{"id":74976,"date":"2022-08-01T09:16:54","date_gmt":"2022-08-01T12:16:54","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=74976"},"modified":"2022-08-01T13:18:08","modified_gmt":"2022-08-01T16:18:08","slug":"bento-xv-e-o-apelo-contra-o-massacre-inutil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/bento-xv-e-o-apelo-contra-o-massacre-inutil\/","title":{"rendered":"Bento XV e o apelo contra o massacre in\u00fatil"},"content":{"rendered":"<figure class=\"article__image\"><span class=\"didascalia_img\">Papa Bento XV\u00a0<\/span><\/figure>\n<div class=\"article__meta audioInside\" data-mediatype=\"\">\n<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">Nestes tempos abalados pelo drama de numerosos conflitos, incluindo o da Ucr\u00e2nia, lembramos algumas passagens da carta enviada em 1917 pelo Papa Bento XV aos l\u00edderes dos povos beligerantes durante a Primeira Guerra Mundial<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text \">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Amedeo Lomonaco \u2013 Vatican News<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era o primeiro dia de agosto de 1917. O mundo estava atormentado pela Grande Guerra iniciada tr\u00eas anos antes, depois do assassinato do Arquiduque Franz Ferdinand em Sarajevo. Tendo diante de seus olhos &#8220;os horrores da terr\u00edvel tormenta que ca\u00eda sobre a Europa&#8221;, Papa Bento XV escreveu uma carta aos l\u00edderes dos povos beligerantes lan\u00e7ando um apelo a dar fim a um conflito cruento que todos os dias se mostrava cada vez mais como um massacre in\u00fatil&#8221;.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a e compartilhe!<\/div>\n<div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-74976-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2022\/08\/01\/11\/136661182_F136661182.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2022\/08\/01\/11\/136661182_F136661182.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2022\/08\/01\/11\/136661182_F136661182.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um apelo tragicamente atual que, mesmo nestes tempos abalados pelo conflito na Ucr\u00e2nia, reprop\u00f5e uma quest\u00e3o crucial colocada pelo Pont\u00edfice na carta de 1917: &#8220;Ser\u00e1 que a Europa, t\u00e3o gloriosa e florescente, correr\u00e1, como se esmagada por uma loucura universal, para o abismo, para um verdadeiro suic\u00eddio?\u201d. Bento XV exortou os governos a chegarem a um acordo para &#8220;uma paz justa e duradoura&#8221;. &#8220;O ponto fundamental deve ser que a for\u00e7a moral do direito n\u00e3o seja submetida \u00e0 for\u00e7a material das armas&#8221;. &#8220;Portanto \u00e9 necess\u00e1rio um acordo geral para a diminui\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea e m\u00fatua de armamentos segundo normas e garantias a serem estabelecidas, na medida necess\u00e1ria e suficiente para a manuten\u00e7\u00e3o da ordem p\u00fablica em cada Estado&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>N\u00f3s, n\u00e3o por objetivos pol\u00edticos particulares, nem pela sugest\u00e3o ou interesse de nenhuma das partes beligerantes, mas movidos unicamente pela consci\u00eancia do dever supremo do Pai comum dos fi\u00e9is, pelos suspiros dos filhos que invocam Nosso trabalho e Nossa palavra pacificadora, pela pr\u00f3pria voz da humanidade e da raz\u00e3o, elevamos novamente o grito de paz, e renovamos um caloroso apelo \u00e0queles que t\u00eam em suas m\u00e3os os destinos das Na\u00e7\u00f5es.<\/i><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Assegurar a paz<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carta de Bento XV, conclui com palavras que ainda hoje, neste tempo devastado por m\u00faltiplos conflitos, pode ser dirigida \u00e0queles que t\u00eam o poder de silenciar as armas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Portanto, escutem nossa ora\u00e7\u00e3o, aceitem o convite paterno que lhes dirigimos em nome do divino Redentor, Pr\u00edncipe da Paz. Reflitam sobre sua mais grave responsabilidade diante de Deus e diante dos homens; das suas resolu\u00e7\u00f5es dependem a paz e a alegria de in\u00fameras fam\u00edlias, a vida de milhares de jovens, a pr\u00f3pria felicidade dos povos, para os quais voc\u00eas t\u00eam o dever absoluto de obter. Que o Senhor vos inspire com decis\u00f5es em conformidade com Sua sant\u00edssima vontade, e que v\u00f3s, merecendo o louvor do tempo presente, tamb\u00e9m possais assegurar para as gera\u00e7\u00f5es futuras o nome de pacificadores. Enquanto isso, unindo-nos fervorosamente em ora\u00e7\u00e3o e penit\u00eancia com todas as almas fi\u00e9is que anseiam pela paz, imploramos do Esp\u00edrito Divino luz e orienta\u00e7\u00e3o.<\/i><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Papa Bento XV\u00a0 Nestes tempos abalados pelo drama de numerosos conflitos, incluindo o da Ucr\u00e2nia, lembramos algumas passagens da carta enviada em 1917 pelo Papa Bento XV aos l\u00edderes dos povos beligerantes durante a Primeira Guerra Mundial Amedeo Lomonaco \u2013 Vatican News Era o primeiro dia de agosto de 1917. 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