{"id":73749,"date":"2022-05-05T15:23:07","date_gmt":"2022-05-05T18:23:07","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=73749"},"modified":"2022-05-05T15:23:07","modified_gmt":"2022-05-05T18:23:07","slug":"sereis-meus-discipulos-se-vos-amardes-uns-aos-outros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sereis-meus-discipulos-se-vos-amardes-uns-aos-outros\/","title":{"rendered":"SEREIS MEUS DISC\u00cdPULOS, SE VOS AMARDES UNS AOS OUTROS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Amar, como ensina Jesus, \u00e9 o sinal distintivo de seus amigos, a caracter\u00edstica dos crist\u00e3os (Jo 13, 31-38). O Mestre divino passa da quest\u00e3o do fim de sua presen\u00e7a vis\u00edvel nesta terra ao mandamento novo do amor fraterno. \u00c9 que Ele glorificado n\u00e3o estaria mais, de fato, presente visivelmente entre seus disc\u00edpulos, mas estaria presente de outra maneira, quando seus seguidores mostrassem um grande amor entre si. Estes vers\u00edculos do Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o constituem o In\u00edcio do testamento espiritual de Jesus na tarde da Quinta Feira Santa.\u00a0 Judas acabara de sair entrando na noite da trai\u00e7\u00e3o, da tristeza, e era o\u00a0momento oportuno\u00a0\u00a0 para Jesus falar de cora\u00e7\u00e3o aberto. Explica ent\u00e3o a\u00a0seus disc\u00edpulos fi\u00e9is que o Pai o iria glorificar e que esta glorifica\u00e7\u00e3o incluiria seu retorno para junto dele e, portanto, breve iria se dar sua partida. Entretanto, Ele nos deixa como garantia de sua amizade um mandamento novo. Um liame vis\u00edvel iria ficar entre Ele e seus seguidores: \u201cEu vos dou um mandamento novo: amai-vos uns aos outros\u201d. Uma quest\u00e3o ent\u00e3o se apresenta, ou seja, em que sentido este preceito era novo?\u00a0 J\u00e1 no Livro do Lev\u00edtico Deus ordenara: \u201dTu amar\u00e1s o teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo\u201d (Lev 19,18). Onde est\u00e1 ent\u00e3o a novidade? \u00c9 que o mandamento de Jesus era novo porque ele est\u00e1 ligado \u00e0 nova alian\u00e7a. Na B\u00edblia quem fala em mandamento est\u00e1 pensando em alian\u00e7a, ou seja, em reciprocidade entre Deus e seu povo.\u00a0 Assim do\u00a0mesmo modo que os dez mandamentos de Deus eram o sinal\u00a0\u00a0 de uma\u00a0primeira alian\u00e7a no Sinai, o mandamento novo era a vers\u00e3o nova e definitiva que Jesus selaria justamente pela sua morte e sua glorifica\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disto, o mandamento de Jesus era novo porque o modelo de nosso amor seria o amor dele para conosco:\u00a0 \u201dComo eu vos amei v\u00f3s deveis vos amar tamb\u00e9m uns aos outros\u201d. Como Jesus nos amou o Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o responde em tr\u00eas afirma\u00e7\u00f5es. Jesus amou seus disc\u00edpulos porque \u201co Pai os tinha dado a Ele:\u201d, \u201celes eram teus e tu os deste a mim\u201d, \u201ctu os amastes como tu me amastes\u201d ( 17, 6.9.23).\u00a0Jesus amou at\u00e9 o fim cada um dos seus que estavam no mundo, at\u00e9 o limite da compreens\u00e3o, da compaix\u00e3o e da paci\u00eancia, at\u00e9 o extremo da humildade e do servi\u00e7o, pois se ajoelhou diante deles para lhes lavar os p\u00e9s, Ele o Mestres e o Senhor. Enfim, Jesus, pastor, deu a vida pelos seu rebanho, para que suas ovelhas tivessem a vida em abund\u00e2ncia e cada um de n\u00f3s pudesse fazer sua a convic\u00e7\u00e3o que tocava profundamente o Ap\u00f3stolo Paulo: \u201cEle me amou e se entregou por mim\u201d!\u00a0Amar como Jesus amou \u00e9 amar os outros, o irm\u00e3o, a irm\u00e3, o esposo, a esposa ou o filho, como o presente que Deus nos fez e faz todos os dias como aquele ou aquela que o Pai mesmo nos deu para amar. De nossa parte, amar at\u00e9 o extremo do servi\u00e7o, do perd\u00e3o e da esperan\u00e7a, n\u00e3o para anexar o outro ao nosso projeto, aos nossos des\u00edgnios, \u00e0 nossa felicidade, n\u00e3o simplesmente para retribuir o amor ou a amizade que recebemos dos outros, mas acolhendo o outro em suas mis\u00e9rias, suas fraquezas, suas impertin\u00eancias. Tudo isto no devotamento, na fidelidade, na gratuidade dada aos outros.\u00a0 Seria amar com um amor realista que sabe lavar os p\u00e9s do pr\u00f3ximo e se entregar a seu servi\u00e7o a cada instante. Como concluem muitos te\u00f3logos, Deus manifestou de uma maneira nova seu amor para com os homens na paix\u00e3o glorificante de Jesus, porque Deus inaugurou na nova alian\u00e7a uma intimidade nova com os homens e estes deviam inaugurar entre eles uma atitude fraternal de um tipo novo e a\u00ed est\u00e1 o mandamento de Jesus. Portanto, a crucifix\u00e3o de Jesus anunciada foi o acontecimento decisivo da glorifica\u00e7\u00e3o do Pai e do Filho. Assim a morte n\u00e3o seria mais um lugar de silencio, mas sinal da revela\u00e7\u00e3o de Deus Pai, uma maravilhosa mensagem de vida.\u00a0 A crucifix\u00e3o de Jesus seria assim um acontecimento produtivo porque ela marcaria a ida do Filho para junto do Pai. Isto significa que a morte de Jesus n\u00e3o seria uma ruptura com rela\u00e7\u00e3o ao Pai, mas, pelo contr\u00e1rio, nela se refor\u00e7a a comunh\u00e3o com o Pai, e assim com todos aqueles que cressem. A morte de Jesus seria, deste modo, a express\u00e3o de seu amor para com os seus disc\u00edpulos. Este amor \u00e9 a for\u00e7a que permite a seus seguidores n\u00e3o se fecharem em um passado tenebroso, mas\u00a0se abrirem a um futuro percebido como o espa\u00e7o de sua fidelidade na sua comunidade e no mundo. Tudo isto firmando a fraternidade entre\u00a0os seguidores do Mestre divino na real viv\u00eancia do mandamento novo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amar, como ensina Jesus, \u00e9 o sinal distintivo de seus amigos, a caracter\u00edstica dos crist\u00e3os (Jo 13, 31-38). O Mestre divino passa da quest\u00e3o do fim de sua presen\u00e7a vis\u00edvel nesta terra ao mandamento novo do amor fraterno. \u00c9 que Ele glorificado n\u00e3o estaria mais, de fato, presente visivelmente entre seus disc\u00edpulos, mas estaria presente [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":55813,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-73749","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73749","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73749"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73749\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":73750,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73749\/revisions\/73750"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55813"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73749"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73749"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73749"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}