{"id":73848,"date":"2022-05-14T09:41:00","date_gmt":"2022-05-14T12:41:00","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=73848"},"modified":"2022-05-16T14:41:45","modified_gmt":"2022-05-16T17:41:45","slug":"ser-discipulo-de-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/ser-discipulo-de-jesus\/","title":{"rendered":"Ser disc\u00edpulo de Jesus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Estamos celebrando o quinto domingo da P\u00e1scoa. Jesus convida-nos a tomar parte de seu sacrif\u00edcio, mas com as m\u00e3os ocupadas! Ele nos quer como seus parceiros no sacrif\u00edcio. E quem participa como parceiros de seu sacrif\u00edcio ou toma parte neste sacrif\u00edcio, tamb\u00e9m, tomar\u00e1 parte na sua glorifica\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na primeira leitura \u2013 At 14,21b-27 \u2013 os Ap\u00f3stolos completam seu servi\u00e7o mission\u00e1rio: Deixam a Igreja organizada com presb\u00edteros em todas as Comunidades, acompanhados de ora\u00e7\u00f5es e jejuns, animando-as a permanecerem fi\u00e9is \u00e0 Palavra recebida. <em>N<\/em>a primeira leitura da Missa, Paulo e Barnab\u00e9 v\u00e3o animando as comunidades, <em>\u201cencorajando os disc\u00edpulos &#8230; a permaneceram firmes na f\u00e9\u201d, pois \u201c\u00e9 preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus\u201d<\/em><em>.<\/em> Assim caminha o Povo de Deus, Comunidade fundada por Cristo e vivificada pelo seu Esp\u00edrito: entre as tribula\u00e7\u00f5es do mundo e as consola\u00e7\u00f5es de Deus. Muitas vezes, a Igreja enfrentar\u00e1 dificuldades por parte de seus inimigos externos \u2013 aqueles que a perseguem direta ou veladamente, aqueles que desejam o seu fim e, vendo-a com antipatia, trabalham para difam\u00e1-la.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na segunda leitura \u2013 Ap 21,1-5a \u2013 o Ap\u00f3stolo Jo\u00e3o viu um novo c\u00e9u e uma nova terra \u2013 viu a Igreja descendo do c\u00e9u, de junto de Deus, vestida como esposa enfeitada para seu marido. \u00c9 a descri\u00e7\u00e3o do novo c\u00e9u onde Deus estabelece sua morada. A Igreja \u00e9 totalmente renovada pela gra\u00e7a de Cristo, totalmente Esposa, numa eterna alian\u00e7a de amor, realizada na P\u00e1scoa e consumada no fim dos tempos! <em>\u201c<\/em><em>Esta \u00e9 a morada de Deus entre os homens. Deus vai morar no meio deles. Eles ser\u00e3o seu povo, e o pr\u00f3prio Deus estar\u00e1 com eles\u201d<\/em>. &#8211; A Igreja \u00e9 o \u201clugar\u201d, o \u201cespa\u00e7o\u201d onde o Reino acontece visivelmente: Deus, em Cristo, habita no nosso meio e ser\u00e1 sempre \u201cDeus-com-eles\u201d, Deus-conosco, Emanuel! <em>\u201cDeus enxugar\u00e1 toda l\u00e1grima dos seus olhos. A morte n\u00e3o existir\u00e1 mais, e n\u00e3o haver\u00e1 mais luto, nem choro, nem dor, nem morte, porque passou o que havia antes. Aquele que est\u00e1 sentado no trono disse: \u2018Eis que eu fa\u00e7o novas todas as coisas\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No Evangelho \u2013 <\/em>Jo 13,31a,34-35 \u2013 Jesus anuncia que estaria ainda por pouco tempo no meio de seus disc\u00edpulos e, por isso, deixa-lhes um Novo Mandamento: \u201cAmem-se como Eu vos amei!\u201d Tem que ser um amor sincero e efetivo para que todos vos reconhe\u00e7am como meus disc\u00edpulos! O Evangelho (Jo 13, 31-35) refere-se ao momento em que, ap\u00f3s ter anunciado a trai\u00e7\u00e3o de Judas, Jesus fala da sua glorifica\u00e7\u00e3o como se tratasse de uma realidade j\u00e1 presente, vinculada \u00e0 Sua Paix\u00e3o: \u201cAgora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele\u201d (Jo 13, 31). O contraste \u00e9 chocante, mas apenas aparente; na verdade, aceitando ser atrai\u00e7oado e entregue \u00e0 morte para a salva\u00e7\u00e3o dos homens, Jesus cumpre a miss\u00e3o que recebera do Pai e isto constitui o motivo preciso da Sua glorifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus continuar\u00e1 no meio de seus disc\u00edpulos pelo amor com que os amou e que lhes deixa como heran\u00e7a para que vivam nele e o realizem sempre nas suas rela\u00e7\u00f5es m\u00fatuas. \u201cEu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim tamb\u00e9m v\u00f3s deveis amar-vos uns aos outros\u201d (Jo 13, 34). O amor rec\u00edproco, ajustado ao amor do Mestre, ou melhor, nascido dele, garante, \u00e0 comunidade crist\u00e3 a presen\u00e7a de Jesus, da qual \u00e9 aut\u00eantico sinal. Ao mesmo tempo, \u00e9 o distintivo dos verdadeiros crist\u00e3os: \u201cNisto todos conhecer\u00e3o que sois meus disc\u00edpulos, se tiverdes amor uns aos outros\u201d (Jo 13, 35). Deste modo, a vida da Igreja come\u00e7ou amparada numa for\u00e7a de coes\u00e3o e de expans\u00e3o totalmente nova e dotada de um poder extraordin\u00e1rio porque fundamentada, n\u00e3o no amor humano que \u00e9 sempre fr\u00e1gil e fal\u00edvel, mas no amor divino: o amor de Cristo revivido nas m\u00fatuas rela\u00e7\u00f5es dos que creem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No Antigo Testamento o mandamento do amor j\u00e1 era conhecido; no Novo Testamento Jesus diz \u201co meu mandamento\u201d. Certamente existiram homens que tinham se amado antes de Cristo; mas por qu\u00ea? Porque eram parentes entre eles, porque eram aliados, amigos, pertenciam ao mesmo cl\u00e3 ou ao mesmo povo. Agora \u00e9 preciso ir al\u00e9m: amar a quem nos persegue, amar os inimigos, aqueles que n\u00e3o nos sa\u00fadam e n\u00e3o nos amam (Mt 5, 43-48).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus viveu esse amor at\u00e9 as \u00faltimas consequ\u00eancias: at\u00e9 amar-nos assim com somos, primeiro, e a se identificar conosco diante do Pai, a nos perdoar e a morrer por n\u00f3s. Amou-nos de verdade at\u00e9 o fim (Jo 13, 1), onde \u201cfim\u201d n\u00e3o indica somente at\u00e9 o fim da vida, mas tamb\u00e9m at\u00e9 o extremo limite do poss\u00edvel, a totalidade, o que ele proclamou na Cruz quando disse: \u201cTudo est\u00e1 consumado\u201d (Jo 19,30).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Todo o tempo pascal a Igreja nos faz contemplar o Ressuscitado e o fruto da sua obra: o dom do Esp\u00edrito, a nossa santifica\u00e7\u00e3o, os sacramentos que nascem do seu lado aberto, a Igreja, sua Esposa, desposada no leito da cruz. Precisamente, \u00e9 para a Igreja, comunidade nascida da morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, que a Palavra de Deus orienta o nosso olhar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Igreja, portanto, \u00e9 obra do Cristo, foi por ele fundada e a ele pertence! Ela n\u00e3o se pertence a si mesma, n\u00e3o se pode fundar a si pr\u00f3pria, n\u00e3o pode estabelecer ela pr\u00f3pria a sua verdade. Tudo nela deve referir-se a Cristo e a ele deve conduzir! Continuamente, o Cordeiro de p\u00e9 como que imolado, Cabe\u00e7a da Igreja que \u00e9 o seu Corpo, funda, renova, sustenta, santifica, sua dileta Esposa pela Palavra e pelos sacramentos: <em>\u201cCristo amou a Igreja e se entregou por ela, a fim de purific\u00e1-la com o banho da \u00e1gua e santific\u00e1-la pela Palavra, para apresent\u00e1-la a si mesmo a Igreja, gloriosa, se mancha nem ruga, ou coisa semelhante, mas santa e irrepreens\u00edvel!\u201d (Ef 5,25-27).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Estamos celebrando o quinto domingo da P\u00e1scoa. Jesus convida-nos a tomar parte de seu sacrif\u00edcio, mas com as m\u00e3os ocupadas! Ele nos quer como seus parceiros no sacrif\u00edcio. E quem participa como parceiros de seu sacrif\u00edcio ou toma parte neste sacrif\u00edcio, tamb\u00e9m, tomar\u00e1 parte na sua glorifica\u00e7\u00e3o! \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na primeira leitura \u2013 At 14,21b-27 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":55819,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-73848","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73848","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73848"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73848\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":73849,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73848\/revisions\/73849"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55819"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73848"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73848"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73848"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}