{"id":71136,"date":"2021-11-05T09:55:12","date_gmt":"2021-11-05T12:55:12","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=71136"},"modified":"2021-11-05T13:56:13","modified_gmt":"2021-11-05T16:56:13","slug":"deus-a-luz-que-nos-impede-de-desistir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/deus-a-luz-que-nos-impede-de-desistir\/","title":{"rendered":"Deus: a luz que nos impede de desistir"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"subtitle\" style=\"text-align: justify;\">Um testemunho impactante de f\u00e9 e supera\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante muito tempo, estive em uma caverna escura, fria. Sempre era amedrontada pelos meus maiores monstros e me recusava a acreditar que fora dali algo melhor me esperava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tinha medo de me machucar, medo de n\u00e3o ser aceita, n\u00e3o conseguia acreditar que poderia fazer algo de \u00fatil, que era algu\u00e9m importante ou que qualquer pessoa poderia se importar comigo. Ent\u00e3o corri para o lugar mais afastado do que qualquer outro, achei que, longe de todos os meus problemas, eu encontraria paz. Por\u00e9m, quando entrei naquela caverna, os medos se materializaram, e o que deixei para tr\u00e1s veio para me fazer companhia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fiquei presa, n\u00e3o conseguia achar a sa\u00edda, andava de um lado para o outro procurando uma porta, chorava, gritava, mas ningu\u00e9m me ouvia. Me sentia sufocada e, \u00e0s vezes, n\u00e3o conseguia respirar. Sentia tanto frio que pensava na hip\u00f3tese de congelar, quase enlouqueci.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de tanto lutar contra aquela caverna, eu desisti; me entreguei \u00e0quele pesadelo convencida de que teria que passar o resto da minha vida presa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em apenas mais um dia, enquanto chorava, uma pequena luz se acendeu. Ent\u00e3o, ouvi uma voz me chamando, mas tive medo, me encolhi ainda mais. A voz continuou insistindo, percebi como era suave, tranquilizante, doce e acolhedora, imposs\u00edvel de se resistir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos poucos, fui tendo aquela vontade incontrol\u00e1vel de a seguir. Comecei engatinhando, depois com muita dificuldade me coloquei de p\u00e9 e, aos trope\u00e7os, fui andando at\u00e9 aquela luz que se acendeu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto mais andava, mais a luz me cegava. Tive de vontade de voltar, mas a voz continuava a me chamar, ent\u00e3o respirei fundo e continuei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante alguns instantes, n\u00e3o consegui enxergar nada, mas a medida que meus olhos iam se acostumando com a claridade, ia percebendo como tudo era t\u00e3o diferente, t\u00e3o lindo, t\u00e3o maravilhoso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem saber o porqu\u00ea comecei a chorar. Um choro com uma sensa\u00e7\u00e3o que h\u00e1 muito tempo n\u00e3o sentia, uma alegria t\u00e3o grande que chorava e sorria ao mesmo tempo. Ent\u00e3o, uma paz me preencheu de forma inexplic\u00e1vel no meio disso tudo, na mistura entre os sons dos meus solu\u00e7os, meus risos e tudo o que havia fora da caverna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ouvi a voz dizendo: \u201cFilha, esse \u00e9 apenas o come\u00e7o para tudo que tenho preparado para voc\u00ea, tenho o mundo para te entregar, mas voc\u00ea se esconde e se recusa a me ouvir, cabe a voc\u00ea escolher onde quer morar. N\u00e3o posso dizer que tudo ser\u00e1 flores, pois muitas vezes voc\u00ea ter\u00e1 que lidar com os espinhos, mas eu estarei contigo e nunca se sentir\u00e1 mais s\u00f3.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde ent\u00e3o, nunca mais pensei em olhar para tr\u00e1s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/psico.talitarodrigues\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Talita Rodrigues<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um testemunho impactante de f\u00e9 e supera\u00e7\u00e3o Durante muito tempo, estive em uma caverna escura, fria. Sempre era amedrontada pelos meus maiores monstros e me recusava a acreditar que fora dali algo melhor me esperava. 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