{"id":73603,"date":"2022-04-23T09:06:12","date_gmt":"2022-04-23T12:06:12","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=73603"},"modified":"2022-04-27T15:07:54","modified_gmt":"2022-04-27T18:07:54","slug":"a-misericordia-divina-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-misericordia-divina-3\/","title":{"rendered":"A MISERIC\u00d3RDIA DIVINA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Coube ao Papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II fazer deste segundo domingo da P\u00e1scoa\u00a0 o domingo da Miseric\u00f3rdia divina (Jo 20,19- 31). Se \u00e9 verdade que esta miseric\u00f3rdia sempre esteve no centro do mist\u00e9rio crist\u00e3o, a canoniza\u00e7\u00e3o no ano de 2000 da Irm\u00e3 Faustina Kowalska trouxe a lume a urg\u00eancia de se implorar o dom desta comisera\u00e7\u00e3o em nosso mundo marcado por tantas trag\u00e9dias.\u00a0 Asseverou a citada santa \u201cque a humanidade n\u00e3o encontrar\u00e1 a paz enquanto ela n\u00e3o se dirigir com confian\u00e7a \u00e0 miseric\u00f3rdia divina\u201d. O Papa sublinhou que a clem\u00eancia divina nos ajuda a enfrentar tr\u00eas grandes dificuldade que deparamos na nossa vida crist\u00e3.\u00a0 A primeira dificuldade \u00e9 compreender plenamente o mist\u00e9rio pascal sobretudo o da ressurrei\u00e7\u00e3o, Com efeito, muitos crist\u00e3os s\u00e3o tentados a seguir o ap\u00f3stolo Tom\u00e9 dizendo: \u201cSe eu n\u00e3o vir, eu n\u00e3o acreditarei\u201d!\u00a0 Cada um de n\u00f3s recorda esta experi\u00eancia a partir do Evangelho de hoje. Nossa incredulidade, contudo, surge por causa de uma postura err\u00f4nea, pois queremos abordar a verdade revelada antes de fazer nela um ato de f\u00e9, Devemos pedir como os Ap\u00f3stolos \u201cSenhor, aumenta a nossa f\u00e9\u201d (Lc 17,5). O encontro entre Jesus e Tom\u00e9 narrado no Evangelho de hoje manifesta o dom da miseric\u00f3rdia divina que permitiu ao Ap\u00f3stolo uma atitude correta. Depois de ser convidado por Cristo a colocar seu dedo nas suas chagas e sua m\u00e3o no seu lado transpassado, Tom\u00e9 entrou na plenitude da confiss\u00e3o de uma f\u00e9 sincera\u00a0dizendo: \u201cMeu Senhor e meu Deus\u201d. Confessando a humanidade e a divindade de Jesus, Tom\u00e9 n\u00e3o admitiu somente o que viu, mas tamb\u00e9m o que ele acreditou. \u201cBem-aventurados, por\u00e9m, os que n\u00e3o viram e creram. \u201dSanto Agostinho deixou ent\u00e3o esta reflex\u00e3o: \u201c\u00c9 preciso crer para compreender, mas a partir da\u00ed \u00e9 necess\u00e1rio compreender para crer\u201d.\u00a0 A segunda dificuldade apontada pelo Papa \u00e9 descobrir que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil viver como crist\u00e3o. Muitos t\u00eam o desejo de poder chegar \u00e0 ressurrei\u00e7\u00e3o gloriosa, mas se esquecem que cumpre passar pela cruz, como ocorreu com Jesus. Ele foi claro:\u201d Se algu\u00e9m quer vir ap\u00f3s mim, tome a sua cruz e siga-me\u201d.\u00a0 S\u00e3o Pedro evoca esta dimens\u00e3o falando do dom da f\u00e9 que abre a uma bela esperan\u00e7a, mas tamb\u00e9m aos desgostos. Diz ele: \u201cPor isto exultais, embora sofrendo um pouco por hora, se necess\u00e1rio, diversas prova\u00e7\u00f5es, para que a genuinidade de vossa f\u00e9, muito mais estim\u00e1vel do que o ouro que, apesar de ef\u00eamero, acrisola-se pelo fogo, resulta digna de louvor, de gl\u00f3ria e de honra, quando aparecer Jesus Cristo (1Pd 1, 6-8). Trata-se, realmente, de uma absoluta fid\u00facia no Senhor Onipotente. Vemos no Evangelho de hoje que Jesus \u00e9 sumamente paciente com seus disc\u00edpulos t\u00e3o lentos em crer, uma vez que os escolhe de novo e os envia em miss\u00e3o: \u201cAssim como o Pai me enviou eu vos envio\u201d. Soprou sobre eles o Esp\u00edrito Santo e fez deles os fundamentos da Igreja e da presen\u00e7a da clem\u00eancia divina. Ser fiel a esta voca\u00e7\u00e3o leva a descobrir o mist\u00e9rio do sofrimento. Uma mensagem universal, pois a vereda do padecimento e do sil\u00eancio \u00e9 importante para o seguidor do Ressuscitado.\u00a0 Entretanto, a terceira dificuldade encontrada na vida do crist\u00e3o n\u00e3o \u00e9 menos importante.\u00a0 Esta dificuldade surge na nossa maneira de responder a essa quest\u00e3o: \u201cTudo isto, no fundo, n\u00e3o \u00e9 muito belo para ser verdadeiro?\u201d Responder a isto corretamente \u00e9 entrar maravilhosamente no dom da indulg\u00eancia divina. Jesus, convidando Tom\u00e9 a tocar suas chagas e seu lado aberto pela lan\u00e7a, n\u00e3o se contentou em lhe mostrar a realidade de sua ressurrei\u00e7\u00e3o, mas o levou a entrar numa contempla\u00e7\u00e3o mais profunda. O Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e9 verdadeiramente uma fonte inesgot\u00e1vel de luz e de verdade, de amor e de perd\u00e3o, conduzindo \u00e0 verdadeira vida, a vida eterna. Eis a\u00ed a sublime verdade, ou seja, Jesus n\u00e3o cessa de querer que partilhemos sua imensa dile\u00e7\u00e3o. Deus quer que imensamente O amemos, lembra S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, a fim de nos fazer entrar na vida verdadeira, Ele faz de n\u00f3s pobres pecadores os convidados ao festim das bodas do Cordeiro. Cumpre ent\u00e3o procurar, acima de tudo e sobretudo, conhecer Jesus Cristo presente em n\u00f3s e no meio de n\u00f3s que devemos acolher maravilhosamente suas superabundantes gra\u00e7as, fontes da verdadeira luz, e levar a muitos \u00e0 participar destes efl\u00favios da miseric\u00f3rdia divina. A divina miseric\u00f3rdia favorece, deste modo, maravilhosamente, a abertura \u00e0 alegria e \u00e0 esperan\u00e7a desse tempo pascal. Isto porque a divina miseric\u00f3rdia n\u00e3o \u00e9 somente uma lembran\u00e7a, mas deve ser uma norma de vida Deve guiar nossa exist\u00eancia de crist\u00e3os que confiamos estar em harmonia com o Cora\u00e7\u00e3o de Cristo \u201crico em miseric\u00f3rdia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coube ao Papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II fazer deste segundo domingo da P\u00e1scoa\u00a0 o domingo da Miseric\u00f3rdia divina (Jo 20,19- 31). 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