{"id":72310,"date":"2022-01-17T09:14:53","date_gmt":"2022-01-17T12:14:53","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=72310"},"modified":"2022-01-17T10:16:23","modified_gmt":"2022-01-17T13:16:23","slug":"a-cura-pela-palavra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-cura-pela-palavra\/","title":{"rendered":"A CURA PELA PALAVRA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Anos e anos ap\u00f3s seu nascimento, Freud ainda explica. Ou pelo menos tenta. Sua doutrina, a psican\u00e1lise, surgiu em 1896, ap\u00f3s sucessivas experi\u00eancias do grande cientista e escritor, de buscar novas alternativas de cura para dist\u00farbios psicol\u00f3gicos. Seus estudos partiram do princ\u00edpio de que somos movidos pelo inconsciente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A experi\u00eancia e doutrina freudiana revolucionou o tratamento psiqui\u00e1trico. Princ\u00edpio b\u00e1sico: saber ouvir. A cura estava no fluxo do inconsciente, atrav\u00e9s da palavra. Do desabafo. Nasceu aqui o div\u00e3 do psicanalista. A arte da escuta ganhou espa\u00e7o nos consult\u00f3rios m\u00e9dicos, at\u00e9 mesmo entre nazistas e psicopatas mais, que acompanharam o crescimento dessa nova ci\u00eancia humana. Diante dos impasses do comportamento pessoal, l\u00e1 estava Freud, com suas teorias e solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nada mudou. Apenas a unanimidade n\u00e3o \u00e9 a mesma. Hoje alguns ousam contradizer as teorias do grande psicanalista, apontando-lhe falhas e acusando-o de abusos e deslizes anti\u00e9ticos no processo de pesquisas. Dos questionamentos, um nos chama a aten\u00e7\u00e3o: por que a psican\u00e1lise faz mais sucesso entre cat\u00f3licos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A resposta \u00e9 simples. Antes, por\u00e9m, vamos aos fatos. Ainda engatinhando em seus princ\u00edpios e teorias, a psican\u00e1lise preenche uma grande car\u00eancia humana de aten\u00e7\u00e3o, afetividade, carinho, princ\u00edpios b\u00e1sicos da fraternidade apregoada pelo cristianismo. O panorama de sua receptividade \u00e9 maior entre povos latinos, em especial argentinos e brasileiros. Todavia, seu maior sucesso foi entre os franceses, onde a psican\u00e1lise tornou-se modismo e onde foram publicadas as maiores obras sobre o assunto. S\u00f3 agora, a psican\u00e1lise ganha o continente asi\u00e1tico, aonde chega embrulhada no rol das novidades que o Ocidente lhe oferece. Explica-se: entre os chineses, por exemplo, os valores da individualidade s\u00e3o experi\u00eancias recentes, descobertas de liberdade cujo confronto o Estado at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o permitia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 E da\u00ed, qual a rela\u00e7\u00e3o com o catolicismo? Nenhuma, se n\u00e3o existisse similaridade entre o div\u00e3 do psicanalista e o genuflex\u00f3rio do confession\u00e1rio. Nesse aspecto, as duas atividades, psican\u00e1lise e confiss\u00e3o, t\u00eam tudo a ver, s\u00e3o deveras id\u00eanticas, com uma diferen\u00e7a essencial: a \u00faltima redime por completo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Aqui se explica aquela verdade: quanto menor a fila do confession\u00e1rio, mais cheio o cofre dos psic\u00f3logos e psicanalistas. Quanto mais raramente o cat\u00f3lico busca sua reconcilia\u00e7\u00e3o pessoal, mais freq\u00fcentemente se confronta com seus conflitos e limita\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias do comportamento s\u00f3cio-cultural. A falta de sacerdotes predispostos ao atendimento espiritual, \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o do ato confessional, mesmo que em car\u00e1ter penitente, est\u00e1 levando muitos cat\u00f3licos a engrossarem as filas da psican\u00e1lise. Eis o porque desse sucesso entre os cat\u00f3licos, raz\u00e3o que merece muito mais cr\u00edticas do que aplausos, pois denuncia claramente a permuta de um sacramento por um modismo. Nada contra os psiquiatras ou psic\u00f3logos de plant\u00e3o. Eles possuem espa\u00e7o e valores indubit\u00e1veis na sociedade. Ressalto somente uma constata\u00e7\u00e3o \u00f3bvia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Para citar Jesus &#8211; o pai da psican\u00e1lise e psiquiatra por excel\u00eancia &#8211; reporto aqui sua palavra, a verdadeira palavra que cura: \u201cO importante n\u00e3o \u00e9 o que entra, mas o que sai da boca do homem\u201d. A palavra, esta n\u00e3o s\u00f3 cura, mas igualmente cria e explica. Pois, no princ\u00edpio, Deus disse&#8230; E tudo se fez.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Anos e anos ap\u00f3s seu nascimento, Freud ainda explica. Ou pelo menos tenta. Sua doutrina, a psican\u00e1lise, surgiu em 1896, ap\u00f3s sucessivas experi\u00eancias do grande cientista e escritor, de buscar novas alternativas de cura para dist\u00farbios psicol\u00f3gicos. Seus estudos partiram do princ\u00edpio de que somos movidos pelo inconsciente. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A experi\u00eancia e doutrina freudiana [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":55826,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-72310","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72310","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72310"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72310\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":72311,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72310\/revisions\/72311"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55826"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72310"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72310"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72310"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}