{"id":76545,"date":"2022-10-16T12:39:08","date_gmt":"2022-10-16T15:39:08","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=76545"},"modified":"2022-10-17T12:39:59","modified_gmt":"2022-10-17T15:39:59","slug":"o-fariseu-e-o-publicano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-fariseu-e-o-publicano\/","title":{"rendered":"O fariseu e o publicano"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Jesus conta uma par\u00e1bola muito interessante, onde mostra a postura de dois jovens, um era fariseu e o outro publicano, (cf Lc 18,10). Os dois entram no templo para orar e pedir perd\u00e3o de suas faltas. O fariseu, escrupuloso e observador das leis de seu tempo, n\u00e3o saiu perdoado. Nas suas preces revelou um cora\u00e7\u00e3o orgulhoso, julgou o publicano e se viu como o mais correto de todas as pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O publicano, um importante cobrador de impostos e de tributos, dava gra\u00e7as a Deus pela sua vida, sem fazer nenhuma compara\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos demais. Esse sim saiu justificado, porque teve atitude profunda de humildade, batia no peito arrependido e de reconhecimento das pr\u00f3prias faltas. E Jesus acrescenta: \u201cQuem se exalta ser\u00e1 humilhado, e quem se humilha ser\u00e1 exaltado\u201d (Lc 18,14).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na din\u00e2mica do Reino, Deus acolhe todas as pessoas que experimentam e fazem o processo de convers\u00e3o, at\u00e9 mesmo os que praticam erros hediondos, mas se arrependem. O arrependimento \u00e9 a pr\u00e1tica de um dom divino, que sai de dentro do cora\u00e7\u00e3o e refresca a mente conturbada pelo erro. \u00c9 uma experi\u00eancia positiva na vida das pessoas, porque pode ser um caminho de liberta\u00e7\u00e3o individual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deus acolhe todos os pecadores arrependidos, mas ser\u00e1 que faz isso da mesma forma com um opressor e com um sofredor? O perd\u00e3o n\u00e3o depende de grau do mal feito e nem de valores, mas est\u00e1 intimamente ligado \u00e0 pr\u00e1tica da justi\u00e7a, do ressarcimento e da abertura para novos padr\u00f5es de vida. O opressor normalmente causa grande sofrimento para muita gente que \u00e9 por ele ofendida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo com a realiza\u00e7\u00e3o do perd\u00e3o, o mal n\u00e3o deixa de ocasionar consequ\u00eancias ruins para os envolventes. O ressarcimento, condi\u00e7\u00e3o fundamental dentro do processo do arrependimento, pode n\u00e3o curar totalmente as feridas abertas. A cura da mente depende tamb\u00e9m da abertura do bolso para a pr\u00e1tica da justi\u00e7a. Deus perdoa o penitente injusto mediante a devolu\u00e7\u00e3o do que deve.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fundamental agora \u00e9 tirar proveito da forma de agir do publicano e do fariseu. Eles foram ao templo para rezar, mas com o intuito de apaziguar o peso de suas consci\u00eancias. Estavam com plena ci\u00eancia do mal que haviam praticado e das consequ\u00eancias individuais de uma mente sobrecarregada pela desonestidade. Perseverar no mal pode influenciar na qualidade de vida humana e espiritual da pessoa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jesus conta uma par\u00e1bola muito interessante, onde mostra a postura de dois jovens, um era fariseu e o outro publicano, (cf Lc 18,10). 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