{"id":78592,"date":"2023-01-01T09:58:31","date_gmt":"2023-01-01T12:58:31","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=78592"},"modified":"2023-01-02T14:59:29","modified_gmt":"2023-01-02T17:59:29","slug":"o-testamento-espiritual-de-bento-xvi-gratidao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-testamento-espiritual-de-bento-xvi-gratidao\/","title":{"rendered":"O Testamento espiritual de Bento XVI: Gratid\u00e3o!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ao ler o Testamento espiritual do Papa em\u00e9rito Bento XVI, feito em 29 de agosto de 2006 e agora tornado p\u00fablico, vem-me \u00e0 mente, antes de mais nada o grande conselho de S\u00e3o Paulo aos Tessalonicenses e, \u00e9 certo, a cada um de n\u00f3s hoje: \u201cEm tudo, dai gra\u00e7as\u201d (1Ts 5,18) ou, numa tradu\u00e7\u00e3o mais popular, \u201cEm tudo, sede agradecidos\u201d. Pois bem, o termo \u201cgratid\u00e3o\u201d \u00e9 o que, por assim dizer, define e orienta todo o Testamento espiritual de Joseph Ratzinger (1927-2022). Um documento para a nossa reflex\u00e3o que deve estar unido a tantos outros pronunciamentos feitos por ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A primeira gratid\u00e3o de Bento XVI se dirige a Deus e n\u00e3o se espera menos de algu\u00e9m que dedicou toda a sua longa vida, at\u00e9 os seus \u00faltimos momentos a Ele. Afinal, \u00e9 Ele o doador de todo o bem, que lhe deu a vida e o conduziu nos v\u00e1rios momentos de sua exist\u00eancia terrena, inclusive na confus\u00e3o ou na noite escura. O Papa em\u00e9rito afirma tamb\u00e9m que nunca se sentiu desamparado pelo Senhor. Ao contr\u00e1rio, Ele sempre se levantou para ajud\u00e1-lo toda vez em que Ratzinger come\u00e7ava a resvalar e \u2013 mais ainda \u2013 sempre lhe voltava, de novo a luz do seu rosto. Em suma, tudo, mesmo os males, sempre concorreu para o seu maior bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Como n\u00e3o se lembrar de S\u00e3o Bruno ao tratar, em <em>Carta a Raul<\/em>, 16, sobre a fascina\u00e7\u00e3o por Deus: \u201cQue outro ser \u00e9 t\u00e3o bom como Deus? Melhor ainda, que outro Bem h\u00e1 sen\u00e3o s\u00f3 Deus? Por isso, a alma santa, percebendo em parte o incompar\u00e1vel atrativo, esplendor e beleza desse bem, inflamada em chama de amor, diga: \u2018A minha alma tem sede do Deus forte e vivo, quando irei ver a face de Deus?\u2019 (Sl 41,3)\u201d (Um Cartuxo. <em>Antologia de autores cartuxos<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cultor de Livros, 2020, p. 63). Quem se entrega a Deus passa por tantos problemas como os demais seres humanos, mas, ao contr\u00e1rio de alguns que se desanimam, sabem que Deus nunca nos desampara. Ele n\u00e3o permitiria sequer o mal, conforme Santo Agostinho de Hipona, se n\u00e3o pudesse tirar desse mal bens ainda maiores (cf. <em>Enchridion<\/em> XXVIII).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Aqui, alguns poderiam se assustar ante um Papa da grandeza eclesial de Bento XVI a confessar que passou por dificuldades, mas nunca se sentiu por Deus desamparado. Vem a pergunta: \u00e9 poss\u00edvel que uma pessoa que busque viver a radicalidade do seu Batismo ou a santidade (cf. Mt 5,48) passe pela noite escura? Sim, \u00e9 poss\u00edvel. Vale a pena ler sobre isso o que Dom Est\u00eav\u00e3o Bettencourt, OSB, escreveu a prop\u00f3sito da Madre Teresa de Calcut\u00e1: \u201cA not\u00edcia surpreendeu muitos fi\u00e9is cat\u00f3licos, que julgavam ser os Santos figuras originais isentas de qualquer crise nas suas rela\u00e7\u00f5es com Deus. Outra, por\u00e9m, \u00e9 a realidade: os mestres da vida espiritual ensinam que caminhamos para Deus atrav\u00e9s de tr\u00eas etapas: a via purificativa, a via iluminativa e a via unitiva. Principalmente a primeira tem em vista desapegar-nos de qualquer criatura como tamb\u00e9m desapegar-nos de n\u00f3s mesmos, tendentes ao egocentrismo. \u2013 Para tanto o Pai Celeste permite sejamos acometidos pela noite dos sentidos e a noite do esp\u00edrito, fases em que nos falta qualquer consola\u00e7\u00e3o ou sentimento de bem-estar seja no plano da nossa sensibilidade, seja no da intelectualidade. S\u00e3o fases de purifica\u00e7\u00e3o, que visam a tornar a f\u00e9 e o amor a Deus mais diretos, menos interessados em alguma compensa\u00e7\u00e3o; o fiel cr\u00ea em Deus por causa da grandeza da perfei\u00e7\u00e3o divina e ama a Deus porque Ele primeiro nos amou (cf. Jo 4, 19)\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E continua: \u201cO que importa nesses momentos \u00e9 n\u00e3o desanimar, mas continuar a servir a Deus como nos momentos de suave consola\u00e7\u00e3o. Com efeito; tudo passa, mesmo os maiores valores criados, e s\u00f3 Deus fica. Felizes portanto s\u00e3o aqueles que guardam fidelidade quando provados, porque ap\u00f3s o t\u00fanel vem a luz ou acima das nuvens est\u00e1 o c\u00e9u com a sua bem-aventuran\u00e7a\u201d (<em>Pergunte e Responderemos<\/em> n. 547, janeiro de 2008, p. 47-48).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Seu segundo agradecimento vai \u00e0 sua fam\u00edlia. Aos seus pais, que lhe deram a vida num momento dif\u00edcil da hist\u00f3ria e que, com grandes sacrif\u00edcios, mas com amor lhe prepararam um lar magn\u00edfico que, \u00e0 moda de uma luz clara, iluminou todos os seus dias at\u00e9 o fim. O Papa em\u00e9rito diz dever tamb\u00e9m a seu pai a f\u00e9 l\u00facida que sempre teve. Esta f\u00e9, lembra Ratzinger, foi um marco t\u00e3o profundo que sempre esteve assente em meio a todas as suas conquistas cient\u00edficas; a profunda devo\u00e7\u00e3o e a grande bondade de sua m\u00e3e s\u00e3o um legado pelo qual nunca se poder\u00e1 agradecer suficientemente. Tamb\u00e9m sua irm\u00e3 o ajudou, por d\u00e9cadas, de forma abnegada e com carinho; seu irm\u00e3o, com a lucidez de suas pondera\u00e7\u00f5es, sua resolu\u00e7\u00e3o vigorosa e serenidade de cora\u00e7\u00e3o, sempre lhe abriu caminho; sem a determina\u00e7\u00e3o do irm\u00e3o precedendo acompanhando-o ele diz que n\u00e3o teria conseguido encontrar o reto caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Lembremo-nos de que Ratzinger era filho de Joseph, um oficial de pol\u00edcia rural e de Maria, uma cozinheira profissional. Teve sua inf\u00e2ncia num ambiente calmo e tranquilo em meio \u00e0 natureza, mas nas ruas surgiam frequentes pol\u00eamicas entre nazistas e antinazistas. Seu pai tamb\u00e9m polemizava por discordar dos l\u00fagubres projetos de Adolf Hitler. Consequ\u00eancia: teve de se mudar v\u00e1rias vezes de casa e por pouco escapou da pris\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mais ainda: a fam\u00edlia \u00e9 a c\u00e9lula m\u00e3e da sociedade. Aqui, o Papa em\u00e9rito rec\u00e9m-falecido lembra o <em>Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica<\/em> n. 2207: \u201cA fam\u00edlia \u00e9 a\u00a0<em>c\u00e9lula origin\u00e1ria da vida social.\u00a0<\/em>\u00c9 ela a sociedade natural em que o homem e a mulher s\u00e3o chamados ao dom de si no amor e no dom da vida. A autoridade, a estabilidade e a vida de rela\u00e7\u00f5es no seio da fam\u00edlia constituem os fundamentos da liberdade, da seguran\u00e7a, da fraternidade no seio da sociedade. A fam\u00edlia \u00e9 a comunidade em que, desde a inf\u00e2ncia, se podem aprender os valores morais, come\u00e7ar a honrar a Deus e a fazer bom uso da liberdade. A vida da fam\u00edlia \u00e9 inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 vida em sociedade\u201d. Bento XVI viveu isso de modo harmonioso n\u00e3o obstante as terr\u00edveis circunst\u00e2ncias hist\u00f3ricas que o cercavam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A terceira gratid\u00e3o do rec\u00e9m-falecido Papa em\u00e9rito se volta para os amigos e amigas. Todos eles s\u00e3o para Bento XVI homens e mulheres, que Ele sempre colocou ao seu lado; lembra dos n\u00e3o poucos colaboradores em todas as etapas da sua jornada; dos professores e alunos que Ele lhe deu. De modo firme e convicto, Ratzinger os confia, com gratid\u00e3o e sem exce\u00e7\u00e3o, \u00e0 bondade divina. Agradece tamb\u00e9m ao Senhor por sua bela p\u00e1tria no sop\u00e9 dos Alpes da Baviera, na qual sempre viu brilhar o esplendor do pr\u00f3prio Criador. Agradece ao povo da sua p\u00e1tria porque nele sempre pode experimentar, de novo, a beleza da f\u00e9. Rezou n\u00e3o pouco a fim de que sua terra continuasse sendo uma terra de f\u00e9 sem esmorecimento. Finalmente, agradece a Deus por toda a beleza que pode experimentar em todas as etapas da sua vida, especialmente em Roma e na It\u00e1lia que se tornou sua segunda p\u00e1tria. Bento XVI nos relembra aqui o seguinte: \u201cUm amigo fiel \u00e9 uma poderosa prote\u00e7\u00e3o: quem o achou, descobriu um tesouro\u201d (Ecl 6,14).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Convida, no alto de sua longa experi\u00eancia de vida a cada fiel cat\u00f3lico a n\u00e3o perder a f\u00e9 e nem se deixar abalar pelos ventos das novidades que parecem apresentar a \u00faltima palavra contra a f\u00e9 da Igreja. \u00a0Parece, \u00e0s vezes, que as ci\u00eancias naturais de um lado e a pesquisa hist\u00f3rica (em particular a exegese da Sagrada Escritura) de outro ser\u00e3o capazes de oferecer resultados irrefut\u00e1veis \u200b\u200bcontra a f\u00e9 cat\u00f3lica. Bento, contudo, n\u00e3o se abalava com isso, pois viveu as transforma\u00e7\u00f5es das ci\u00eancias naturais desde tempos remotos e p\u00f4de ver como, ao contr\u00e1rio do que se alardeia, desapareceram as certezas aparentes contra a f\u00e9, revelando-se n\u00e3o ci\u00eancia, mas interpreta\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas apenas aparentemente devidas \u00e0 ci\u00eancia; assim como \u00e9 no di\u00e1logo com as ci\u00eancias naturais que tamb\u00e9m a f\u00e9 aprendeu a compreender melhor o limite do alcance das suas afirma\u00e7\u00f5es e, portanto, a sua especificidade. Acompanhou ainda \u2013 e sobretudo \u2013 o caminho da teologia por mais de sessenta anos, especialmente das ci\u00eancias b\u00edblicas, e com a sucess\u00e3o de diferentes gera\u00e7\u00f5es viu desabar teses que pareciam inabal\u00e1veis, revelando-se meras hip\u00f3teses: a gera\u00e7\u00e3o liberal (Harnack, J\u00fclicher, etc.), a gera\u00e7\u00e3o existencialista (Bultmann etc.), a gera\u00e7\u00e3o marxista. Viu at\u00e9 o fim de seus dias como a razoabilidade da f\u00e9 emergiu e ressurge cada vez mais do emaranhado de hip\u00f3teses. S\u00f3 podemos afirmar que Jesus Cristo \u00e9 verdadeiramente o caminho, a verdade e a vida e a Igreja, com todas as suas defici\u00eancias no \u00e2mbito humano, \u00e9 verdadeiramente o Seu corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Aqui, o jornalista Carlos Alberto di Franco pode constatar, analisando a enc\u00edclica <em>Spes salvi<\/em>, que nela Bento XVI desnuda a inconsist\u00eancia das esperan\u00e7as materialistas e faz uma cr\u00edtica serena, mas profunda \u00e0 utopia marxista. Segundo o Papa, Marx mostrou com exatid\u00e3o como realizar a derrubada das estruturas. \u201cMas, n\u00e3o nos disse como as coisas deveriam proceder depois. Ele supunha simplesmente que, com a expropria\u00e7\u00e3o da classe dominante, a queda do poder pol\u00edtico e a socializa\u00e7\u00e3o dos meios de produ\u00e7\u00e3o, ter-se-ia realizado a Nova Jerusal\u00e9m.\u201d Marx \u201cesqueceu que o homem permanece sempre homem. Esqueceu o homem e sua liberdade. Esqueceu que a liberdade permanece sempre liberdade, inclusive para o mal. (&#8230;) O seu verdadeiro erro \u00e9 o materialismo: de fato, o homem n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o produto de condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas nem se pode cur\u00e1-lo apenas do exterior. (&#8230;) N\u00e3o \u00e9 a ci\u00eancia que redime o homem. O homem \u00e9 redimido pelo amor\u201d (<em>Correio Popular<\/em>, 25\/12\/11, p. A2).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mais ainda podemos ver na sua obra Jesus de Nazar\u00e9: O \u201cproblema b\u00edblico-teol\u00f3gico\u201d que tenta distinguir o \u201cJesus hist\u00f3rico\u201d do \u201cCristo da f\u00e9\u201d fez correr muita tinta e envolveu diversos estudiosos a partir de 1920 em especial, mas se resume no seguinte: pelos Evangelhos, como temos hoje, sabemos apenas o que as primeiras comunidades crist\u00e3s professaram sobre Jesus (o Cristo da f\u00e9), mas n\u00e3o o que Ele realmente foi e ensinou (o Jesus hist\u00f3rico), dizem. Depois de debater o assunto, conclui: Para a minha representa\u00e7\u00e3o de Jesus, isto significa principalmente que eu confio nos Evangelhos. Naturalmente pressup\u00f5e-se tudo o que o Conc\u00edlio e a moderna exegese nos dizem sobre os g\u00eaneros liter\u00e1rios, sobre a inten\u00e7\u00e3o narrativa, sobre o contexto comunit\u00e1rio dos Evangelhos e o seu falar neste contexto vivo. Acolhendo tudo isto \u2013 enquanto me foi poss\u00edvel \u2013 quis tentar representar o Jesus dos Evangelhos como o Jesus real, como o \u201cJesus hist\u00f3rico\u201d no sentido aut\u00eantico. Estou convencido, e espero que tamb\u00e9m o leitor possa ver, que esta figura \u00e9 mais l\u00f3gica e historicamente considerada mais compreens\u00edvel do que as reconstru\u00e7\u00f5es com as quais fomos confrontados nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Penso que precisamente este Jesus \u2013 o dos Evangelhos \u2013 \u00e9 uma figura racional e manifestamente hist\u00f3rica&#8230;\u201d (vol. I, p. 17s).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pede, por fim, de modo muito humilde, que rezemos por ele, para que o Senhor, apesar de todos os seus pecados e faltas, o acolha nas moradas eternas, pois ele sempre rezou por todos. \u2013 Como n\u00e3o recordar aqui de Santo Est\u00eav\u00e3o Harding, um dos tr\u00eas fundadores da Ordem Cisterciense, que, no dia 28 de mar\u00e7o de 1134, na presen\u00e7a de cerca de 20 abades da Ordem, vindos a Cister, disse: \u201cAsseguro-vos que vou a Deus com o mesmo temor e tremor que eu teria se n\u00e3o tivesse feito nenhum bem; porque se algum fruto a divina Bondade produziu de minha fraqueza, temo n\u00e3o ter correspondido \u00e0 gra\u00e7a como devia\u201d (<em>Catolicismo<\/em> n. 748, abril de 2013, p. 38). \u00c9 pr\u00f3prio dos homens e das mulheres de Deus se sentirem pequenos ante a Sua grandeza infinita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0Deixei para o final, contudo, em certo trecho do seu modesto, mas profundo Testamento espiritual, Bento pede perd\u00e3o a quem ele, eventualmente, ofendeu. Isso traz \u00e0 mem\u00f3ria Santo Ambr\u00f3sio de Mil\u00e3o: \u201cErrar \u00e9 comum a todos os homens, mas arrepender-se e pedir perd\u00e3o \u00e9 pr\u00f3prio dos santos\u201d (<em>Apologia David ad Theodosium Augustum II<\/em>, 5-6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Desta vez, somos n\u00f3s em nome de n\u00e3o poucas pessoas quem dizemos: Bento XVI, obrigado pelo seu testemunho entre n\u00f3s. Descanse em paz e, de junto de Deus, rogue por n\u00f3s!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ao ler o Testamento espiritual do Papa em\u00e9rito Bento XVI, feito em 29 de agosto de 2006 e agora tornado p\u00fablico, vem-me \u00e0 mente, antes de mais nada o grande conselho de S\u00e3o Paulo aos Tessalonicenses e, \u00e9 certo, a cada um de n\u00f3s hoje: \u201cEm tudo, dai gra\u00e7as\u201d (1Ts 5,18) ou, numa tradu\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":55819,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-78592","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78592","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=78592"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78592\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":78593,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78592\/revisions\/78593"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55819"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=78592"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=78592"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=78592"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}