{"id":74028,"date":"2022-05-26T09:23:56","date_gmt":"2022-05-26T12:23:56","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=74028"},"modified":"2022-05-26T12:27:25","modified_gmt":"2022-05-26T15:27:25","slug":"francisco-a-compaixao-transforma-a-vida-das-pessoas-e-das-comunidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/francisco-a-compaixao-transforma-a-vida-das-pessoas-e-das-comunidades\/","title":{"rendered":"Francisco: a compaix\u00e3o transforma a vida das pessoas e das comunidades"},"content":{"rendered":"<figure class=\"article__image\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"didascalia_img\">O livro &#8220;La tessitura del mondo&#8221;, organizado por Andrea Monda com o postf\u00e1cio do Papa Francisco\u00a0<\/span><\/figure>\n<div class=\"article__meta audioInside\" data-mediatype=\"\">\n<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">Publicamos o posf\u00e1cio do Papa Francisco ao livro &#8220;La tessitura del mondo&#8221;, um di\u00e1logo multifacetado sobre a narra\u00e7\u00e3o como caminho para a salva\u00e7\u00e3o, publicado pelas editoras Lev e Salani. Organizado por Andrea Monda, o livro est\u00e1 \u00e0 venda a partir de hoje (26\/05) e re\u00fane as vozes de grandes protagonistas da cultura. O texto in\u00e9dito do Papa ser\u00e1 publicado na \u00edntegra pelos jornais Avvenire e Domani, assim como pela m\u00eddia do Vaticano<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text \">\n<p style=\"text-align: justify;\">PAPA FRANCISCO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abAs hist\u00f3rias que contamos, recontamos e transmitimos uns aos outros s\u00e3o tendas sob as quais nos reunimos, estandartes a seguir em batalha, cordas indestrut\u00edveis para ligar os vivos e os mortos, e a trama destas vastas teias ao longo dos s\u00e9culos e culturas ligam-nos fortemente uns aos outros e \u00e0 hist\u00f3ria, guiando-nos atrav\u00e9s das gera\u00e7\u00f5es\u00bb. Assim escreve Donna Tartt depois de ter lido este volume que re\u00fane as reflex\u00f5es de 44 entre escritores, artistas, te\u00f3logos e jornalistas sobre o tema da narra\u00e7\u00e3o. A romancista norte-americana compreende perfeitamente um dos pontos em que muitos dos autores deste livro convergem: o conto como um \u201ctecido\u201d, feito de \u201ccordas indestrut\u00edveis\u201d que conecta tudo e todos, presente e passado, e permite que nos abramos ao futuro com sentimentos de confian\u00e7a e esperan\u00e7a.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a e compartilhe<\/div>\n<div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-74028-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2022\/05\/26\/10\/136580085_F136580085.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2022\/05\/26\/10\/136580085_F136580085.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2022\/05\/26\/10\/136580085_F136580085.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este aspeto do<i>\u00a0textum<\/i>\u00a0(em latim para indicar tecido, em italiano\u00a0<i>testo\u00a0<\/i>[em portugu\u00eas\u00a0<i>texto<\/i>]) estava no centro da minha Mensagem para o Dia Mundial das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais para o ano de 2020, que foi como a centelha que gerou todas as outras reflex\u00f5es aqui reunidas. Com efeito, de fevereiro a outubro de 2020 estes textos \u201cprovocados\u201d pela leitura daquela minha Mensagem foram publicados nas p\u00e1ginas de\u00a0<i>L\u2019Osservatore Romano<\/i>. Foi-me ent\u00e3o pedido para acrescentar uma conclus\u00e3o no final desta rica e bela s\u00e9rie que j\u00e1 tinha lido com grande prazer \u00e0 medida que se desenrolava ao longo dos meses. Ent\u00e3o aceitei com prazer, contanto que n\u00e3o seja considerado \u201cfinal\u201d, em parte porque, como diz Frodo, o protagonista de\u00a0<i>O Senhor dos An\u00e9is<\/i>\u00a0de Tolkien, \u00abos contos nunca acabam\u00bb, e tamb\u00e9m porque um aspeto muito bonito deste livro \u00e9 precisamente o sentido de abertura, de circularidade e de di\u00e1logo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de voltar ao tema do \u201cconte\u00fado\u201d, gostaria de me deter brevemente no \u201cm\u00e9todo\u201d deste volume: no in\u00edcio h\u00e1 uma mensagem que \u00e9 lan\u00e7ada; esta mensagem \u00e9 partilhada e oferecida \u00e0 aten\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias pessoas que se deixam interpelar e enriquecem aquela mensagem com a pr\u00f3pria contribui\u00e7\u00e3o; o autor da mensagem l\u00ea todas estas contribui\u00e7\u00f5es e relan\u00e7a uma nova reflex\u00e3o mais rica do que a inicial, gra\u00e7as \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o de todos; por fim, o leitor deste livro entrar\u00e1 dentro deste di\u00e1logo e prossegui-lo-\u00e1 na sua vida quotidiana. Eis as \u201ctendas sob as quais se reunir\u201d de que Donna Tartt fala, eis o entrela\u00e7amento que \u201cnos une fortemente uns aos outros\u201d tamb\u00e9m atrav\u00e9s das gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo isto diz muito. E diz em particular que nas hist\u00f3rias o que importa \u00e9 obviamente o dizer, mas talvez ainda mais o ouvir. Este livro \u00e9 o relato de um di\u00e1logo que n\u00e3o termina na \u00faltima p\u00e1gina e, enquanto di\u00e1logo, tem o seu cora\u00e7\u00e3o na escuta. Tamb\u00e9m silenciosa. Nestas p\u00e1ginas sobre a narra\u00e7\u00e3o, a presen\u00e7a do sil\u00eancio \u00e9 sentida fortemente. Deste ponto de vista, \u00e9 importante que haja tamb\u00e9m um ensaio, refiro-me ao texto \u201cTu parli anche quando taci\u201d [Tu falas tamb\u00e9m quando ficas em sil\u00eancio] de Massimo Grilli, dedicado diretamente ao sil\u00eancio. Quase um contraponto, um contracanto, t\u00e3o essencial como o tema principal interpretado pelo resto da orquestra. Palavra e sil\u00eancio, juntos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E aqui quero voltar aos aspetos de conte\u00fado para evidenciar, entre os muitos poss\u00edveis (a colet\u00e2nea \u00e9 bela precisamente devido \u00e0 liberdade e \u00e0 variedade de abordagens e pontos de vista), tr\u00eas temas que me parecem ser os mais recorrentes: o primeiro j\u00e1 sublinhei, a narra\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias como \u201ctecer\u201d; o segundo est\u00e1 escondido dentro da men\u00e7\u00e3o do sil\u00eancio, e \u00e9 o tema do \u201cmist\u00e9rio\u201d; o terceiro \u00e9 o tema da \u201ccompaix\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No primeiro, como j\u00e1 disse, o\u00a0<b>tecer<\/b>, \u00e9 talvez o aspeto em que a maioria dos autores se concentra, alguns salientando o papel das mulheres, como Marcelo Figueroa, outros destacando a \u201cmaleabilidade\u201d da tecelagem das hist\u00f3rias \u00abcapaz de concentrar em si situa\u00e7\u00f5es sempre novas e\u00a0 novos destinat\u00e1rios\u00bb (J. P. Sonnet), outros como Antonella Lumini refletiram sobre a consist\u00eancia \u201cmagm\u00e1tica\u201d das hist\u00f3rias que contudo \u201csubsistem\u201d, possuem uma \u201cpropriedade\u201d e uma tend\u00eancia, \u00abcomo as \u00e1guas na nascente de um rio que depois correm para o mar\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tema do\u00a0<b>mist\u00e9rio<\/b>, declinado como sentido do limite, mas tamb\u00e9m como \u201cmagia\u201d que interv\u00e9m no momento da inspira\u00e7\u00e3o po\u00e9tica, est\u00e1 presente desde o primeiro texto, o do arquiteto Renzo Piano, para quem \u00abn\u00f3s, seres humanos, estamos todos unidos por esta consci\u00eancia de um mist\u00e9rio que nos sobrevoa, nos supera. Isto tamb\u00e9m tem a ver com poesia\u00bb. \u00abAquilo que n\u00e3o sei, sei cant\u00e1-lo\u00bb diz uma can\u00e7\u00e3o do cantor-compositor romano Francesco De Gregori entrevistado na colet\u00e2nea, e os artistas, acrescenta Judith Thurman, com profunda intui\u00e7\u00e3o, \u00abdevem escrever n\u00e3o tanto sobre o que sabem, quanto sobre o que n\u00e3o sabiam que sabem at\u00e9 quando n\u00e3o o resgataram da obscuridade\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O sentido do mist\u00e9rio abre ao transcendente, a uma dimens\u00e3o inconfundivelmente espiritual, religiosa. Donna Tartt observa que \u00abtalvez mais propriamente, as hist\u00f3rias s\u00e3o lonas para velas que i\u00e7amos a fim de capturar um respiro do divino. Os pensamentos de outras pessoas adquirem uma vida estranha em n\u00f3s, raz\u00e3o pela qual a literatura \u00e9 a arte mais espiritual de todas e certamente a mais transformadora. Como nenhuma outra forma de comunicar, uma hist\u00f3ria pode mudar a nossa maneira de pensar, no bem ou no mal [&#8230;] as culturas antigas e modernas sempre consideraram as hist\u00f3rias m\u00e1gicas \u2013 e perigosas \u2013 por uma raz\u00e3o: porque se pode ouvir uma hist\u00f3ria e, no seu final, ser uma pessoa totalmente diferente\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E isto leva ao terceiro aspeto, a\u00a0<b>compaix\u00e3o<\/b>, tamb\u00e9m presente em v\u00e1rios textos recolhidos no volume. Em particular, a escritora Marylinne Robinson, recordando as hist\u00f3rias e can\u00e7\u00f5es que a sua m\u00e3e costumava ler-lhe, reflete sobre a compaix\u00e3o, que no seu sentido mais amplo segundo ela \u00e9 \u00abna vida da alma, equivalente humano da gra\u00e7a divina\u00bb e acrescenta mais adiante: \u00aba hist\u00f3ria mostra como as narra\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para as comunidades\u00bb. Assim a literatura est\u00e1 ligada \u00e0 compaix\u00e3o e isto leva \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o que ocorre em cada experi\u00eancia de escrita e leitura, e acontece de forma amb\u00edgua, ambivalente e, portanto, arriscada: contar hist\u00f3rias tamb\u00e9m pode desencadear uma for\u00e7a negativa, manipuladora e destrutiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A compaix\u00e3o, como frequentemente repito nos meus discursos, \u00e9 uma das tr\u00eas carater\u00edsticas do estilo de Deus, juntamente com a proximidade e a ternura. \u00c9 uma for\u00e7a poderosa, e n\u00e3o pode ser reduzida apenas a um aspeto interior, \u00edntimo, porque tem tamb\u00e9m uma dimens\u00e3o evidentemente p\u00fablica, social, motivo pelo qual a hist\u00f3ria se revela como uma for\u00e7a de mem\u00f3ria, por conseguinte, guardi\u00e3 do passado, mas tamb\u00e9m, precisamente por esta raz\u00e3o, um fermento de transforma\u00e7\u00e3o para o futuro. A compaix\u00e3o encontra o seu \u00edcone mais representativo na figura do Bom Samaritano narrada no cap\u00edtulo 10 do Evangelho de Lucas. Aquele homem tem compaix\u00e3o pelo ferido e oferece-lhe n\u00e3o s\u00f3 cuidados e cura, mas com eles outro relato da sua vida que com o seu gesto \u201credimiu das trevas\u201d. A compaix\u00e3o transforma a vida dos dois protagonistas, e isto aplica-se a cada pessoa e a cada comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta dimens\u00e3o, podemos dizer \u201cpol\u00edtica\u201d da narrativa est\u00e1 tamb\u00e9m muito presente nos 44 textos do livro. Estou a pensar na reflex\u00e3o de Alessandro Zaccuri que fala de Jesus como um \u201cMessias narrador\u201d, aparentemente desarmado, mas na realidade dotado da poderosa arma da narra\u00e7\u00e3o. Assim o romancista irland\u00eas Collum McCann v\u00ea a narra\u00e7\u00e3o como \u00abum dos meios mais poderosos que temos para mudar o nosso mundo. [&#8230;] A narra\u00e7\u00e3o \u00e9 a nossa grande democracia. \u00c9 aquilo a que todos n\u00f3s temos acesso. Contamos as nossas hist\u00f3rias porque precisamos de ser ouvidos. E n\u00f3s ouvimos hist\u00f3rias porque precisamos de pertencer. A narra\u00e7\u00e3o transcende as fronteiras. Supera os confins. Despeda\u00e7a estere\u00f3tipos. E d\u00e1-nos acesso \u00e0 flora\u00e7\u00e3o total do cora\u00e7\u00e3o humano\u00bb. Aquilo ao que McCann alude \u00e9 a conclus\u00e3o a que Daniel Mendelsohn chega quando afirma que \u00aba palavra \u00e9 uma ponte [&#8230;] atrav\u00e9s da narra\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias podemos reduzir a dist\u00e2ncia que nos separa e penso que isto hoje \u00e9 necess\u00e1rio como nunca\u00bb. Mendelsohn refere-se \u00e0 \u00e9poca em que estes textos foram escritos, a sua contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 de abril de 2020, e aponta para uma refer\u00eancia liter\u00e1ria exata:\u00a0<i>Decameron<\/i>\u00a0de Boccaccio, ambientado numa \u00e9poca de peste. Tamb\u00e9m este livro, com os seus 44 textos, foi composto numa \u00e9poca de pandemia, e sente-se a import\u00e2ncia, a urg\u00eancia de regressar \u00e0 atividade mais antiga e humana: a arte de contar hist\u00f3rias, ou seja, de construir pontes que possam \u00abinterligar os vivos e os mortos\u00bb para nos guiar, atrav\u00e9s dos s\u00e9culos e das gera\u00e7\u00f5es, rumo a um futuro a construir, a tecer, juntos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Cidade do Vaticano, 20 de mar\u00e7o de 2021<\/i><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O livro &#8220;La tessitura del mondo&#8221;, organizado por Andrea Monda com o postf\u00e1cio do Papa Francisco\u00a0 Publicamos o posf\u00e1cio do Papa Francisco ao livro &#8220;La tessitura del mondo&#8221;, um di\u00e1logo multifacetado sobre a narra\u00e7\u00e3o como caminho para a salva\u00e7\u00e3o, publicado pelas editoras Lev e Salani. Organizado por Andrea Monda, o livro est\u00e1 \u00e0 venda a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":74029,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-74028","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74028","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74028"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74028\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":74030,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74028\/revisions\/74030"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/74029"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74028"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=74028"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=74028"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}