{"id":78314,"date":"2022-12-25T11:05:40","date_gmt":"2022-12-25T14:05:40","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=78314"},"modified":"2022-12-26T11:09:23","modified_gmt":"2022-12-26T14:09:23","slug":"o-papa-natal-sem-os-pobres-nao-e-o-natal-de-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-papa-natal-sem-os-pobres-nao-e-o-natal-de-jesus\/","title":{"rendered":"O Papa: Natal sem os pobres n\u00e3o \u00e9 o Natal de Jesus"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">\u201cCertamente n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil deixar o t\u00e9pido calor do mundanismo para abra\u00e7ar a nua beleza da gruta de Bel\u00e9m, mas lembremo-nos de que, sem os pobres, verdadeiramente n\u00e3o \u00e9 Natal. Sem eles, festeja-se o Natal, mas n\u00e3o o de Jesus&#8230; Irm\u00e3os, irm\u00e3s, no Natal Deus \u00e9 pobre: renas\u00e7a a caridade!\u201d Foi a exorta\u00e7\u00e3o do Papa na Missa da Noite de Natal presidida por Francisco na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro com a participa\u00e7\u00e3o de milhares de fi\u00e9is e peregrinos provenientes de v\u00e1rias partes do mundo<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text \">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Raimundo de Lima \u2013 Vatican News<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a a reportagem com a voz do Papa Francisco<\/div>\n<div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-78314-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2022\/12\/25\/14\/136848660_F136848660.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2022\/12\/25\/14\/136848660_F136848660.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2022\/12\/25\/14\/136848660_F136848660.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na homilia da Missa solene da Noite de Natal deste s\u00e1bado, na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro, com milhares de fi\u00e9is e peregrinos presentes oriundos de v\u00e1rias partes do mundo, o Papa Francisco convidou-nos a redescobrir o sentido do Natal. Como voltar a encontrar o seu significado? E sobretudo aoinde ir procur\u00e1-lo? \u201cO Evangelho do nascimento de Jesus parece escrito precisamente para isto: tomar-nos pela m\u00e3o e levar-nos l\u00e1 onde Deus quer\u201d, ressaltou o Pont\u00edfice.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A manjedoura! Para voltar a encontrar o sentido do Natal, \u00e9 preciso fixar nela o olhar. E por que \u00e9 t\u00e3o importante a manjedoura? Porque \u00e9 o sinal, n\u00e3o casual, com que Cristo entra em cena no mundo. \u00c9 o manifesto com que Se apresenta, o modo como Deus nasce na hist\u00f3ria para fazer renascer a hist\u00f3ria. Que nos quer dizer ent\u00e3o a manjedoura? Pelo menos tr\u00eas coisas:\u00a0<i>proximidade,<\/i>\u00a0<i>pobreza<\/i>\u00a0e\u00a0<i>concretismo<\/i>. Francisco desenvolveu sua reflex\u00e3o na homilia a partir da\u00ed.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Proximidade<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A manjedoura serve para deixar o alimento mais pr\u00f3ximo da boca e assim consumi-lo mais depressa. Deste modo pode simbolizar um aspeto da humanidade: a voracidade em consumir, ressaltou o Papa.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--border embed_style\">\n<blockquote><p>\u201cE as principais v\u00edtimas da voracidade humana s\u00e3o sempre os fr\u00e1geis, os vulner\u00e1veis. Tamb\u00e9m neste Natal, uma humanidade insaci\u00e1vel de dinheiro, poder e prazer n\u00e3o d\u00e1 lugar \u2013 como sucedeu com Jesus \u2013 aos mais pequenos, a tantos nascituros, pobres, abandonados. Penso sobretudo nas crian\u00e7as devoradas por guerras, pobreza e injusti\u00e7a. Mas \u00e9 precisamente l\u00e1 que vem Jesus, menino na manjedoura do descarte e da rejei\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNa manjedoura inc\u00f3moda da rejei\u00e7\u00e3o, acomoda-Se Deus: vem para ali, porque nela est\u00e1 o problema da humanidade, a indiferen\u00e7a gerada pela pressa devoradora de possuir e consumir. Cristo nasce l\u00e1 e, naquela manjedoura, descobrimo-Lo pr\u00f3ximo\u201d, acrescentou o Santo Padre.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Pobreza<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da proximidade, a manjedoura de Bel\u00e9m fala-nos de\u00a0<i>pobreza<\/i>. Na realidade &#8211; observou -, \u00e0 volta duma manjedoura, n\u00e3o h\u00e1 grande coisa: tojo, qualquer animal e pouco mais. As pessoas hospedavam-se no quentinho dos albergues, n\u00e3o no est\u00e1bulo frio duma pens\u00e3o; mas aqui nasceu Jesus, e a manjedoura lembra-nos que nada mais havia em redor sen\u00e3o quem Lhe queria bem: Maria, Jos\u00e9 e alguns pastores\u2026 todos, pobres, irmanados pelo afeto e a maravilha, n\u00e3o por riquezas e grandes possibilidades. E assim a pobre manjedoura faz emergir as verdadeiras riquezas da vida: n\u00e3o o dinheiro nem o poder, mas as rela\u00e7\u00f5es e as pessoas.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--border embed_style\">\n<blockquote><p>\u201cE a primeira pessoa, a primeira riqueza \u00e9 Jesus. Mas n\u00f3s\u2026 queremos mesmo estar ao seu lado? Aproximamo-nos d\u2019Ele, amamos a sua pobreza? Ou preferimos cingir-nos comodamente aos nossos interesses? Sobretudo visitamo-Lo onde Se encontra, isto \u00e9, nas pobres manjedouras do nosso mundo? \u00c9 l\u00e1 que Ele est\u00e1 presente. E n\u00f3s somos chamados a ser uma Igreja que adora Jesus pobre, e serve Jesus nos pobres.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCertamente n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil deixar o t\u00e9pido calor do mundanismo para abra\u00e7ar a nua beleza da gruta de Bel\u00e9m, mas lembremo-nos de que, sem os pobres, verdadeiramente n\u00e3o \u00e9 Natal. Sem eles, festeja-se o Natal, mas n\u00e3o o de Jesus&#8230; Irm\u00e3os, irm\u00e3s, no Natal Deus \u00e9 pobre: renas\u00e7a a caridade!\u201d, exortou o Papa.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Concretismo<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desenvolvendo o \u00faltimo ponto de sua reflex\u00e3o, Francisco ressaltou ainda que a manjedoura nos fala de\u00a0<i>concretismo<\/i>. \u201cJesus, que nasce pobre, viver\u00e1 pobre e morrer\u00e1 pobre, n\u00e3o fez muitos discursos sobre a pobreza, mas viveu-a, em toda a sua profundidade, por n\u00f3s. Da manjedoura \u00e0 cruz, o seu amor por n\u00f3s foi palp\u00e1vel, concreto: do nascimento \u00e0 morte, o filho do carpinteiro abra\u00e7ou a aspereza da madeira, a aspereza da nossa exist\u00eancia. N\u00e3o nos amou com palavras, n\u00e3o nos amou por divertimento!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, o Santo Padre fez uma premente exorta\u00e7\u00e3o: \u201cN\u00e3o deixemos passar este Natal sem fazer algo de bom. Uma vez que \u00e9 a festa d\u2019Ele, o seu anivers\u00e1rio, ofere\u00e7amos-Lhe prendas de que Ele gosta! No Natal, Deus \u00e9 concreto: em seu nome, fa\u00e7amos renascer um pouco de esperan\u00e7a em quem a perdeu!\u201d Francisco concluiu a homilia da Missa solene da Noite de Natal em forma de ora\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Jesus, contemplamo-Vos recostado na manjedoura. Vemo-Vos t\u00e3o pr\u00f3ximo, perto de n\u00f3s para sempre\u2026 Obrigado, Senhor! Vemo-Vos pobre, ensinando-nos que a verdadeira riqueza n\u00e3o est\u00e1 nas coisas, mas nas pessoas, sobretudo nos pobres: desculpai, Senhor, se n\u00e3o Vos reconhecemos e servimos nelas. Vemo-Vos concreto, porque concreto \u00e9 o vosso amor por n\u00f3s: ajudai-nos a dar carne e vida \u00e0 nossa f\u00e9. Am\u00e9m.<\/i><\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"embed-container\" style=\"text-align: justify;\"><iframe id=\"583554085\" title=\"Santa Missa da Noite do Natal    24 de dezembro 2022                    Papa Francisco\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HMZM1rbMuFw?wmode=opaque&amp;rel=0&amp;autohide=1&amp;showinfo=0&amp;wmode=transparent&amp;modestbranding=1&amp;enablejsapi=1&amp;origin=https:\/\/www.vaticannews.va&amp;start=&amp;end=\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-gtm-yt-inspected-7781034_9=\"true\" data-gtm-yt-inspected-8=\"true\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<div class=\"article__innerTitle\" style=\"text-align: justify;\">Missa da Noite de Natal 24 de dezembro 2022 Papa Francisco<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cCertamente n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil deixar o t\u00e9pido calor do mundanismo para abra\u00e7ar a nua beleza da gruta de Bel\u00e9m, mas lembremo-nos de que, sem os pobres, verdadeiramente n\u00e3o \u00e9 Natal. Sem eles, festeja-se o Natal, mas n\u00e3o o de Jesus&#8230; Irm\u00e3os, irm\u00e3s, no Natal Deus \u00e9 pobre: renas\u00e7a a caridade!\u201d Foi a exorta\u00e7\u00e3o do Papa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":78315,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-78314","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78314","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=78314"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78314\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":78316,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78314\/revisions\/78316"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/78315"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=78314"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=78314"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=78314"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}