{"id":75745,"date":"2022-09-05T09:57:37","date_gmt":"2022-09-05T12:57:37","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=75745"},"modified":"2022-09-05T17:58:27","modified_gmt":"2022-09-05T20:58:27","slug":"projetos-frustrados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/projetos-frustrados\/","title":{"rendered":"PROJETOS FRUSTRADOS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Quem n\u00e3o os t\u00eam? Quem nunca deixou de lado um sonho, uma ideia, um projeto de vida meticulosamente trabalhado, imaginado, elaborado numa prancheta bem cuidada? Mas condi\u00e7\u00f5es adversas, falta de tempo, de recursos ou mesmo incapacidades f\u00edsicas ou circunstanciais, nos levaram a abandonar aquele projeto outrora ambicionado. Nossa mente constr\u00f3i pal\u00e1cios voadores. A maioria de nossos projetos de vida se esvaem \u00e0 menor brisa de adversidades. Somos assaz inconstantes em nossas realiza\u00e7\u00f5es e metas. Ent\u00e3o somos obrigados a ouvir: \u201cEste homem come\u00e7ou a construir e n\u00e3o foi capaz de acabar\u201d (Lc 14, 30). Essa par\u00e1bola nos serve a todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A inconst\u00e2ncia humana \u00e9 o tema aqui abordado. Se a maioria das vezes n\u00e3o levamos a bom termo um prop\u00f3sito de vida \u00e9 porque nossos projetos est\u00e3o al\u00e9m de nossas capacidades de realiza\u00e7\u00f5es. Sonhamos alto. Imaginamos sempre que vit\u00f3rias e conquistas sejam o auge de uma realiza\u00e7\u00e3o pessoal, mas rejeitamos o caminho estreito, as lutas e batalhas, suores e sacrif\u00edcios para se chegar at\u00e9 o cl\u00edmax desejado. Assim, muitos dos nossos ideais ficam pelo caminho. Assim Cristo nos apresenta as condi\u00e7\u00f5es para seu discipulado, seu seguimento pelo caminho estreito da cruz e das ren\u00fancias pessoais. \u201cQuem n\u00e3o carrega sua cruz e n\u00e3o caminha atr\u00e1s de mim n\u00e3o pode ser meu disc\u00edpulo\u201d (Lc 14, 27). A linguagem figurada e extremamente dura desse discurso nos imp\u00f5e disciplina e objetividade. \u00c9 isso o que nos falta em muitos dos nossos projetos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Vivemos um mundo de facilidades. Tudo hoje se nos \u00e9 apresentado de forma triturada, pr\u00e9-cozida, temperada e quase pronta pelas facilidades criativas dum mundo consumista. Assim pouco temos a fazer, al\u00e9m de nossa contribui\u00e7\u00e3o circunstancial no processo lucrativo da sociedade, essa massa de manobra voltada para os interesses dos poderes constitu\u00eddos. Poderes como os de uma Na\u00e7\u00e3o, independente hoje, escrava amanh\u00e3, ou vice-versa, que mantem sua aparente soberania \u00e0s custas da sanha pol\u00edtica daqueles que a governam. Nossa liberdade \u00e9 transit\u00f3ria. Depende do ponto de vista daqueles que escrevem a hist\u00f3ria. E hist\u00f3ria n\u00e3o se escreve s\u00f3 com papel e caneta, mas com a vida, com suor e sangue&#8230; Do ponto de vista dos algozes de Cristo, por exemplo, sua morte era a extin\u00e7\u00e3o de uma amea\u00e7a aos poderes da \u00e9poca. Do ponto de vista do povo, princ\u00edpio de vida nova, ressurrei\u00e7\u00e3o! E custou-nos compreender isso tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ent\u00e3o, viva nossa Independ\u00eancia! N\u00e3o aquela que destruiu la\u00e7os familiares e nacionalistas apenas para estancar a sangria de nossas riquezas territoriais. Viva nossa independ\u00eancia mais sagrada, que ainda nos permite cultuar a f\u00e9 num Cristo vivo, libertador, redentor. Aquele que nos ensina a buscar, por primeiro, as coisas do Alto, que nos induz a um projeto de vida de ren\u00fancias e sacrif\u00edcios em favor de um Mundo Novo, uma Na\u00e7\u00e3o Soberana, livre das tretas e artimanhas dos Dem\u00f4nios que hoje nos assaltam. N\u00e3o defendo aqui nenhum jogo pol\u00edtico em curso, mas o seguimento puro e simples Daquele que fez escola entre n\u00f3s, que nos ensinou serem nossos projetos pass\u00edveis de frustra\u00e7\u00f5es se n\u00e3o houver a purifica\u00e7\u00e3o da cruz, a passagem estreita mas vitoriosa pela morte dos interesses pessoais em fun\u00e7\u00e3o dos interesses coletivos. As hip\u00e9rboles usadas por Cristo real\u00e7am a necessidade de uma op\u00e7\u00e3o mais radical, n\u00e3o pelos projetos fact\u00edveis e ilus\u00f3rios de uma liberdade terrena, mas tamb\u00e9m e principalmente pela f\u00e9 e esperan\u00e7a que alimenta a vida do nosso povo. Esta merece respeito. Por esta exigimos liberdade. Independ\u00eancia ou a vida&#8230; pelo Deus que nos uniu como povo!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quem n\u00e3o os t\u00eam? Quem nunca deixou de lado um sonho, uma ideia, um projeto de vida meticulosamente trabalhado, imaginado, elaborado numa prancheta bem cuidada? Mas condi\u00e7\u00f5es adversas, falta de tempo, de recursos ou mesmo incapacidades f\u00edsicas ou circunstanciais, nos levaram a abandonar aquele projeto outrora ambicionado. Nossa mente constr\u00f3i pal\u00e1cios voadores. 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