{"id":75875,"date":"2022-09-14T09:27:44","date_gmt":"2022-09-14T12:27:44","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=75875"},"modified":"2022-09-14T12:29:51","modified_gmt":"2022-09-14T15:29:51","slug":"francisco-a-paz-deve-ser-conquistada-a-cada-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/francisco-a-paz-deve-ser-conquistada-a-cada-dia\/","title":{"rendered":"Francisco: a paz deve ser conquistada a cada dia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0O Papa Francisco durante a missa celebrada na Pra\u00e7a da Expo, em Nur-Sultan, no\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Cazaquist\u00e3o<\/p>\n<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">Francisco se deteve, em sua homilia, nas duas imagens das serpentes: as serpentes venenosas que mordem e a serpente que salva, narradas no Livro dos N\u00fameros. O Papa disse que n\u00e3o faltaram no Cazaquist\u00e3o mordidas dolorosas: &#8220;Penso nas serpentes venenosas da viol\u00eancia, da persegui\u00e7\u00e3o ate\u00edsta, penso num caminho por vezes conturbado durante o qual foi amea\u00e7ada a liberdade do povo e ferida a sua dignidade&#8221;, disse ele.<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text \">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Mariangela Jaguraba &#8211; Vatican News<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa Francisco presidiu a celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, nesta quarta-feira (14\/09), Festa da Exalta\u00e7\u00e3o da Santa Cruz, na Pra\u00e7a da Expo, em Nur-Sultan, no Cazaquist\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Pont\u00edfice iniciou sua homilia, recordando que no madeiro da Cruz, &#8220;Jesus tomou sobre si o nosso pecado e o mal do mundo, e derrotou-os com o seu amor&#8221;. &#8220;\u00c9 por isso que fazemos festa hoje&#8221;, sublinhou. O Papa se deteve nas duas imagens das serpentes: as serpentes venenosas que mordem e a serpente que salva, narradas no Livro dos N\u00fameros.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">A paz nunca \u00e9 conquistada de uma vez por todas<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;As serpentes que mordem atacam o povo, que se deixou cair mais uma vez no pecado da murmura\u00e7\u00e3o. Murmurar contra Deus n\u00e3o significa apenas falar mal e lamentar-se d\u2019Ele. Significa tamb\u00e9m que no cora\u00e7\u00e3o dos israelitas, esmoreceu a confian\u00e7a n\u2019Ele, na sua promessa&#8221;, sublinhou Francisco, e tendo-se esgotado a confian\u00e7a em Deus, o povo acaba sendo mordido por serpentes que matam. &#8220;Quantas vezes, desanimados e impacientes, perecemos nos nossos desertos, perdendo de vista a meta do caminho&#8221;, frisou o Papa, sublinhando que em certos momentos de cansa\u00e7o e prova\u00e7\u00e3o, n\u00e3o temos for\u00e7as para olhar para cima, olhar para Deus; em certas situa\u00e7\u00f5es de vida pessoal, eclesial e social somos mordidos pela serpente da desconfian\u00e7a, &#8220;injetando em n\u00f3s os venenos da desilus\u00e3o e do desconsolo, do pessimismo e da resigna\u00e7\u00e3o, fechando-nos no nosso eu, apagando o entusiasmo&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Mas, na hist\u00f3ria desta terra, n\u00e3o faltaram outras mordidas dolorosas: penso nas serpentes venenosas da viol\u00eancia, da persegui\u00e7\u00e3o ate\u00edsta, penso num caminho por vezes conturbado durante o qual foi amea\u00e7ada a liberdade do povo e ferida a sua dignidade. Faz-nos bem guardar a recorda\u00e7\u00e3o daquilo que sofremos: \u00e9 preciso n\u00e3o cancelar da mem\u00f3ria certas obscuridades; caso contr\u00e1rio, pode-se pensar que sejam \u00e1gua passada e que o caminho do bem esteja delineado para sempre. E n\u00e3o! A paz nunca \u00e9 conquistada de uma vez por todas; h\u00e1 de ser conquistada cada dia, como tamb\u00e9m a conviv\u00eancia entre etnias e tradi\u00e7\u00f5es religiosas diferentes, o desenvolvimento integral, a justi\u00e7a social.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Francisco, para que &#8220;o Cazaquist\u00e3o cres\u00e7a ainda mais \u00abna fraternidade, no di\u00e1logo e na compreens\u00e3o (&#8230;) para \u201clan\u00e7ar pontes\u201d de coopera\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria com os outros povos, na\u00e7\u00f5es e culturas\u00bb, h\u00e1 necessidade do compromisso de todos, h\u00e1 necessidade de um renovado ato de f\u00e9 ao Senhor: olhar para cima, olhar para Ele, aprender com o seu amor universal e crucificado&#8221;.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Da Cruz de Cristo, aprendemos o amor, n\u00e3o o \u00f3dio<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda imagem, a serpente que salva. Enquanto o povo morria por causa das serpentes venenosas, Deus escuta a ora\u00e7\u00e3o de Mois\u00e9s e lhe diz para fazer uma serpente de bronze e coloc\u00e1-la numa haste. &#8220;Aquele que for mordido e olhar para ela, viver\u00e1&#8221;. Deus poderia simplesmente destruir as serpentes venenosas, sem dar instru\u00e7\u00f5es a Mois\u00e9s, mas este seu modo de proceder nos revela &#8220;o seu agir perante o mal, o pecado e a desconfian\u00e7a da humanidade. Deus n\u00e3o aniquila as baixezas que o homem segue livremente: as serpentes venenosas n\u00e3o desaparecem, continuam existindo, est\u00e3o \u00e0 espreita, sempre podem morder&#8221;. &#8220;O que mudou ent\u00e3o? Que faz Deus?&#8221;, perguntou Francisco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A resposta vem de Jesus no Evangelho: \u00abAssim como Mois\u00e9s levantou a serpente no deserto, assim \u00e9 necess\u00e1rio que o Filho do Homem seja levantado, a fim de que todo o que n\u2019Ele cr\u00ea tenha a vida eterna\u00bb. &#8220;Esta \u00e9 a virada&#8221;, disse o Papa. &#8220;Chegou entre n\u00f3s a serpente que salva: Jesus, elevado na haste da cruz, n\u00e3o permite \u00e0s serpentes venenosas, que nos assaltam, levar-nos \u00e0 morte. Perante as nossas baixezas, Deus nos d\u00e1 uma nova altura: se mantivermos o olhar voltado para Jesus, as mordidas do mal j\u00e1 n\u00e3o nos podem dominar, porque Ele, na cruz, tomou sobre si o veneno do pecado e da morte, e aniquilou a sua for\u00e7a destruidora. Aqui temos o que fez o Pai perante a propaga\u00e7\u00e3o do mal no mundo; deu-nos Jesus, que se aproximou de n\u00f3s como nunca poder\u00edamos imaginar.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Irm\u00e3os e irm\u00e3s, esta \u00e9 a estrada, a estrada da nossa salva\u00e7\u00e3o, do nosso renascimento e ressurrei\u00e7\u00e3o: olhar para Jesus crucificado. Daquela altura, podemos ver de uma maneira nova a nossa vida e a hist\u00f3ria dos nossos povos. Porque, a partir da Cruz de Cristo, aprendemos o amor, n\u00e3o o \u00f3dio; aprendemos a compaix\u00e3o, n\u00e3o a indiferen\u00e7a; aprendemos o perd\u00e3o, n\u00e3o a vingan\u00e7a. Os bra\u00e7os abertos de Jesus s\u00e3o o abra\u00e7o de ternura com que Deus nos quer acolher. E mostram-nos a fraternidade que somos chamados a viver entre n\u00f3s e com todos. Indicam-nos o caminho, o caminho crist\u00e3o: n\u00e3o o da imposi\u00e7\u00e3o e constri\u00e7\u00e3o, da for\u00e7a e da exuber\u00e2ncia.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa concluiu, dizendo que &#8220;no madeiro da cruz, Cristo tirou o veneno da serpente do mal, e ser crist\u00e3o significa viver sem venenos: n\u00e3o nos mordermos entre n\u00f3s, n\u00e3o murmurar, n\u00e3o acusar, n\u00e3o criticar os outros, n\u00e3o disseminar as obras do mal, n\u00e3o poluir o mundo com o pecado e a desconfian\u00e7a que vem do Maligno. Que n\u00e3o haja em n\u00f3s nenhum veneno de morte. Ao contr\u00e1rio, rezemos para que, pela gra\u00e7a de Deus, possamos tornar-nos cada vez mais crist\u00e3os: testemunhas alegres de vida nova, de amor, de paz&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0O Papa Francisco durante a missa celebrada na Pra\u00e7a da Expo, em Nur-Sultan, no\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Cazaquist\u00e3o Francisco se deteve, em sua homilia, nas duas imagens das serpentes: as serpentes venenosas que mordem e a serpente que salva, narradas no Livro dos N\u00fameros. 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