{"id":70843,"date":"2021-10-23T09:05:04","date_gmt":"2021-10-23T12:05:04","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=70843"},"modified":"2021-10-22T11:06:34","modified_gmt":"2021-10-22T14:06:34","slug":"sentir-com-a-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sentir-com-a-igreja\/","title":{"rendered":"SENTIR COM A IGREJA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Amar a Igreja Cat\u00f3lica \u00e9 uma marca de todo verdadeiro crist\u00e3o! Quem ama a Igreja, ama o Papa e, consequentemente, a Deus nosso Pai. Assim deve ser nosso amor filial ao Papa tamb\u00e9m, na pessoa do amado Papa Francisco, gloriosamente governando a Igreja de Cristo. Amar e respeitar o Papa \u00e9 estar em comunh\u00e3o com a Igreja que \u00e9 M\u00e3e e Mestra, sempre seguindo seus passos, aprendendo dela em todos os \u00e2mbitos, seja econ\u00f4mico, social e\/ou pol\u00edtico. Vivemos um momento de muita polariza\u00e7\u00e3o no Brasil. Discutir ideias \u00e9 salutar e um direito de todos os brasileiros. At\u00e9 onde chegam as discuss\u00f5es e onde come\u00e7am as viol\u00eancias? Somos chamados a construir pontes em meio a tantas divis\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O amor \u00e0 Igreja perpassa pelo amor ao Papa, com isso na obedi\u00eancia ao Papa e ao Col\u00e9gio Episcopal. Professamos a nossa f\u00e9 cat\u00f3lica. Somos cat\u00f3licos e devemos assumir todo o dep\u00f3sito da f\u00e9 \u00e0 luz do Magist\u00e9rio Pontif\u00edcio. Confiamos em uma Igreja de mais de dois mil anos, fundada pelo pr\u00f3prio Cristo na pessoa de Pedro. N\u00e3o s\u00f3 do tempo decorre a sabedoria da Igreja, mas tamb\u00e9m de seu car\u00e1ter colegiado, ou seja, n\u00e3o de uma \u00fanica pessoa, mas de um grupo que se dedica a direcionar o povo de Deus no caminho da santidade. Decorre, sobretudo, da ilumina\u00e7\u00e3o divina concedida ao Papa e aos Bispos. Com efeito, diz o C\u00f3digo de Direito Can\u00f4nico que, \u201cassim como, por disposi\u00e7\u00e3o do Senhor, S\u00e3o Pedro e os outros Ap\u00f3stolos constituem um col\u00e9gio, de forma semelhante est\u00e3o entre si unidos o Romano Pont\u00edfice e os Bispos, sucessores dos Ap\u00f3stolos\u201d (C\u00e2n. 330).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa \u00e9 aquele que d\u00e1 continuidade \u00e0 tarefa que o pr\u00f3prio Senhor concedeu a Pedro, de pastor da Igreja no mundo todo, e em raz\u00e3o do cargo tem poder ordin\u00e1rio, supremo, pleno, imediato e universal, que pode exercer livremente na Igreja. Para cumprimento deste dever, o Pont\u00edfice \u201c\u00e9 assistido pelos Bispos, que o podem ajudar com a sua coopera\u00e7\u00e3o por diversas formas, entre as quais o S\u00ednodo dos Bispos. Auxiliam-no tamb\u00e9m os Padres Cardeais, e ainda outras pessoas e v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es segundo as necessidades dos tempos; todas estas pessoas e institui\u00e7\u00f5es, em nome e por autoridade dele, desempenham a miss\u00e3o que lhes foi confiada, para o bem de todas as Igrejas\u201d (C\u00e2n. 334).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00a0autoridade do Papa\u00a0alcan\u00e7a as dioceses, nas quais confia tamb\u00e9m aos bispos o exerc\u00edcio do poder conforme a atua\u00e7\u00e3o de cada um. \u201cA diocese \u00e9 a por\u00e7\u00e3o do povo de Deus que \u00e9 confiada ao Bispo para ser apascentada com a coopera\u00e7\u00e3o do presbit\u00e9rio\u201d (C\u00e2n. 369). Os bispos s\u00e3o sucessores dos ap\u00f3stolos, constitu\u00eddos para serem mestres da doutrina, sacerdotes do culto sagrado e ministros da governa\u00e7\u00e3o (C\u00e2n. 375). Recebem a miss\u00e3o de pastores Igreja, a quem cabe ensinar e governar, conforme a necessidade de cada povo, mas sempre em comunh\u00e3o hier\u00e1rquica com o Sumo Pont\u00edfice e os membros do Col\u00e9gio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Compreendida a sucess\u00e3o divina de Pedro pelo Papa e a atribui\u00e7\u00e3o que lhe cabe de confiar aos bispos o pastoreio de cada diocese, saberemos que aquele que recebe a Ordem Sagrada do Sacramento n\u00e3o percebe essa hierarquia como um regime de poder absoluto, mas sim como um v\u00ednculo de obedi\u00eancia a Cristo. Os padres e bispos est\u00e3o ligados ao Senhor e observam o Romano Pont\u00edfice como ponto de refer\u00eancia e de comunh\u00e3o da\u00a0Igreja. O Pont\u00edfice Romano \u00e9 guardi\u00e3o da obedi\u00eancia a Cristo e est\u00e1 vinculado aos bispos e padres atrav\u00e9s da hierarquia, que se conectam aos fi\u00e9is por uma Igreja una, santa, cat\u00f3lica e apost\u00f3lica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, como cat\u00f3licos devemos aprender e escutar a Igreja que fala por meio do Papa e seus Bispos. Reproduzo a nota Doutrinal de S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, em sua audi\u00eancia do dia 21 de novembro de 2002, de grande atualidade:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA f\u00e9 em Jesus Cristo, que Se definiu a Si mesmo \u201co caminho, a verdade e a vida\u201d (Jo 14,6), exige dos crist\u00e3os o esfor\u00e7o de se empenharem mais decididamente na constru\u00e7\u00e3o de uma cultura que, inspirada no Evangelho, reproponha o patrim\u00f3nio de valores e conte\u00fados da Tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica. A necessidade de apresentar em termos culturais modernos o fruto da heran\u00e7a espiritual, intelectual e moral do catolicismo torna-se extremamente urgente e inadi\u00e1vel, at\u00e9 para se evitar o risco de uma di\u00e1spora cultural dos cat\u00f3licos. Por outro lado, a espessura cultural alcan\u00e7ada e a madura experi\u00eancia de empenho pol\u00edtico que os cat\u00f3licos, em diversos pa\u00edses, souberam exprimir, sobretudo nas d\u00e9cadas a seguir \u00e0 segunda guerra mundial, n\u00e3o permite p\u00f4-los em nenhum complexo de inferioridade relativamente a outras propostas que a hist\u00f3ria recente mostrou serem fracas ou radicalmente falimentares. \u00c9 insuficiente e redutivo pensar que o empenho social dos cat\u00f3licos possa limitar-se a uma simples transforma\u00e7\u00e3o das estruturas, porque, n\u00e3o existindo na sua base uma cultura capaz de acolher, justificar e projectar as inst\u00e2ncias que derivam da f\u00e9 e da moral, as transforma\u00e7\u00f5es apoiar-se-iam sempre em alicerces fr\u00e1geis.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A f\u00e9 nunca pretendeu manietar num esquema r\u00edgido os conte\u00fados socio-pol\u00edticos, bem sabendo que a dimens\u00e3o hist\u00f3rica, em que o homem vive, imp\u00f5e que se admita a exist\u00eancia de situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o perfeitas e, em muitos casos, em r\u00e1pida mudan\u00e7a. Neste \u00e2mbito, h\u00e1 que recusar as posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e os comportamentos que se inspiram numa vis\u00e3o ut\u00f3pica que, ao transformar a tradi\u00e7\u00e3o da f\u00e9 b\u00edblica numa esp\u00e9cie de profetismo sem Deus, instrumentaliza a mensagem religiosa, orientando a consci\u00eancia para uma esperan\u00e7a unicamente terrena que anula ou redimensiona a tens\u00e3o crist\u00e3 para a vida eterna.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ao mesmo tempo, a Igreja ensina que n\u00e3o existe aut\u00eantica liberdade sem a verdade. \u201cVerdade e liberdade ou se conjugam juntas ou miseramente juntas desaparecem\u201d, escreveu Jo\u00e3o Paulo II. Numa sociedade onde a verdade n\u00e3o for prospectada e n\u00e3o se procurar alcan\u00e7\u00e1-la, resultar\u00e1 tamb\u00e9m enfraquecida toda a forma de exerc\u00edcio aut\u00eantico de liberdade, abrindo-se o caminho a um libertinismo e individualismo, prejudiciais \u00e0 tutela do bem da pessoa e da inteira sociedade.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A tal prop\u00f3sito, conv\u00e9m recordar uma verdade que hoje nem sempre \u00e9 bem entendida ou formulada com exactid\u00e3o na opini\u00e3o p\u00fablica corrente; a de que o direito \u00e0 liberdade de consci\u00eancia e, de modo especial, \u00e0 liberdade religiosa, proclamado pela Declara\u00e7\u00e3o\u00a0Dignitatis humanae\u00a0do Conc\u00edlio Vaticano II, est\u00e1 fundado sobre a dignidade ontol\u00f3gica da pessoa humana e, de maneira nenhuma, sobre uma inexistente igualdade entre as religi\u00f5es e os sistemas culturais humanos<a name=\"_ftnref28\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/roman_curia\/congregations\/cfaith\/documents\/rc_con_cfaith_doc_20021124_politica_po.html#_ftn28\">[28]<\/a>. Nesta linha, o Papa Paulo VI afirmou que \u201co Conc\u00edlio, de modo nenhum, funda um tal direito \u00e0 liberdade religiosa sobre o facto de que todas as religi\u00f5es e todas as doutrinas, mesmo err\u00f3neas, tenham um valor mais ou menos igual; funda-o, inv\u00e9s, sobre a dignidade da pessoa humana, que exige que n\u00e3o se a submeta a constri\u00e7\u00f5es exteriores, tendentes a coarctar a consci\u00eancia na procura da verdadeira religi\u00e3o e na ades\u00e3o \u00e0 mesma\u201d<a name=\"_ftnref29\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/roman_curia\/congregations\/cfaith\/documents\/rc_con_cfaith_doc_20021124_politica_po.html#_ftn29\">[29]<\/a>. A afirma\u00e7\u00e3o da liberdade de consci\u00eancia e da liberdade religiosa n\u00e3o est\u00e1, portanto, de modo nenhum em contradi\u00e7\u00e3o com a condena\u00e7\u00e3o que a doutrina cat\u00f3lica faz do indiferentismo e do relativismo religioso<a name=\"_ftnref30\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/roman_curia\/congregations\/cfaith\/documents\/rc_con_cfaith_doc_20021124_politica_po.html#_ftn30\">[30]<\/a>; pelo contr\u00e1rio, \u00e9 plenamente coerente com ela.\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0As orienta\u00e7\u00f5es contidas na Nota\u00a0ajudam a iluminar um dos mais importantes aspectos da unidade de vida do crist\u00e3o: a coer\u00eancia entre a f\u00e9 e a vida, entre o Evangelho e a cultura, recomendada pelo Conc\u00edlio Vaticano II. Este exorta os fi\u00e9is \u201ca cumprirem fielmente os seus deveres temporais, deixando-se conduzir pelo esp\u00edrito do evangelho. Afastam-se da verdade aqueles que, pretextando que n\u00e3o temos aqui cidade permanente, pois demandamos a futura, cr\u00eaem poder, por isso mesmo, descurar as suas tarefas temporais, sem se darem conta de que a pr\u00f3pria f\u00e9, de acordo com a voca\u00e7\u00e3o de cada um, os obriga a um mais perfeito cumprimento delas\u201d. Queiram os fi\u00e9is \u201cpoder exercer as suas atividades terrenas, unindo numa s\u00edntese vital todos os esfor\u00e7os humanos, familiares, profissionais, cient\u00edficos e t\u00e9cnicos, com os valores religiosos, sob cuja alt\u00edssima jerarquia tudo coopera para a gl\u00f3ria de Deus\u201d\u201d. <\/em>(<a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/roman_curia\/congregations\/cfaith\/documents\/rc_con_cfaith_doc_20021124_politica_po.html\">https:\/\/www.vatican.va\/roman_curia\/congregations\/cfaith\/documents\/rc_con_cfaith_doc_20021124_politica_po.html<\/a> , acessado em 18\/10\/2021).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devemos orar e pedir a orienta\u00e7\u00e3o e condu\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, para que nossa f\u00e9 seja multiplicada diante das tempestades e para que nossos atos santifiquem a Igreja de Cristo. Lembremos que diversos foram os ataques a Cristo e aos seus seguidores no decorrer da hist\u00f3ria da Igreja: mortes, inj\u00farias, cal\u00fanias, mart\u00edrio e viol\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amar a Igreja Cat\u00f3lica \u00e9 uma marca de todo verdadeiro crist\u00e3o! Quem ama a Igreja, ama o Papa e, consequentemente, a Deus nosso Pai. Assim deve ser nosso amor filial ao Papa tamb\u00e9m, na pessoa do amado Papa Francisco, gloriosamente governando a Igreja de Cristo. 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