{"id":76975,"date":"2022-10-27T09:35:11","date_gmt":"2022-10-27T12:35:11","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=76975"},"modified":"2022-11-01T12:36:09","modified_gmt":"2022-11-01T15:36:09","slug":"eu-creio-na-vida-eterna-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/eu-creio-na-vida-eterna-3\/","title":{"rendered":"Eu creio na vida eterna!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A M\u00e3e Igreja, acolhendo uma tradi\u00e7\u00e3o mon\u00e1stica que vem do s\u00e9culo XI, dedica o dia 2 de novembro \u00e0 mem\u00f3ria dos fi\u00e9is defuntos. A Igreja dedica o dia 2 \u00e0 ora\u00e7\u00e3o de sufr\u00e1gio pelos \u201cirm\u00e3os que adormeceram na esperan\u00e7a da ressurrei\u00e7\u00e3o\u201d. Assim, fica perfeita a comunh\u00e3o de todos os batizados em Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pela gra\u00e7a e dom do Pai, Cristo ressuscitou para que em sua ressurrei\u00e7\u00e3o todos n\u00f3s, seus irm\u00e3os, ressuscitemos para a vida divina. Quem espera por Jesus e n\u2019Ele cr\u00ea, vive a transitoriedade desta vida com os \u201crins cingidos\u201d e com as \u201cl\u00e2mpadas acesas\u201d. \u201cCom a t\u00fanica firme por um cinto\u201d, como quem est\u00e1 a caminho e preparado para percorrer um longo itiner\u00e1rio, o crist\u00e3o percorre os caminhos desta vida com as l\u00e2mpadas acesas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Temos, para a liturgia da Comemora\u00e7\u00e3o de Todos os Fi\u00e9is Defuntos, tr\u00eas s\u00e9ries de leituras que podem ser escolhidas livremente. Optamos pelas seguintes abaixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeira leitura: J\u00f3 19, 1.23-27a. Os amigos de J\u00f3 tentam consol\u00e1-lo, recorrendo a uma sabedoria superficial, expressa em frases feitas e lugares comuns. \u00c9 o que tantas vezes acontece quando pretendemos confortar algu\u00e9m que sofre. As palavras de J\u00f3 s\u00e3o muito diferentes. No meio do sofrimento, vendo-se \u00e0s portas da morte e trespassado pela solid\u00e3o, compreende que Deus \u00e9 o seu redentor, aquele parente pr\u00f3ximo que, segundo os costumes hebreus, deve comprometer-se a resgatar, \u00e0 sua pr\u00f3pria custa, ou a vingar, o seu familiar em caso de escravid\u00e3o, de pobreza, de assass\u00ednio. J\u00f3 sente Deus como o seu \u00faltimo e definitivo defensor, como algu\u00e9m que est\u00e1 vivo e se compromete em favor do homem que morre, porque entre Deus e o homem h\u00e1 uma esp\u00e9cie de parentesco, um v\u00ednculo indissol\u00favel. J\u00f3 afirma-o com vigor: os seus olhos contemplar\u00e3o a Deus com a familiaridade de quem n\u00e3o \u00e9 estranho \u00e0 sua vida. Por isso, \u00e9 sempre necess\u00e1rio reafirmar que J\u00f3 proclama sua esperan\u00e7a na imortalidade. Ultrajado em sua dignidade e for\u00e7ado a concordar com seu sofrimento como retribui\u00e7\u00e3o por seus pecados, J\u00f3 n\u00e3o se resigna,\u00a0 pois sabe-se justo. O sofrimento n\u00e3o \u00e9 \u201cpagamento\u201d divino pelo mal praticado pelos seres humanos. Por isso, J\u00f3 confia em Deus como redentor e espera v\u00ea-lo face a face como um amigo e n\u00e3o como um estranho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a segunda leitura: Romanos 5, 5-11. O homem pode ter esperan\u00e7a diante da morte. Como intuiu J\u00f3, Deus \u00e9, de verdade, o nosso Redentor, porque nos ama. Empenhou-se em resgatar-nos da escravid\u00e3o do pecado e da morte com o pre\u00e7o do sangue do seu Filho (vv. 6-9) e de modo absolutamente gratuito. De fato, n\u00f3s \u00e9ramos pecadores, \u00edmpios, inimigos; mas o Senhor reconheceu-nos como \u201cseus\u201d, e morreu por n\u00f3s arrancando-nos \u00e0 morte eterna. Acolhemos esta gra\u00e7a por meio do batismo, participando no mist\u00e9rio pascal de Cristo. A sua morte reconciliou-nos com o Pai, e a sua ressurrei\u00e7\u00e3o permite-nos viver como salvos. Quebrando os la\u00e7os do pecado, e deixando-nos guiar pelo Esp\u00edrito derramado em nossos cora\u00e7\u00f5es, atualizamos cada dia a gra\u00e7a do nosso novo nascimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o Evangelho escolhemos: Jo\u00e3o 6, 37-40. O centro desta per\u00edcope \u00e9 a vontade de Deus, para a qual est\u00e1 totalmente voltada a miss\u00e3o de Jesus (v. 38). Essa vontade \u00e9 um des\u00edgnio de vida e de salva\u00e7\u00e3o oferecido a todos os homens, pela media\u00e7\u00e3o de Cristo, para que nenhum se perca (v. 39). O des\u00edgnio de Deus manifesta, pois, a sua ilimitada gratuidade e, ao mesmo tempo, a sua caridade atenta e cuidadosa por cada um de n\u00f3s. Para acolh\u00ea-la, \u00e9 preciso o livre consentimento da f\u00e9: quem acredita no Filho tem, desde j\u00e1, a vida eterna, porque adere \u00c0quele que \u00e9 a ressurrei\u00e7\u00e3o e a vida, o \u00fanico que pode levar-nos para al\u00e9m do intranspon\u00edvel limite da morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A finitude faz parte da nossa natureza. Ao mesmo tempo, desejamos a plenitude e a eternidade junto com Deus, nosso Pai e com os nossos amados que j\u00e1 partiram. Visitar o cemit\u00e9rio nos ajuda a compreender a transitoriedade da vida e rezar pelos que nos precederam, renovando a nossa f\u00e9 no Cristo Ressuscitado. Com as flores nas m\u00e3os, reafirmamos a esperan\u00e7a da ressurrei\u00e7\u00e3o final, de que a vida n\u00e3o termina no t\u00famulo. Ningu\u00e9m escapar\u00e1 do poder da morte. \u00c9 apenas pela f\u00e9 na ressurrei\u00e7\u00e3o que podemos olhar para o abismo da morte sem nos deixarmos dominar pelo medo. N\u00e3o s\u00f3, mas tamb\u00e9m atribuir \u00e0 morte um papel positivo. De fato, pensar na morte, iluminada pelo mist\u00e9rio de Cristo, nos ajuda a olhar para a vida com novos olhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A f\u00e9 que professamos na ressurrei\u00e7\u00e3o nos leva a ser pessoas da vida e n\u00e3o da morte. Pensar na morte, iluminada pelo mist\u00e9rio de Cristo, ajuda-nos a olhar para a vida com novos olhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rezemos, pois, por todos os nossos familiares, amigos e benfeitores falecidos. Numa dimens\u00e3o de gratid\u00e3o, rezemos pelo eterno descanso dos padres que nos acompanharam na vida. Por aquele que nos batizou. Por aquele que nos deu a primeira Eucaristia. Rezemos pelo Bispo que nos crismou e pelo padre que tomou o consentimento matrimonial dos que s\u00e3o casados. Rezemos pelos padres que nos ajudaram a trilhar o caminho bonito da vida em Deus. Muitos nos precederam e nos deixaram uma heran\u00e7a de vida constru\u00edda no amor e na f\u00e9, no sacrif\u00edcio e no trabalho. Senhor, que a luz eterna ilumine os fi\u00e9is defuntos no conv\u00edvio dos vossos santos, porque viveram a bondade na vida. Dai-lhes, Senhor, o repouso eterno e brilhe para eles a vossa luz no conv\u00edvio dos vossos santos, porque foram homens e mulheres que testemunharam a bondade! Descanse em paz!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A M\u00e3e Igreja, acolhendo uma tradi\u00e7\u00e3o mon\u00e1stica que vem do s\u00e9culo XI, dedica o dia 2 de novembro \u00e0 mem\u00f3ria dos fi\u00e9is defuntos. 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