{"id":77290,"date":"2022-11-16T12:38:30","date_gmt":"2022-11-16T15:38:30","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=77290"},"modified":"2022-11-16T16:43:13","modified_gmt":"2022-11-16T19:43:13","slug":"convertei-vos-6","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/convertei-vos-6\/","title":{"rendered":"CONVERTEI-VOS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Ao aproximarmos do Natal, Deus nos leva ao deserto para a\u00ed escutar o apelo do Precursor, um novo convite \u00e0 convers\u00e3o (Mt 3,1-12), Mateus come\u00e7a sua narrativa da vida p\u00fablica de Jesus descrevendo o minist\u00e9rio de Jo\u00e3o Batista: \u201cNaqueles dias apareceu Jo\u00e3o Batista que proclama no\u00a0deserto da Jud\u00e9ia: \u201cConvertei-vos que est\u00e1 pr\u00f3ximo o reino dos\u00a0c\u00e9us\u201d. A insist\u00eancia est\u00e1 colocada em sua mensagem e \u00e9 em seguida\u00a0somente nos vers\u00edculos 7 a 13 \u00e9 que S\u00e3o Mateus falar\u00e1 de seu\u00a0batismo. Paradoxalmente, Jo\u00e3o escolheu para pregar no deserto junto de colinas \u00e1ridas batidas por um sol intenso, local que convidava \u00e0 solid\u00e3o e ao recolhimento interior.\u00a0 Era situado a alguns quil\u00f4metros de Jerusal\u00e9m. Jo\u00e3o n\u00e3o se colocou nas pra\u00e7as das cidades ou nas grandes encruzilhadas onde as pessoas s\u00e3o for\u00e7adas a passar. Ele preferiu o deserto. Deste modo, todos aqueles que desejassem ouvi-lo deveriam procurar um caminho e deixar de lado qualquer comodidade. \u00c9 que a linguagem de Jo\u00e3o \u00e9 de austeridade e do esfor\u00e7o:\u00a0\u201cConvertei-vos\u201d. Proclama ele. Tratava-se de um programa de vida espiritual. Isto porque a convers\u00e3o n\u00e3o \u00e9 somente uma mudan\u00e7a de mentalidade, mas, sim, de toda uma caminhada para Deus. Imagina-se que a convers\u00e3o \u00e9 um instante privilegiado numa exist\u00eancia, mas \u00e9, por\u00e9m, muito mais que isto. \u00c9 toda uma vida que recome\u00e7a a partir de um momento de reencontro. A convers\u00e3o \u00e9 um rumo a ser adotado. Um retorno, certamente, mas sobretudo um retorno que deve durar a vida toda. N\u00e3o se trata de algo passageiro que conduz o ser humano a refletir sobre si mesmo ou sobre suas faltas, mas uma peregrina\u00e7\u00e3o de amor que leva o homem para Algu\u00e9m, para aquele que chama para o Reino de Deus, ou seja, para o Deus que oferece a paz e a alegria. Se h\u00e1 convers\u00e3o \u00e9 porque \u201co Reino de Deus est\u00e1 pr\u00f3ximo\u201d.\u00a0 O Reino de Deus, ou seja, o Reino dos c\u00e9us, \u00e9 o estabelecimento na terra da autoridade soberana do Ser Supremo, a realiza\u00e7\u00e3o de seu plano de salva\u00e7\u00e3o. Este Reino de Deus nos atrai, dir\u00e1 Jesus (Mt 12,28), porque \u00e9 l\u00e1 que se encontra o Messias, que se tornou pr\u00f3ximo de n\u00f3s para sempre. \u00c9 o encontro com o Enviado de Deus, pessoalmente, em casa, na fraternidade, na comunidade, \u00e9 a grande empreitada de uma vida, \u00e9 o momento que n\u00e3o se pode perder, \u00e9 o caminho que n\u00e3o se deve abandonar.\u00a0Depois de haver resumido a mensagem do Batista, S\u00e3o Mateus para um instante sobre sua personalidade fora de s\u00e9rie e o seu papel na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o. O alimento de Jo\u00e3o Batista eram gafanhotos e mel silvestre numa sobriedade admir\u00e1vel. Quanto a vestimenta era -uma t\u00fanica de pelos de camelo e um cinto em volta dos rins, lembrando Elias (R\u00e3s 1,8) e sua simplicidade, por seu modo de vestir pois sua inten\u00e7\u00e3o era colocar toda sua vida no rastro do grande profeta de\u00a0Jav\u00e9. O Evangelista Mateus ali\u00e1s inseriu explicitamente o Batista na\u00a0linha dos grandes profetas: \u201cEste Jo\u00e3o \u00e9 aquele do qual falou o Profeta Isaias: \u201cNo deserto uma voz clama: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas (Si 40,3) Como o Profeta que anuncia o\u00a0retorno dos deportados\u00a0\u00a0 no s\u00e9culo 6\u00ba. antes de Cristo, Jo\u00e3o\u00a0inaugurava os tempos novos. Deus por Jesus vai livrar seu povo de toda escravid\u00e3o. Depois S\u00e3o Mateus retorna \u00e0 mensagem do Batista e, especialmente, \u00e0 sua severidade para com os\u00a0\u00a0 Fariseus e os Saduceus:\u00a0\u201c! Ra\u00e7a de v\u00edboras\u201d, e de novo diz \u201cV\u00f3s n\u00e3o produzis sen\u00e3o obras de morte\u201d. \u00c9 certo que eles chegam em grande n\u00famero, mas Jo\u00e3o n\u00e3o desejava que recebessem o batismo por esnobismo. Ele era claro:\u201d\u00a0Produzi um fruto que exprime vossa convers\u00e3o\u201d. Deus, com efeito n\u00e3o se contentar\u00e1 com simples sentimentos nem com pr\u00e1ticas puramente\u00a0exteriores: Ele quer atos concretos, que envolvam o homem todo inteiro. A f\u00e9 mesma deve se purificar de toda a procura de comodidade.\u00a0\u201cN\u00e3o digais a v\u00f3s mesmos: Temos Abra\u00e3o por pai!\u201d. Segundo a doutrina judia corrente, Israel usufru\u00eda os m\u00e9ritos de Abra\u00e3o, mas, para o Batista, contar sobre estes m\u00e9ritos seria simplesmente ainda se apoiar sobre um privil\u00e9gio religioso, A convers\u00e3o seria incompleta. Os verdadeiro filhos de Abra\u00e3o s\u00e3o todos aqueles, Israelitas ou n\u00e3o, que imitam sua f\u00e9 e seu engajamento total no projeto de Deus. Atrav\u00e9s dos Fariseus e dos Saduceus, \u00e9 n\u00f3s que somos tomados a parte pelo\u00a0Precursor. Porque n\u00f3s tamb\u00e9m somos\u00a0\u00a0 amea\u00e7ados pela rotina e nossos retornos ao Senhor ficam frequentemente algo passageiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao aproximarmos do Natal, Deus nos leva ao deserto para a\u00ed escutar o apelo do Precursor, um novo convite \u00e0 convers\u00e3o (Mt 3,1-12), Mateus come\u00e7a sua narrativa da vida p\u00fablica de Jesus descrevendo o minist\u00e9rio de Jo\u00e3o Batista: \u201cNaqueles dias apareceu Jo\u00e3o Batista que proclama no\u00a0deserto da Jud\u00e9ia: \u201cConvertei-vos que est\u00e1 pr\u00f3ximo o reino dos\u00a0c\u00e9us\u201d. 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