{"id":75032,"date":"2022-08-02T10:05:07","date_gmt":"2022-08-02T13:05:07","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=75032"},"modified":"2022-08-02T17:06:00","modified_gmt":"2022-08-02T20:06:00","slug":"campanha-contra-a-violencia-no-campo-e-lancada-como-parte-da-programacao-do-seminario-da-6a-semana-social-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/campanha-contra-a-violencia-no-campo-e-lancada-como-parte-da-programacao-do-seminario-da-6a-semana-social-brasileira\/","title":{"rendered":"CAMPANHA \u201cCONTRA A VIOL\u00caNCIA NO CAMPO\u201d \u00c9 LAN\u00c7ADA COMO PARTE DA PROGRAMA\u00c7\u00c3O DO SEMIN\u00c1RIO DA 6\u00aa SEMANA SOCIAL BRASILEIRA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Em defesa dos povos do campo, das \u00e1guas e das florestas, organiza\u00e7\u00f5es sociais lan\u00e7aram na ter\u00e7a, 2 de agosto, de Campanha Contra a Viol\u00eancia, no audit\u00f3rio do Conselho Nacional dos Direitos Humanos, em Bras\u00edlia (DF). O evento faz parte da programa\u00e7\u00e3o do Semin\u00e1rio da 6\u00aa Semana Social Brasileira, que acontece no Centro Cultural de Bras\u00edlia, at\u00e9 o dia 4 de agosto. O lan\u00e7amento foi em formato h\u00edbrido, presencial e com transmiss\u00e3o ao vivo pelas redes sociais das organiza\u00e7\u00f5es que comp\u00f5em a Campanha e, tamb\u00e9m, da CNDH.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante o lan\u00e7amento foram apresentados relatos de casos de viol\u00eancia contra os povos ind\u00edgenas, pela Aty Guasu (Grande Assembleia do povo Guarani e Kaiow\u00e1), do Mato Grosso do Sul, e tamb\u00e9m do Territ\u00f3rio Campestre, comunidade Alegria, do munic\u00edpio de Timbiras (MA).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m foram apresentados dados atualizados sobre a viol\u00eancia no campo, sistematizados pela Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT) e pelo Conselho Indigenista Mission\u00e1rio (Cimi). Al\u00e9m da divulga\u00e7\u00e3o de uma Carta Compromisso contra a Viol\u00eancia no Campo, para que os candidatos e candidatas nas elei\u00e7\u00f5es de 2022 possam aderir, com link abaixo.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Viol\u00eancia no campo<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os assassinatos em conflitos no campo saltaram de um total de 20, em 2020, para 35 em 2021, representando um aumento de 75%. Entre as v\u00edtimas est\u00e3o lideran\u00e7as que atuam na defesa dos direitos humanos e da natureza. Estes dados s\u00e3o apenas os que tiveram visibilidade nos dados oficiais ou na m\u00eddia, coletados pela\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cptnacional.org.br\/publicacoes\/noticias\/acoes-dos-movimentos\/6122-em-defesa-dos-povos-do-campo-das-aguas-e-das-florestas-organizacoes-sociais-realizam-o-lancamento-de-campanha-contra-a-violencia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT)<\/a>, que faz parte de uma frente formada por 33 organiza\u00e7\u00f5es de povos do campo, das \u00e1guas e das florestas, que se uniram em uma campanha contra a viol\u00eancia no campo. \u201cEssas situa\u00e7\u00f5es se acirram a medida em que as pol\u00edticas p\u00fablicas e de fiscaliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o desmontadas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a an\u00e1lise dos dados do Grupo, no per\u00edodo de 2016 a 2021, houve 10.384 conflitos no campo, atingindo 5,5 milh\u00f5es de pessoas, incluindo crian\u00e7as, jovens e mulheres. \u201cO n\u00famero \u00e9 54% maior que o per\u00edodo anterior entre 2011 e 2015, confirmando que o impeachment da presidenta Dilma Rousseff foi um golpe articulado entre setores do Estado e do capital, da m\u00eddia hegem\u00f4nica e em particular ligada ao agroneg\u00f3cio\u201d, denunciam as organiza\u00e7\u00f5es sociais contra a viol\u00eancia no campo, em defesa dos territ\u00f3rios e da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante ressaltar que tanto o aumento da viol\u00eancia como o de n\u00famero de assassinatos se deu na regi\u00e3o da Amaz\u00f4nia Legal, evidenciando a viol\u00eancia inerente ao processo de expans\u00e3o do capital. As popula\u00e7\u00f5es que mais sofreram viol\u00eancia no campo foram, povos ind\u00edgenas, quilombolas, ribeirinhos, posseiros e trabalhadores e trabalhadoras rurais sem-terra, segundo os dados da CPT.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre 2011 e 2015 foram registrados pelo Centro de Documenta\u00e7\u00e3o da CPT \u2013 Dom Tom\u00e1s Balduino, 6.737 conflitos no campo, envolvendo mais de 3,5 milh\u00f5es de pessoas. J\u00e1 de 2016 a 2021, esses n\u00fameros subiram para 10.384 conflitos, atingindo 5,5 milh\u00f5es de pessoas, em especial, crian\u00e7as, jovens e mulheres. O que evidencia que o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff foi um golpe articulado entre setores do Estado e do capital, da m\u00eddia hegem\u00f4nica e em particular ligado ao agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ades\u00e3o \u00e0 Campanha<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No esteio desse processo de luta dos povos, enfrentar e superar a viol\u00eancia no campo se imp\u00f5em como objetivo a partir da articula\u00e7\u00e3o e unidade das v\u00e1rias frentes de resist\u00eancia e na defesa da vida. Por isto, como forma de articula\u00e7\u00e3o a Campanha prop\u00f5e a ades\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es que apoiam o fim da viol\u00eancia no campo.\u00a0No link abaixo, as organiza\u00e7\u00f5es podem aderir \u00e0 campanha #BastaDeViol\u00eanciaNoCampo (<a href=\"https:\/\/docs.google.com\/forms\/d\/e\/1FAIpQLSet_tu46tmjJW3bgmlANL_2VBdCh1eDaiSC6NLAc5RGYNGtEQ\/viewform\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique aqui<\/a>).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em defesa dos povos do campo, das \u00e1guas e das florestas, organiza\u00e7\u00f5es sociais lan\u00e7aram na ter\u00e7a, 2 de agosto, de Campanha Contra a Viol\u00eancia, no audit\u00f3rio do Conselho Nacional dos Direitos Humanos, em Bras\u00edlia (DF). 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