{"id":73097,"date":"2022-03-21T09:26:54","date_gmt":"2022-03-21T12:26:54","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=73097"},"modified":"2022-03-21T14:28:41","modified_gmt":"2022-03-21T17:28:41","slug":"dia-internacional-para-a-eliminacao-da-discriminacao-racial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/dia-internacional-para-a-eliminacao-da-discriminacao-racial\/","title":{"rendered":"Dia Internacional para a Elimina\u00e7\u00e3o da Discrimina\u00e7\u00e3o Racial"},"content":{"rendered":"<figure class=\"article__image\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"didascalia_img\">Papa Francisco em Lesbos\u00a0 (AFP or licensors)<\/span><\/figure>\n<div class=\"article__meta audioInside\" data-mediatype=\"\">\n<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">O Dia Internacional para a Elimina\u00e7\u00e3o da Discrimina\u00e7\u00e3o Racial \u00e9 comemorado a cada 21 de mar\u00e7o desde 1966, convocado pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas para comemorar o massacre em Sharpeville, \u00c1frica do Sul. No ano passado, o Papa definiu o racismo como &#8220;um v\u00edrus que, em vez de desaparecer, se esconde&#8221;.<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text \">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Andrea De Angelis \u2013 Vatican News<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0s vezes o racismo tamb\u00e9m \u00e9 feito de sil\u00eancios. Olhares eloquentes que n\u00e3o podem esconder um julgamento discriminat\u00f3rio. As palavras ent\u00e3o refor\u00e7am conceitos que s\u00e3o os mais baixos que a ra\u00e7a humana pode expressar. Todos os anos, no dia 21 de mar\u00e7o, celebramos o Dia Internacional para a Elimina\u00e7\u00e3o da Discrimina\u00e7\u00e3o Racial. Em uma \u00e9poca de pandemia e com mais de uma guerra em curso &#8211; Ucr\u00e2nia, mas tamb\u00e9m Eti\u00f3pia, S\u00edria e I\u00eamen &#8211; este dia ganha um significado especial.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a e compartilhe<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-73097-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2022\/03\/21\/11\/136481476_F136481476.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2022\/03\/21\/11\/136481476_F136481476.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2022\/03\/21\/11\/136481476_F136481476.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O que aconteceu 62 anos atr\u00e1s<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O dia \u00e9 comemorado todos os anos nesta data para lembrar o que ocorreu em 21 de mar\u00e7o de 1960 na \u00c1frica do Sul. No auge do apartheid, a pol\u00edcia abriu fogo sobre um grupo de manifestantes negros, matando 69 e ferindo cerca de tr\u00eas vezes esse n\u00famero. Foi um epis\u00f3dio dram\u00e1tico, lembrado de forma indel\u00e9vel na hist\u00f3ria como o Massacre de Sharpeville. Ao proclamar este Dia Internacional em 1966, a Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas, em sua Resolu\u00e7\u00e3o 2142, enfatizou a necessidade de um maior compromisso para a elimina\u00e7\u00e3o de todas as formas de discrimina\u00e7\u00e3o racial. Uma miss\u00e3o que certamente n\u00e3o terminou.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Lembrando Desmond Tutu<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Dia se comemora menos de tr\u00eas meses ap\u00f3s a morte do arcebispo anglicano Desmond Tutu, que morreu em 26 de dezembro com a idade de 90 anos. Um s\u00edmbolo da luta contra o apartheid na \u00c1frica do Sul, ele ganhou o Pr\u00eamio Nobel da Paz em 1984. O Comit\u00ea do pr\u00eamio mais famoso do mundo citou seu &#8220;papel como uma figura unificadora na campanha para resolver o problema do apartheid na \u00c1frica do Sul&#8221;. Dois anos mais tarde, ele se tornou a primeira pessoa de pele negra a liderar a Igreja Anglicana na \u00c1frica do Sul: foi em 7 de setembro de 1986. O Arcebispo foi um homem de paz, um servo de Cristo e tamb\u00e9m inspirado pelo conceito africano de\u00a0<i>ubuntu<\/i>, que indica uma vis\u00e3o da sociedade na qual cada pessoa \u00e9 chamada a desempenhar um papel importante, com uma preocupa\u00e7\u00e3o natural pelos outros e, consequentemente, pela promo\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o da paz.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">As palavras do Papa Francisco<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O racismo \u00e9 um v\u00edrus que se transforma facilmente e, em vez de desaparecer, se esconde, mas est\u00e1 sempre \u00e0 espreita. As manifesta\u00e7\u00f5es de racismo renovam em n\u00f3s a vergonha, demonstrando que o progresso da sociedade n\u00e3o est\u00e1 assegurado de uma vez por todas&#8221;. Isto \u00e9 o que o Papa Francisco escreveu exatamente um ano atr\u00e1s em seu perfil no twitter, neste dia. N\u00e3o ao racismo, sim ao acolhimento dos migrantes. N\u00e3o aos nacionalismos, sim aos valores europeus e \u00e0 paz. Estes foram os conte\u00fados da mensagem de Francisco em sua audi\u00eancia com os participantes da Assembleia Plen\u00e1ria da Pontif\u00edcia Academia das Ci\u00eancias Sociais, em maio de 2019. A Igreja&#8221;, disse o Papa, &#8220;observa com preocupa\u00e7\u00e3o o ressurgimento, em todas as partes do mundo, de correntes agressivas contra os estrangeiros, especialmente os imigrantes, bem como aquele nacionalismo crescente que negligencia o bem comum&#8221;. Desta forma&#8221;, acrescentou, &#8220;h\u00e1 o risco de comprometer as formas de coopera\u00e7\u00e3o estabelecidas, prejudicando os objetivos das organiza\u00e7\u00f5es internacionais e impedindo a realiza\u00e7\u00e3o dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel&#8221; estabelecidos pela ONU. E novamente, em seu discurso aos participantes da confer\u00eancia Xenofobia, Racismo e Nacionalismo Populista no Contexto da Migra\u00e7\u00e3o Global, em setembro de 2018, o Papa declarou:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>\u201cVivemos em tempos em que sentimentos que pareciam ultrapassados para muitos parecem estar revivendo e se espalhando. Sentimentos de suspeita, medo, desprezo e at\u00e9 mesmo \u00f3dio para com indiv\u00edduos ou grupos considerados diferentes por causa de sua afilia\u00e7\u00e3o \u00e9tnica, nacional ou religiosa e, como tal, considerados n\u00e3o dignos o suficiente para participar plenamente da vida da sociedade. Com muita frequ\u00eancia, esses sentimentos inspiram atos de intoler\u00e2ncia, discrimina\u00e7\u00e3o ou exclus\u00e3o que minam seriamente a dignidade das pessoas envolvidas e seus direitos fundamentais, incluindo seu direito \u00e0 vida e \u00e0 integridade f\u00edsica e moral. Infelizmente, acontece tamb\u00e9m que o mundo da pol\u00edtica cede \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de explorar os medos ou as dificuldades objetivas de certos grupos e de usar promessas ilus\u00f3rias para interesses eleitorais m\u00edopes. A gravidade destes fen\u00f4menos n\u00e3o pode nos deixar indiferentes. Todos somos chamados, em nossas respectivas fun\u00e7\u00f5es, a cultivar e promover o respeito \u00e0 dignidade intr\u00ednseca de cada pessoa humana, come\u00e7ando pela fam\u00edlia &#8211; o lugar onde aprendemos desde muito jovens os valores de partilha, aceita\u00e7\u00e3o, fraternidade e solidariedade &#8211; mas tamb\u00e9m nos diversos contextos sociais em que atuamos\u201d.<\/i><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Absolutamente intoler\u00e1vel<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em junho passado, falando no debate urgente convocado hoje nas Na\u00e7\u00f5es Unidas em Genebra como parte da 43\u00aa sess\u00e3o do Conselho de Direitos Humanos, sobre o tema das &#8220;atuais viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos de inspira\u00e7\u00e3o racial, racismo sist\u00eamico, brutalidade policial e viol\u00eancia contra protestos pac\u00edficos&#8221;, o Observador Permanente da Santa S\u00e9, Arcebispo Ivan Jurkovi\u010d, exortou todos os Estados a &#8220;reconhecer, defender e promover os direitos humanos fundamentais de cada pessoa&#8221;, definindo a discrimina\u00e7\u00e3o racial como &#8220;absolutamente intoler\u00e1vel&#8221;.\u00a0 De fato, &#8220;todos os membros da fam\u00edlia humana, criados \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus&#8221;, observou ele, s\u00e3o &#8220;iguais em sua dignidade intr\u00ednseca, independentemente de ra\u00e7a, na\u00e7\u00e3o, g\u00eanero, origem, cultura ou religi\u00e3o&#8221;. Citando as palavras do Papa Francisco, dom Jurkovi\u010d lembrou que &#8220;n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel tolerar ou fechar os olhos a qualquer tipo de racismo ou forma de exclus\u00e3o social e, ao mesmo tempo, afirmar defender a sacralidade da vida humana&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Papa Francisco em Lesbos\u00a0 (AFP or licensors) O Dia Internacional para a Elimina\u00e7\u00e3o da Discrimina\u00e7\u00e3o Racial \u00e9 comemorado a cada 21 de mar\u00e7o desde 1966, convocado pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas para comemorar o massacre em Sharpeville, \u00c1frica do Sul. 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