{"id":72798,"date":"2022-03-04T09:53:30","date_gmt":"2022-03-04T12:53:30","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=72798"},"modified":"2022-03-04T11:57:23","modified_gmt":"2022-03-04T14:57:23","slug":"freiras-retiradas-da-ucrania-levam-jesus-sacramentado-consigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/freiras-retiradas-da-ucrania-levam-jesus-sacramentado-consigo\/","title":{"rendered":"Freiras retiradas da Ucr\u00e2nia levam Jesus sacramentado consigo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">As irm\u00e3s Mar\u00eda, Mar\u00eda Jes\u00fas e Antonia, mission\u00e1rias da Congrega\u00e7\u00e3o de Santo Domingo, moravam em Kiev, Ucr\u00e2nia. As tr\u00eas freiras foram retiradas do pa\u00eds na semana passada por causa da invas\u00e3o russa. Elas contaram \u00e0s Pontif\u00edcias Obras Mission\u00e1rias como foram as \u00faltimas horas antes de deixar a Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Entrevista a las misioneras dominicas espa\u00f1olas evacuadas de Kiev (Ucrania)\" width=\"696\" height=\"392\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bg5U_mtoNs8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mission\u00e1ria da congrega\u00e7\u00e3o de Santo Domingo, Antonia Estrada, tem 85 anos e h\u00e1 25 anos fundou\u00a0<em>Dim Ditey<\/em>, ou seja, &#8220;a casa das crian\u00e7as&#8221;, uma creche e um centro ecum\u00eanico para crian\u00e7as onde oferecem atividades depois da escola. Milhares de crian\u00e7as ucranianas de v\u00e1rias religi\u00f5es passaram por ela at\u00e9 quinta-feira, 24 de fevereiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c0s 5h30, Nastia, minha colega de trabalho, me liga, dizendo que est\u00e3o bombardeando ao lado de sua casa\u201d, explica Mar\u00eda Mayo, uma mission\u00e1ria de 72 anos da congrega\u00e7\u00e3o de Santo Domingo que morou na Ucr\u00e2nia por 10 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa entrevista publicada pelas Pontif\u00edcias Obras Mission\u00e1rias (POM), a freira disse que pouco depois suas irm\u00e3s da comunidade lhe disseram que o c\u00f4nsul tinha acabado de telefonar avisando que a situa\u00e7\u00e3o tinha mudado completamente e n\u00e3o podiam ficar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cE logo depois, a embaixadora [da Espanha na Ucr\u00e2nia] ligou, dizendo que a situa\u00e7\u00e3o era urgente. Que em meia hora t\u00ednhamos que estar na embaixada\u201d, lembrou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi quando a irm\u00e3 Ant\u00f4nia come\u00e7ou a recolher apressadamente as coisas da capela: \u201cL\u00e1 vi que t\u00ednhamos muitas eucaristias consagradas. E pensei: \u2018Meu Deus, o que fa\u00e7o?\u2019 N\u00e3o podemos consumir tudo isso. O que fa\u00e7o contigo? Vem, vamos e te levamos conosco\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, ela decidiu envolver as formas com muito cuidado e lev\u00e1-las com elas. \u201cJesus nos acompanhou sacramentalmente por todo o caminho\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo as POM, foi ent\u00e3o que come\u00e7ou o que elas chamam de &#8220;\u00eaxodo&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chegaram \u00e0 embaixada espanhola na Ucr\u00e2nia, onde houve muita confus\u00e3o, porque embora houvesse 137 espanh\u00f3is registrados, apareceram 309. &#8220;A embaixada fez todos os esfor\u00e7os por retirar inscritos e n\u00e3o inscritos\u201d, explica a freira, e destaca que o \u201ctrabalho foi impec\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEstou aqui [na Espanha] e n\u00e3o quero estar aqui. Eu quero estar em Kiev, mas n\u00e3o posso&#8221;, disse a irm\u00e3 Mar\u00eda, emocionada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;H\u00e1 muito tempo que a embaixada nos dizia que t\u00ednhamos de sair, mas sempre resistimos porque nunca sa\u00edmos da miss\u00e3o em lugar nenhum&#8221;, explica irm\u00e3 Mar\u00eda. As tr\u00eas freiras que fazem parte da comunidade que morava em Kiev j\u00e1 estiveram juntas na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo onde, apesar da situa\u00e7\u00e3o perigosa, abrigaram estrangeiros do local na miss\u00e3o e coordenaram a retirada deles com o Geos [Grupo de Opera\u00e7\u00f5es Especiais], mas decidiram ficar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Elas disseram que, se pudessem, voltariam &#8220;agora mesmo&#8221; \u00e0 Ucr\u00e2nia, mas dizem que querem estar onde s\u00e3o &#8220;mais \u00fateis&#8221; e &#8220;ajudam melhor&#8221;. &#8220;Eles nos tiraram porque somos velhinhas e n\u00e3o queremos ser um obst\u00e1culo [em um pa\u00eds em guerra]&#8221;, disse ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSa\u00edmos e as sirenes soaram para ir aos abrigos\u201d, disse a freira. \u2018Fomos buscando caminhos, estradas secund\u00e1rias, inclusive estradas de terra. Por muitos momentos tivemos que ir para o acostamento para que as ambul\u00e2ncias com feridos, caminh\u00f5es de soldados, com material de guerra pudessem passar\u2026\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos espanh\u00f3is que estava no comboio adoeceu e tiveram que voltar a um hospital para fazer um cateter.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo do caminho tamb\u00e9m encontraram muita solidariedade. Nos parques, os moradores colocavam grandes panelas de \u00e1gua no fogo para que quem passasse pudesse beber algo quente e tamb\u00e9m um pouco de comida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cH\u00e1 gestos de boa vontade de gente comum e corrente que somos todos, e a\u00ed v\u00edamos que somos filhos de Deus a caminho, sem saber das guerras, em busca da paz\u201d, diz irm\u00e3 Mar\u00cda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a viagem \u00e0 Pol\u00f4nia, a freira explicou o sofrimento ao ver como ficavam para tr\u00e1s as \u201cmulheres com seus filhos nos bra\u00e7os, nossas crian\u00e7as de Kiev. E n\u00f3s diz\u00edamos \u201calma de Cristo\u201d porque Deus veio conosco. E Deus est\u00e1 conosco.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cFicava com o cora\u00e7\u00e3o partido ao ver que eu podia sair e ver todas as pessoas que estavam l\u00e1 esperando\u2026 Sa\u00edmos como privilegiados s\u00f3 porque somos europeus\u201d, explica Antonia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cJesus fez o caminho conosco, e para Ele n\u00e3o h\u00e1 privilegiados. Para Jesus, todos somos privilegiados\u201d, destacou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As irm\u00e3s Mar\u00eda, Mar\u00eda Jes\u00fas e Antonia, mission\u00e1rias da Congrega\u00e7\u00e3o de Santo Domingo, moravam em Kiev, Ucr\u00e2nia. As tr\u00eas freiras foram retiradas do pa\u00eds na semana passada por causa da invas\u00e3o russa. Elas contaram \u00e0s Pontif\u00edcias Obras Mission\u00e1rias como foram as \u00faltimas horas antes de deixar a Ucr\u00e2nia. 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