{"id":75005,"date":"2022-08-01T13:55:53","date_gmt":"2022-08-01T16:55:53","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=75005"},"modified":"2022-08-01T13:55:53","modified_gmt":"2022-08-01T16:55:53","slug":"riquezas-eternas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/riquezas-eternas\/","title":{"rendered":"RIQUEZAS ETERNAS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pobre do homem que acumula s\u00f3 para si. Verdade nua e crua. Frase curta e dura. A cegueira e a surdez de muitos ainda n\u00e3o atinaram para essa triste realidade humana, que muitos preferem ignorar: daqui nada se leva. Pois das muitas li\u00e7\u00f5es que a prega\u00e7\u00e3o de Jesus abordou com clareza e objetividade, a quest\u00e3o da avareza foi sempre retomada com primor. Sen\u00e3o, veja ao menos essa: \u201cTomai cuidado contra todo tipo de gan\u00e2ncia, porque, mesmo que algu\u00e9m tenha muitas coisas, a vida de um homem n\u00e3o consiste na abund\u00e2ncia de bens\u201d (Lc 12,15). Consiste em que, ent\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A pergunta \u00e9 fatal e curiosa. Todos um dia a fazem a si mesmos. Afinal, porque tanto suor, esfor\u00e7os, sacrif\u00edcios, quando daqui sairemos com as m\u00e3os abanando? Ricos e pobres, grandes empreendedores ou pequenos investidores, um dia h\u00e3o de topar com essa quest\u00e3o em suas vidas. Alguns desaceleram suas buscas, outros agem como o avestruz que, quando amea\u00e7ados, escondem a cabe\u00e7a numa grota qualquer, outros ainda amealham com mais avidez, como se suas conquistas e bens terrenos fossem as \u00fanicas garantias de uma seguran\u00e7a pessoal. Enfim, cada qual \u00e0 sua maneira, fazem dos bens terrenos um escudo invis\u00edvel para algo que desconhecem, mas temem, a pr\u00f3pria morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus d\u00e1 o xeque mate: \u201cLouco! Ainda nesta noite, pedir\u00e3o de volta a tua vida. E para quem ficar\u00e1 o que tu acumulaste?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mesmo assim, n\u00e3o \u00e9 bom abordar esse tema sem uma vis\u00e3o mais positiva. A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o acumulo pessoal, a riqueza adquirida sem os crit\u00e9rios do bom uso que dela se possa extrair, da fun\u00e7\u00e3o social bem administrada e partilhada, da divis\u00e3o justa e criteriosa dos bons empreendimentos que geram riquezas e bem estar, renda e seguran\u00e7a alimentar a incont\u00e1veis trabalhadores. Essas riquezas t\u00eam outro nome: prosperidade. Feliz o homem pr\u00f3spero, que constr\u00f3i n\u00e3o para si, mas para muitos, que faz de seus bens uma fonte de vida e garantia de sobreviv\u00eancia para todos que dele se acerquem. Esse n\u00e3o reserva para seus dias finais, mas para sua eternidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nesse aspecto, a vis\u00e3o da Igreja n\u00e3o \u00e9 contradit\u00f3ria em sua defesa a favor do pobre, o injusti\u00e7ado na cadeia alimentar e social, mas com ele faz coro ao pregar justi\u00e7a na distribui\u00e7\u00e3o de rendas e condi\u00e7\u00f5es de trabalho mais coerentes com a dignidade humana. Muitos gritam: isso \u00e9 comunismo! Mas antes dessas ideologias tolas e contradit\u00f3rias que inventamos, o que seria? No tempo de Jesus o regime totalit\u00e1rio e dominador do Imp\u00e9rio visava apenas dom\u00ednios territoriais. O povo era uma massa de manobra circunstancial, \u00fatil somente na constru\u00e7\u00e3o de poder e gl\u00f3ria de seus dominadores. Jesus era somente uma voz a clamar. Diferente de nossos dias? N\u00e3o, claro que n\u00e3o!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ent\u00e3o ou\u00e7amos sua voz, a voz de sua Igreja. Se hoje suavizamos a fala com pedido de perd\u00e3o das muitas injusti\u00e7as culturais e hist\u00f3ricas que Igreja e Estado um dia cometeram (Papa Francisco pediu perd\u00e3o pelo genoc\u00eddio cultural cometido contra povos ind\u00edgenas, em especial no Canad\u00e1) na Am\u00e9rica Latina a op\u00e7\u00e3o preferencial pelos pobres tamb\u00e9m criou situa\u00e7\u00f5es de exclus\u00e3o. Sabemos hoje que \u201cpobreza espiritual\u201d tamb\u00e9m merece nossos cuidados. Sabemos hoje que h\u00e1 muitos pobres necessitados de aten\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o espiritual, pois que n\u00e3o sabem o que fazer com suas riquezas de ordem material. E muitos ricos de ordem espiritual que n\u00e3o partilham seus bens espirituais com aqueles que s\u00f3 acumulam riquezas temporais. Pobres ricos e ricos pobres&#8230; Ou pobres pobres e ricos ricos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pobre do homem que acumula s\u00f3 para si. Verdade nua e crua. Frase curta e dura. A cegueira e a surdez de muitos ainda n\u00e3o atinaram para essa triste realidade humana, que muitos preferem ignorar: daqui nada se leva. 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