{"id":71473,"date":"2021-11-22T09:30:02","date_gmt":"2021-11-22T12:30:02","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=71473"},"modified":"2021-11-22T14:31:05","modified_gmt":"2021-11-22T17:31:05","slug":"negritude-e-consciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/negritude-e-consciencia\/","title":{"rendered":"NEGRITUDE E CONSCI\u00caNCIA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0Se voc\u00ea vai desistir dessa leitura, baseado apenas no t\u00edtulo espere um pouco, continue. N\u00e3o \u00e9 desse tema conflituoso e por demais contradit\u00f3rio que desejo falar, mas de algo muito mais construtivo que a abordagem de um assunto cuja data comemorativa nada tem para se comemorar. A negritude da data \u00e9 exatamente isso, falta de consci\u00eancia, de clarivid\u00eancia, de vis\u00e3o sem demagogia. A consci\u00eancia nos aponta erros. A clarivid\u00eancia amplia nossos horizontes e nos faz enxergar com a plenitude da consci\u00eancia s\u00e3. J\u00e1 a demagogia nos ensina a falar, agir ou mesmo nos omitir com a falsidade de nossas a\u00e7\u00f5es \u201cpra ingl\u00eas ver\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nada se constr\u00f3i de bom quando trabalhado superficialmente, \u00e0s pressas, no af\u00e3 de um ide\u00e1rio politicamente correto, como bem definimos hoje tantas e tantas a\u00e7\u00f5es socialmente defendidas, mas nunca assimiladas individualmente. Dizer, por exemplo, que nosso pa\u00eds n\u00e3o tolera preconceitos, racismos ou outras balelas, \u00e9 uma tremenda mentira. Sabemos disso. Mas tamb\u00e9m ter essa consci\u00eancia e cruzar os bra\u00e7os \u00e9 covardia. As ra\u00edzes dessas quest\u00f5es est\u00e3o bem lacradas no \u00edntimo de cada um, ou seja, na pr\u00f3pria consci\u00eancia. Assumir essa ou aquela identidade, defender esse ou aquele argumento, seguir essa ou aquela op\u00e7\u00e3o social ou religiosa, ser contra isso e a favor daquilo, vai de uma faculdade meramente particular, individual, a liberdade de escolha que rege nossas a\u00e7\u00f5es. Se ainda existem divis\u00f5es racistas, classistas, de cren\u00e7as, de sexo&#8230;, estas pertencem unicamente \u00e0s escolhas que fazemos. E toda e qualquer escolha \u00e9 feita livremente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Esta \u00e9 a raz\u00e3o das nossas divis\u00f5es, a consci\u00eancia. Se esta for negra, vivenciar a negritude de atos preconceituosos, de separa\u00e7\u00e3o de ra\u00e7as e credos, de acordo com o cl\u00e3 ou o grupo social do qual faz parte, em nada alterar\u00e1 sua maneira de pensar, de agir. Percebe o contradit\u00f3rio da data, da comemora\u00e7\u00e3o for\u00e7ada a que ela nos submete? N\u00e3o h\u00e1 porque elitizar ou defender um \u00fanico povo, quando somos membros de uma \u00fanica ra\u00e7a. Ent\u00e3o soaria mais humano se esta comemora\u00e7\u00e3o se denominasse Dia da Consci\u00eancia Humana. Dar-se-ia maiores passos para uma celebra\u00e7\u00e3o genuinamente fraterna, de congratula\u00e7\u00f5es universais, de comemora\u00e7\u00e3o ao dom da vida, aos valores mais intr\u00ednsecos da ra\u00e7a humana. Deixar\u00edamos de lado as separa\u00e7\u00f5es ainda absurdas de uma ra\u00e7a que se v\u00ea pela cor dos olhos, pela tez branca, amarela, negra ou parda, pela beleza embutida no cabelo encaracolado, pixaim ou loiro, ou mesmo a negritude presente nas cabeleiras vastas e brilhantes de nossos ind\u00edgenas ou asi\u00e1ticos. A beleza \u00e9 dom humano, independentemente de suas ra\u00e7as ou etnias. Todos somos belos diante de Deus, pois este olhou-nos na origem e \u201cviu que tudo era belo, era bom\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A consci\u00eancia desse \u201cbelo\u201d vai da pureza de nossos cora\u00e7\u00f5es. Quem ama n\u00e3o enxerga defeitos, n\u00e3o olha s\u00f3 o exterior, mas interioriza seus sentimentos com respeito e afei\u00e7\u00e3o. Isso se chama fraternidade, o sentimento quase em desuso entre os povos. Essa \u00e9 a consci\u00eancia que nos falta. Uma data para se celebrar n\u00e3o nossas diferen\u00e7as, mas o que de comum ainda temos seria a mais bela tomada de consci\u00eancia da nossa irmandade enquanto ra\u00e7a, enquanto filhos de um \u00fanico Pai. Pior do que estigmatizar uma \u00fanica ra\u00e7a, pedindo-lhes respeito, temos antes que reconhecer a negritude das nossas almas, mesmo quando ocupantes belos e portentosos corpos negros. Ou a pureza das almas que dominam a inoc\u00eancia e ingenuidade de muitos negros. Nossa negritude est\u00e1 na cabe\u00e7a, n\u00e3o na pele. Na consci\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0Se voc\u00ea vai desistir dessa leitura, baseado apenas no t\u00edtulo espere um pouco, continue. N\u00e3o \u00e9 desse tema conflituoso e por demais contradit\u00f3rio que desejo falar, mas de algo muito mais construtivo que a abordagem de um assunto cuja data comemorativa nada tem para se comemorar. 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