como cidad\u00e3o do mundo, perder seu registro p\u00e1trio, buscar dupla cidadania, rejeitar sua origem terrena, contestar sua filia\u00e7\u00e3o humana, mas nunca, nem por vontade pessoal, renegar seu batismo de f\u00e9. Esse selo ningu\u00e9m apaga, n\u00e3o tem volta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em mais uma viagem apost\u00f3lica, desta feita pelo continente africano, na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo e em peregrina\u00e7\u00e3o ecum\u00eanica pelo Sud\u00e3o do Sul, Papa Francisco exorta a sofrida popula\u00e7\u00e3o africana a n\u00e3o perder as esperan\u00e7as diante dos flagelos mais gritantes que atingem e sempre atingiram aquele continente. Numa de suas primeiras declara\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, retomou [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":55826,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-79270","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79270","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=79270"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79270\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":79271,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79270\/revisions\/79271"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55826"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=79270"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=79270"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=79270"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}