{"id":70594,"date":"2021-10-15T09:31:08","date_gmt":"2021-10-15T12:31:08","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=70594"},"modified":"2021-10-15T12:36:14","modified_gmt":"2021-10-15T15:36:14","slug":"a-familia-brasileira-de-joao-paulo-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-familia-brasileira-de-joao-paulo-i\/","title":{"rendered":"A fam\u00edlia brasileira de Jo\u00e3o Paulo I"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">Dois primos separados pela migra\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, Bortola Tancon, m\u00e3e de Albino Luciani, nunca deixou de se corresponder com Giovanni Valentino Tancon, que fixou resid\u00eancia em Santa Catarina. A neta de Giovanni voltou a reunir a fam\u00edlia encontrando-se com Jo\u00e3o Paulo I.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/10\/15\/A1.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.1000.563.jpeg\" alt=\"Iria em audi\u00eancia com Jo\u00e3o Paulo I um dia ap\u00f3s ser eleito\" \/><\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text \">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Bianca Fraccalvieri \u2013 Cidade do Vaticano<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a migra\u00e7\u00e3o italiana deu um Papa \u00e0 Argentina, deu tamb\u00e9m uma fam\u00edlia brasileira a Jo\u00e3o Paulo I.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nossa hist\u00f3ria come\u00e7a em 1897, a primeira onda migrat\u00f3ria que uniu a It\u00e1lia ao Brasil. Neste caso, mais precisamente a regi\u00e3o do V\u00eaneto com o Estado de Santa Catarina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi ali, na Col\u00f4nia Luiz Alves, que se estabeleceu um ramo da fam\u00edlia Tancon, sobrenome da m\u00e3e de Albino Luciani: Bortola Tancon.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar da dist\u00e2ncia, Bortola sempre manteve correspond\u00eancia com seu primo, Giovanni Valentino Tancon, pois eram como irm\u00e3os, tendo crescido juntos em Canale d\u2019Agordo, terra natal de Jo\u00e3o Paulo I. E foi justamente a neta de Giovanni, Iria, que viria a restabelecer o elo com a fam\u00edlia de origem ao visitar a It\u00e1lia e o ano n\u00e3o poderia ter sido mais providencial: 1978.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a o depoimento de Iria Tancon<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEu o encontrei pela primeira vez em maio de 1978 em Roma, quando ele veio para uma visita ao Vaticano, e me convidou para almo\u00e7ar com ele l\u00e1 nas irm\u00e3s de Santa Dorot\u00e9ia, em Forte Boccea. Foi a\u00ed que eu o conheci. Eu, toda t\u00edmida, com receio, imagina eu ia encontrar o patriarca. Quando ele chegou \u00e0 sala para almo\u00e7ar, juntamente com a sobrinha dele<b>,\u00a0<\/b>Lina Petri, era como se eu o conhecesse a vida toda, era uma pessoa de uma simplicidade, de um carinho, um s\u00e1bio na sua simplicidade. E a\u00ed conversamos de tudo, conversamos inclusive da viagem que ele tinha feito ao Brasil &#8211; e que n\u00e3o tinha procurado os parentes e n\u00e3o tinha encontrado &#8211; e esses parentes n\u00e3o estavam justamente no Estado em que ele esteve, porque ele esteve em S\u00e3o Paulo e Rio Grande do Sul, pulou justamente o Estado de Santa Catarina. Conversamos muito e a partir da\u00ed nasceu um carinho, e uma rela\u00e7\u00e3o de espiritualidade realmente muito grande entre n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando veio a Roma para o Conclave, telefonei para ele para combinarmos uma janta e ele me prometeu: \u201cIria, assim que terminar o Conclave, agora eu n\u00e3o posso &#8211; ele era o presidente da CEI &#8211; preciso estar aqui para organiza\u00e7\u00e3o, mas assim que terminar, antes de subir para Veneza, n\u00f3s vamos jantar juntos\u201d. E infelizmente ou felizmente, quando terminou o Conclave, ele saiu Papa, a\u00ed n\u00e3o tivemos mais essa oportunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu estava na Pra\u00e7a naquele momento em que foi anunciado a sua elei\u00e7\u00e3o, no\u00a0<i>Habemus Papam<\/i>. Eu n\u00e3o posso descrever qual foi a minha emo\u00e7\u00e3o. Estava vivenciando como uma jovem, naquele tempo, um momento hist\u00f3rico particular e diria, depois que soube o nome, um momento familiar assim de grande intensidade. Foi uma emo\u00e7\u00e3o incontida, foi uma emo\u00e7\u00e3o que voc\u00eas eu acho que entendem, n\u00e9? N\u00e3o tem palavras para descrever. E depois no dia seguinte, no\u00a0<i>Angelus,<\/i>\u00a0eu estive tamb\u00e9m&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu irm\u00e3o, &#8220;Zio&#8221; Berto, ent\u00e3o me levou na audi\u00eancia privada da fam\u00edlia, junto com os seus. E quando ele veio ao meu encontro na sala de audi\u00eancia l\u00e1 do Vaticano, de longe j\u00e1 disse: \u201cGrazie Iria del telegrama\u201d. Imagina, no meio de tantos telegramas que ele recebeu, lembrar do meu telegrama que havia mandado por ocasi\u00e3o da sua elei\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa simplicidade n\u00e3o me deixou encabulada. E ele veio ao meu encontro, a\u00ed pudemos conversar, e depois ele mandou pelo Tio Berto todos os jornais da elei\u00e7\u00e3o e da entroniza\u00e7\u00e3o que eu trouxesse para o meu pai, aqui para fam\u00edlia. Ent\u00e3o, ele era uma pessoa mesmo de fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E eu gostaria tamb\u00e9m de dizer que n\u00f3s aqui no Brasil, a fam\u00edlia, mas n\u00e3o s\u00f3, as pessoas t\u00eam uma venera\u00e7\u00e3o muito grande pelo Dom Albino. Ele cativou o nosso povo e mundo todo. Por isso, em 2010\/2011, quando teve o ano da It\u00e1lia no Brasil, esta Chiesetta n\u00f3s consagramos ao Cristo dos Alpes, mas dedicamos a Dom Albino Luciani, ao Papa Sorriso. Ent\u00e3o hoje o Papa Sorriso tem uma Chiesetta que o recorda, onde celebramos sempre a sua mem\u00f3ria e a ele n\u00f3s pedimos sempre a intercess\u00e3o pelo nosso povo, pela nossa gente e pelo mundo todo. E ele, sorrindo, sempre nos aben\u00e7oa.&#8221;<\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--photo\">\n<figure style=\"text-align: justify;\"><picture><img decoding=\"async\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/10\/15\/A3.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" alt=\"A igreja dedicada a Dom Albino Luciani\" data-original=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/10\/15\/A3.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" data-was-processed=\"true\" \/><\/picture><\/figure>\n<div class=\"photo_embed--Title\" style=\"text-align: justify;\">A igreja dedicada a Dom Albino Luciani<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois primos separados pela migra\u00e7\u00e3o. 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