{"id":72744,"date":"2022-02-24T16:48:44","date_gmt":"2022-02-24T19:48:44","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=72744"},"modified":"2022-02-24T16:48:44","modified_gmt":"2022-02-24T19:48:44","slug":"deixar-se-guiar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/deixar-se-guiar\/","title":{"rendered":"Deixar-se guiar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Cada ser humano que nasce se insere na hist\u00f3ria do mundo que conta com milhares de anos. Em todos os per\u00edodos da hist\u00f3ria, os humanos procuraram respostas para as suas necessidades b\u00e1sicas, para as rela\u00e7\u00f5es com os outros, com Deus, com a natureza. Perguntam sobre o sentido e o destino da vida.\u00a0 Ao mesmo tempo que cada um procura encontrar as suas respostas, sempre teve e ter\u00e1 pessoas que se apresentam como guias. \u00c9 o tema que Jesus trata com os disc\u00edpulos na liturgia do dominical (Eclesi\u00e1stico 27,5-8; Salmo 91(92), 1 Cor\u00edntios 15,54-58 e Lucas 6, 39-45).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus era reconhecido como mestre que ensinava com autoridade. Era comparado com outros mestres e era considerado superior. Tamb\u00e9m seu ensinamento encantava e maravilhava. N\u00e3o repetia o \u00f3bvio, mas trazia novidades. Jesus tinha os seus disc\u00edpulos aos quais estava preparando para serem enviados para ensinarem e serem guias. Se existe a busca pessoal de respostas, na verdade a busca se faz ouvindo, dialogando com outros. Neste contexto, quem se apresenta como guia tem um poder de influ\u00eancia muito grande. O guia pode orientar numa dire\u00e7\u00e3o segura ou levar o guiado ao trope\u00e7o. Jesus orienta os disc\u00edpulos na sua miss\u00e3o de guias apresentando dois princ\u00edpios: \u201cPode um cego guiar outro cego?\u201d e \u201cUm disc\u00edpulo n\u00e3o \u00e9 maior do que o mestre; todo disc\u00edpulo bem formado ser\u00e1 como o mestre\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em forma de mini par\u00e1bola ou prov\u00e9rbio, Jesus faz um alerta: \u201cPode um cego guiar outro cego?\u201d Colocar-se a guiar outros, em primeiro lugar, requer empenhar-se em adquirir sabedoria. O homem para ser guia de outro deve ter em si uma luz e uma riqueza, sen\u00e3o \u00e9 destinado a ser causa de ru\u00edna n\u00e3o s\u00f3 para os outros, mas tamb\u00e9m para si. O livro do Eclesi\u00e1stico faz compreender como se revela a cegueira do guia. \u201cQuando a gente sacode a peneira, ficam nela s\u00f3 os refugos; assim os defeitos de um homem aparecem no seu falar. Como o forno prova os vasos do oleiro, assim o homem \u00e9 provado em sua conversa. O fruto revela como foi cultivada a \u00e1rvore; assim, a palavra mostra o cora\u00e7\u00e3o do homem. N\u00e3o elogies a ningu\u00e9m, antes de ouvi-lo falar: pois \u00e9 no falar que o homem se revela\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O alerta em forma de prov\u00e9rbio de Jesus \u00e9 um convite para descobrir as cegueiras pessoais e as externas, tamb\u00e9m as da sociedade. Por motivos de acomoda\u00e7\u00e3o ou por raz\u00f5es defensivas n\u00e3o se pode esconder as cegueiras existentes. \u00c9 uma atitude que tem muitas consequ\u00eancias por levar as pessoas, em geral as mais fr\u00e1geis, por rumos que trazem preju\u00edzos para vida pessoal e para a sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em segundo lugar, Jesus diz que o guia deve ter um referencial, um mestre. Obviamente, neste caso, o Mestre ao qual Jesus faz refer\u00eancia \u00e9 Ele mesmo. \u00c9 um modelo alt\u00edssimo, perfeito ao qual nenhum guia humano poder\u00e1 chegar. Diante disso, os guias humanos sempre ser\u00e3o disc\u00edpulos com as marcas da humildade, sinceridade. A tarefa do guia n\u00e3o \u00e9 a de juiz e nem a de procurar defeitos nos outros. \u201cPor que v\u00eas tu o cisco no olho do teu irm\u00e3o?\u201d A tarefa \u00e9 ajudar as pessoas a serem boas. \u201cO homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu cora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No cotidiano da vida somos guiados e guiamos, somos disc\u00edpulos e mestres. As s\u00e1bias palavras de S\u00e3o Paulo aos Filipenses (cf. 2,15-16) s\u00e3o iluminadoras: \u201cComo astros no mundo v\u00f3s resplandeceis, mensagem de vida ao mundo anunciando; da vida a Palavra, com f\u00e9, proclamais, quais astros luzentes no mundo brilhais\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Cada ser humano que nasce se insere na hist\u00f3ria do mundo que conta com milhares de anos. Em todos os per\u00edodos da hist\u00f3ria, os humanos procuraram respostas para as suas necessidades b\u00e1sicas, para as rela\u00e7\u00f5es com os outros, com Deus, com a natureza. Perguntam sobre o sentido e o destino da vida.\u00a0 Ao mesmo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":55821,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-72744","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72744","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72744"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72744\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":72745,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72744\/revisions\/72745"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55821"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72744"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72744"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72744"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}