{"id":73309,"date":"2022-04-07T09:57:18","date_gmt":"2022-04-07T12:57:18","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=73309"},"modified":"2022-04-07T16:01:21","modified_gmt":"2022-04-07T19:01:21","slug":"o-papa-francisco-e-a-necessidade-de-uma-onu-mais-eficazo-papa-francisco-e-a-necessidade-de-uma-onu-mais-eficaz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-papa-francisco-e-a-necessidade-de-uma-onu-mais-eficazo-papa-francisco-e-a-necessidade-de-uma-onu-mais-eficaz\/","title":{"rendered":"O Papa Francisco e a necessidade de uma ONU mais eficazO Papa Francisco e a necessidade de uma ONU mais eficaz"},"content":{"rendered":"<figure class=\"article__image\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"didascalia_img\">O Papa Francisco na ONU em 25 de setembro de 2015 (M\u00eddia Vaticana)\u00a0<\/span><\/figure>\n<div class=\"article__meta \" data-mediatype=\"\">\n<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">Em seus discursos nas Na\u00e7\u00f5es Unidas, bem como na &#8220;Fratelli tutti&#8221;, o Pont\u00edfice sempre encorajou uma reforma da ONU para dar real subst\u00e2ncia ao conceito de fam\u00edlia das na\u00e7\u00f5es e maior for\u00e7a ao multilateralismo.<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text \">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Alessandro Gisotti<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Na atual guerra na Ucr\u00e2nia, estamos vendo a impot\u00eancia da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas.&#8221; As palavras do Papa Francisco na Audi\u00eancia Geral, da \u00faltima quarta-feira (06\/04), foram amplamente ecoadas. N\u00e3o menos relevantes, por\u00e9m, s\u00e3o as palavras que precederam imediatamente esta afirma\u00e7\u00e3o. Na verdade, elas s\u00e3o a premissa da amarga observa\u00e7\u00e3o: &#8220;Depois da Segunda Guerra Mundial, foi feita uma tentativa de lan\u00e7ar as bases para uma nova hist\u00f3ria de paz, mas infelizmente &#8211; n\u00e3o aprendemos &#8211; a velha hist\u00f3ria de grandes pot\u00eancias concorrentes continuou&#8221;. O Papa Francisco acredita firmemente no papel das Na\u00e7\u00f5es Unidas e no valor do multilateralismo. Uma convic\u00e7\u00e3o que hoje \u00e9 ainda mais forte naquela \u201cmudan\u00e7a de \u00e9poca\u201d que estamos vivendo na \u00e1rdua busca por um novo horizonte de conviv\u00eancia para a humanidade. Seguindo as pegadas de seus predecessores &#8211; e em particular de Paulo VI, Jo\u00e3o Paulo II e Bento XVI &#8211; Francisco multiplicou gestos e palavras em apoio \u00e0s Na\u00e7\u00f5es Unidas, encorajando um processo de reforma que \u00e9 exigido em particular por aqueles pa\u00edses, por aqueles povos, que mais sofrem as consequ\u00eancias dessa impot\u00eancia a que o Papa se referiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Falando em 25 de setembro de 2015 na Assembleia Geral da ONU, o Pont\u00edfice afirmou que &#8220;a reforma e a adapta\u00e7\u00e3o aos tempos s\u00e3o sempre necess\u00e1rias, progredindo para o objetivo final de conceder a todos os pa\u00edses, sem exce\u00e7\u00e3o, uma participa\u00e7\u00e3o e um impacto real e justo nas decis\u00f5es&#8221;. Desde os primeiros anos de seu pontificado, sublinhou, portanto, o tema da &#8220;necessidade de uma maior equidade&#8221;, especialmente &#8220;para os \u00f3rg\u00e3os com capacidade executiva efetiva, como o Conselho de Seguran\u00e7a, organismos e grupos financeiros, grupos ou mecanismos especificamente criados para enfrentar as crises econ\u00f4micas&#8221;. E concluiu seu discurso na sede da ONU reiterando a necessidade de fortalecimento da ONU. \u201cA louv\u00e1vel constru\u00e7\u00e3o jur\u00eddica internacional da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas\u201d, observou, \u201cpode ser uma promessa de um futuro seguro e feliz para as gera\u00e7\u00f5es futuras. Ser\u00e1 se os representantes dos Estados saber\u00e3o deixar de lado os interesses setoriais e ideologias e buscar sinceramente o servi\u00e7o do bem comum\u201d. Conceitos reiterados em novembro do mesmo ano na visita \u00e0 sede das Na\u00e7\u00f5es Unidas em Nair\u00f3bi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre o compromisso com o cuidado da Casa comum, a solu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica das controv\u00e9rsias internacionais ou um desenvolvimento econ\u00f4mico centrado nas pessoas e povos, o Papa e a Santa S\u00e9 consideram a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas o foro internacional mais adequado para encontrar um ponto de converg\u00eancia entre diferentes inst\u00e2ncias e interesses. Em dezembro de 2019, numa mensagem de v\u00eddeo conjunta, o Papa e o secret\u00e1rio-geral da ONU, Ant\u00f3nio Guterres, reafirmaram que \u201ca confian\u00e7a no di\u00e1logo entre as pessoas e entre as na\u00e7\u00f5es, no multilateralismo, no papel das organiza\u00e7\u00f5es internacionais, na diplomacia como instrumento de entendimento e compreens\u00e3o, \u00e9 essencial para construir um mundo pac\u00edfico&#8221;. Poucos meses depois eclodiu a pandemia da Covid-19, tornando ainda mais imprescind\u00edvel, se poss\u00edvel, investir no multilateralismo, na consci\u00eancia de que estamos todos no mesmo barco da humanidade. &#8220;A pandemia &#8211; observou ele na mensagem de v\u00eddeo para o 75\u00ba anivers\u00e1rio da funda\u00e7\u00e3o da ONU, em 25 de setembro de 2020 &#8211; nos mostrou que n\u00e3o podemos viver um sem o outro, ou pior ainda, um contra o outro. A ONU foi criada para unir as na\u00e7\u00f5es, para aproxim\u00e1-las, como uma ponte entre os povos\u201d. E com palavras bem conectadas com o que foi dito na \u00faltima quarta-feira, acrescentou que &#8220;o nosso mundo em conflito precisa que a ONU se torne um laborat\u00f3rio para a paz cada vez mais eficaz, o que exige que os membros do Conselho de Seguran\u00e7a, especialmente o Permanente, atuem com maior unidade e determina\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Significativamente, a reforma das Na\u00e7\u00f5es Unidas tamb\u00e9m encontra espa\u00e7o na Enc\u00edclica Fratelli tutti. Francisco dedica um par\u00e1grafo inteiro ao assunto, 173. (Jo\u00e3o XXIII dedicado o par\u00e1grafo 75 da Pacem in Terris \u00e0 ONU). Para o Papa, esta reforma \u00e9 necess\u00e1ria &#8220;para que o conceito de fam\u00edlia das na\u00e7\u00f5es possa ter uma real concretude&#8221;. \u00c9 preciso garantir &#8220;o dom\u00ednio indiscut\u00edvel do direito e o recurso incans\u00e1vel \u00e0 negocia\u00e7\u00e3o, aos bons of\u00edcios e \u00e0 arbitragem&#8221;. Com um sentimento que tamb\u00e9m o levou a proferir as palavras de quarta-feira, adverte ainda que \u201cdevemos evitar que esta Organiza\u00e7\u00e3o seja deslegitimada, porque os seus problemas e defici\u00eancias podem ser enfrentados e resolvidos em conjunto\u201d. As Na\u00e7\u00f5es Unidas, portanto, n\u00e3o existem, parece sugerir o Papa, se as na\u00e7\u00f5es n\u00e3o est\u00e3o unidas, concordes em buscar corajosamente o caminho do entendimento. Que seja o fim de uma guerra, as patentes de vacinas ou o combate ao aquecimento global, todos devem estar dispostos a \u201cperder\u201d um pouco, para que todos possam ganhar juntos. Em jogo est\u00e1 o desafio mais importante: o futuro da humanidade.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Papa Francisco na ONU em 25 de setembro de 2015 (M\u00eddia Vaticana)\u00a0 Em seus discursos nas Na\u00e7\u00f5es Unidas, bem como na &#8220;Fratelli tutti&#8221;, o Pont\u00edfice sempre encorajou uma reforma da ONU para dar real subst\u00e2ncia ao conceito de fam\u00edlia das na\u00e7\u00f5es e maior for\u00e7a ao multilateralismo. 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