{"id":74376,"date":"2022-07-06T10:13:30","date_gmt":"2022-07-06T13:13:30","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=74376"},"modified":"2022-07-06T17:14:34","modified_gmt":"2022-07-06T20:14:34","slug":"o-que-fazer-para-acabar-com-o-rancor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-que-fazer-para-acabar-com-o-rancor\/","title":{"rendered":"O que fazer para acabar com o rancor?"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"subtitle\" style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 h\u00e1 uma maneira de realmente apagar a doen\u00e7a espiritual do rancor, diz o Cardeal Matteo Zuppi<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 h\u00e1 uma maneira de realmente acabar com o rancor que nutrimos em rela\u00e7\u00e3o a outras pessoas. O Cardeal Matteo Zuppi, o novo presidente da Confer\u00eancia Episcopal Italiana, considerado por muitos como sendo \u201cpapabile\u201d (um bom candidato para se tornar Papa), explica este \u201crem\u00e9dio\u201d no seu livro \u201cGuarire le malattie del cuore\u201d (\u201cCurar as Doen\u00e7as do Cora\u00e7\u00e3o\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O rancor, diz o Cardeal Zuppi, \u00e9 uma das doen\u00e7as espirituais que n\u00f3s pr\u00f3prios cultivamos com cuidado, por mais contraproducente que seja. Na verdade, cega a nossa vis\u00e3o, de tal forma que n\u00e3o conseguimos ver nada a n\u00e3o ser o mal que sentimos ter sofrido (que por vezes s\u00f3 existe na nossa pr\u00f3pria imagina\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta \u201cdoen\u00e7a do cora\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 como uma onda do mal, que submerge tudo e da qual \u00e9 muito dif\u00edcil libertarmo-nos. Acreditamos que a injusti\u00e7a que temos sofrido justifica os nossos sentimentos negativos. Se n\u00e3o for removida, esta semente do mal continuar\u00e1 a crescer nos nossos cora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<div class=\"wp-block-aleteia-heading3\" style=\"text-align: justify;\">\n<h3>Uma doen\u00e7a espiritual de longa dura\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O rancor, acrescenta o presidente dos bispos italianos, muitas vezes cria ra\u00edzes sem consequ\u00eancias imediatas, permitindo-nos sentir bem conosco pr\u00f3prios; dizemos a n\u00f3s pr\u00f3prios que n\u00e3o odiamos a pessoa, apenas a evitamos. \u201cN\u00e3o tenho nada contra ele, mas n\u00e3o o quero ver nem falar com ele\u201d, dizemos n\u00f3s. \u201cAcabei de deixar de dizer ol\u00e1\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil livrar-se do rancor, diz o Cardeal Zuppi. E n\u00e3o \u00e9 de modo algum autom\u00e1tico, porque renunciar aos nossos ressentimentos parece implicar viol\u00eancia para n\u00f3s pr\u00f3prios. Faz\u00ea-lo exige muita perseveran\u00e7a. O rancor esconde-se nas insatisfa\u00e7\u00f5es do nosso cora\u00e7\u00e3o e instala-se facilmente. \u00c9 tamb\u00e9m por isso que devemos perdoar sem reservas e sem o condicionar ao comportamento ou compensa\u00e7\u00e3o do agressor.<\/p>\n<div class=\"wp-block-aleteia-heading3\" style=\"text-align: justify;\">\n<h3>Um exerc\u00edcio que requer esfor\u00e7o<\/h3>\n<\/div>\n<div id=\"aleteia-welcome\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"nativo-inread\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, s\u00f3 o perd\u00e3o pode realmente ajudar a encontrar justi\u00e7a. O rancor e o ressentimento escondem-se no medo, no sentimento de injusti\u00e7a sofrida e mesmo no apego trivial \u00e0s pr\u00f3prias convic\u00e7\u00f5es. O perd\u00e3o, precisamente por causa disto, \u00e9 um exerc\u00edcio e requer esfor\u00e7o, de modo que pouco a pouco o que no in\u00edcio parece imposs\u00edvel se torna f\u00e1cil. Vale a pena perdoar! S\u00f3 o perd\u00e3o nos liberta do mal que sofremos: este \u00e9 o \u00fanico rem\u00e9dio poss\u00edvel para derrotar o rancor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Setenta vezes sete \u00e9 a medida infinita do perd\u00e3o indicado por Jesus, libertando-nos de c\u00e1lculos e limita\u00e7\u00f5es. A \u00fanica forma de perdoarmos sempre \u00e9 se amamos, porque s\u00f3 o amor rejeita todas as medidas e limites, como um pai ou uma m\u00e3e que acolhe sempre os seus filhos. O amor cobre todas as coisas, acredita em todas as coisas, suporta todas as coisas. Tudo. \u00c9 tamb\u00e9m por isso que Jesus recomenda que perdoemos \u201cdo cora\u00e7\u00e3o\u201d (Mt 18,35).<\/p>\n<div class=\"wp-block-aleteia-heading3\" style=\"text-align: justify;\">\n<h3>As coisas a evitar<\/h3>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O perd\u00e3o, ent\u00e3o, sublinha o Cardeal Zuppi, nunca \u00e9 um assunto abstrato, mas est\u00e1 sempre muito relacionado com a forma como vivemos toda a nossa vida. Se n\u00e3o ouvirmos Jesus, se n\u00e3o o deixarmos amar-nos e se n\u00e3o o amarmos, se rezarmos pouco, se vivermos centrados em n\u00f3s pr\u00f3prios, ser\u00e1 sem d\u00favida mais dif\u00edcil escolher o perd\u00e3o, e acabaremos por nos transformar em v\u00edtimas do rancor e do ressentimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A retrospectiva, por outro lado, tornada pura pelo perd\u00e3o, ajudar-nos-\u00e1 a ter uma mem\u00f3ria s\u00e1bia do mal que sofremos ou causamos, para que possamos combat\u00ea-lo mais eficazmente e saber como reconhec\u00ea-lo, mas sem entrar no perigoso labirinto do rancor. Ficaremos felizes com o dom imerecido do perd\u00e3o que, quanto mais o dermos aos outros, mais saberemos receber por n\u00f3s pr\u00f3prios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00f3 h\u00e1 uma maneira de realmente apagar a doen\u00e7a espiritual do rancor, diz o Cardeal Matteo Zuppi S\u00f3 h\u00e1 uma maneira de realmente acabar com o rancor que nutrimos em rela\u00e7\u00e3o a outras pessoas. O Cardeal Matteo Zuppi, o novo presidente da Confer\u00eancia Episcopal Italiana, considerado por muitos como sendo \u201cpapabile\u201d (um bom candidato para [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":74377,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-74376","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74376","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74376"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74376\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":74378,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74376\/revisions\/74378"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/74377"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74376"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=74376"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=74376"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}