{"id":76807,"date":"2022-10-25T10:25:25","date_gmt":"2022-10-25T13:25:25","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=76807"},"modified":"2022-10-25T13:26:12","modified_gmt":"2022-10-25T16:26:12","slug":"cientistas-tem-novas-conclusoes-sobre-historias-antigas-de-inundacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/cientistas-tem-novas-conclusoes-sobre-historias-antigas-de-inundacoes\/","title":{"rendered":"Cientistas t\u00eam novas conclus\u00f5es sobre hist\u00f3rias antigas de inunda\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"subtitle\" style=\"text-align: justify;\">Um artigo recentemente publicado sugere que lendas antigas sobre inunda\u00e7\u00f5es catastr\u00f3ficas ecoam fatos hist\u00f3ricos<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Oge\u00f3grafo Patrick Nunn e a historiadora Margaret Cook, da Universidade da Costa do Sol, na Austr\u00e1lia, propuseram num\u00a0artigo\u00a0recente que lendas ind\u00edgenas do norte da Europa e da Austr\u00e1lia descrevem cataclismos de inunda\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas que ocorreram na aurora da hist\u00f3ria da humanidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estudiosos da hist\u00f3ria oral referem-se frequentemente a estas hist\u00f3rias como \u201clendas da terra\u201d, \u201cmitologia da paisagem\u201d ou, mais sucintamente, geomitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um\u00a0artigo\u00a0no jornal The Atlantic, Chris Baraniuk explica como os geomitos preservam a mem\u00f3ria destes acontecimentos hist\u00f3ricos, ao mesmo tempo que oferecem um vislumbre da vida daqueles que l\u00e1 estiveram. Baraniuk cita Tim Burbery, um especialista em geomitos da Universidade Marshall, na Virg\u00ednia Ocidental, que explica que \u201cestas s\u00e3o hist\u00f3rias baseadas em traumas, baseadas em cat\u00e1strofes\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seu artigo cient\u00edfico, Nunn e Cook reuniram e analisaram 32 grupos diferentes de hist\u00f3rias de comunidades ind\u00edgenas da costa da Austr\u00e1lia que parecem referir-se a mudan\u00e7as geol\u00f3gicas ao longo das linhas costeiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sua investiga\u00e7\u00e3o explica que \u201cmuitas dessas hist\u00f3rias recordam tempos, muitas vezes mil\u00eanios atr\u00e1s, em que o n\u00edvel do mar no rescaldo da \u00faltima glacia\u00e7\u00e3o (\u00faltima era glacial) estava a subir e a transformar as paisagens costeiras e os seus usos humanos exatamente da forma como estas hist\u00f3rias descrevem\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eles argumentam que \u201ca possibilidade destas hist\u00f3rias terem surgido a partir de relatos de testemunhas oculares destes processos transformativos, at\u00e9 agora considerados compreens\u00edveis apenas pelas reconstru\u00e7\u00f5es cient\u00edficas (paleoambientais), deveria encorajar investiga\u00e7\u00f5es mais sistem\u00e1ticas de tais hist\u00f3rias pelos cientistas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa de Nunn e Cook argumenta tamb\u00e9m que \u201ca ci\u00eancia tem tradicionalmente subestimado a capacidade das culturas orais (pr\u00e9-liter\u00e1rias) de adquirir, codificar e sustentar as suas observa\u00e7\u00f5es de acontecimentos memor\u00e1veis com um elevado grau de fidelidade de replica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O artigo de Chris Baraniuk para o The Atlantic tamb\u00e9m cita Jo Brendryen, uma paleoclimatologista da Universidade de Bergen, na Noruega, que estudou os efeitos da deglacia\u00e7\u00e3o na Europa ap\u00f3s a \u00faltima era glacial, e afirma que \u201ca ideia de que as hist\u00f3rias orais tradicionais preservam relatos reais da subida do n\u00edvel do mar \u00e9 perfeitamente plaus\u00edvel [\u2026]. Durante a \u00faltima era glacial, \u201co s\u00fabito derretimento das camadas de gelo induziu eventos catastr\u00f3ficos [\u2026] que causaram uma subida s\u00fabita e extrema do n\u00edvel do mar\u201d. Ao longo de algumas linhas costeiras na Europa, o oceano pode ter subido at\u00e9 10 metros em apenas 200 anos. A tal ritmo, teria sido percept\u00edvel para as pessoas atrav\u00e9s de apenas algumas gera\u00e7\u00f5es humanas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEstas hist\u00f3rias s\u00e3o anedotas, mas anedotas suficientes fornecem dados\u201d, disse Brendryen. \u201cAo recolher sistematicamente este tipo de mem\u00f3rias ou hist\u00f3rias, penso que se pode aprender alguma coisa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode ler o artigo de Baraniuk\u00a0<a href=\"https:\/\/www.theatlantic.com\/science\/archive\/2022\/10\/indigenous-aboriginal-ice-age-stories-true\/671681\/?utm_campaign=the-atlantic&amp;utm_content=true-anthem&amp;utm_medium=social&amp;utm_source=facebook&amp;fbclid=IwAR2iiDDDCTY8tU91-ibFS3uJQ3SOpexGqzr3qU87QSOkxM1Lp2EiDIK9H8o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um artigo recentemente publicado sugere que lendas antigas sobre inunda\u00e7\u00f5es catastr\u00f3ficas ecoam fatos hist\u00f3ricos Oge\u00f3grafo Patrick Nunn e a historiadora Margaret Cook, da Universidade da Costa do Sol, na Austr\u00e1lia, propuseram num\u00a0artigo\u00a0recente que lendas ind\u00edgenas do norte da Europa e da Austr\u00e1lia descrevem cataclismos de inunda\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas que ocorreram na aurora da hist\u00f3ria da humanidade. 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