{"id":70499,"date":"2021-10-13T08:59:14","date_gmt":"2021-10-13T11:59:14","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=70499"},"modified":"2021-10-13T13:02:26","modified_gmt":"2021-10-13T16:02:26","slug":"o-papa-ser-catolico-significa-abrir-se-a-todos-os-povos-e-culturas-de-todos-os-tempos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-papa-ser-catolico-significa-abrir-se-a-todos-os-povos-e-culturas-de-todos-os-tempos\/","title":{"rendered":"O Papa: ser cat\u00f3lico significa abrir-se a todos os povos e culturas de todos os tempos"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">O Papa sublinhou a necessidade de &#8220;respeitar a origem cultural de cada pessoa, colocando-a num espa\u00e7o de liberdade que n\u00e3o seja restringido por qualquer imposi\u00e7\u00e3o ditada por uma \u00fanica cultura predominante&#8221;. Ser cat\u00f3lico &#8220;n\u00e3o \u00e9 uma denomina\u00e7\u00e3o sociol\u00f3gica para nos distinguir dos outros crist\u00e3os; cat\u00f3lico \u00e9 um adjetivo que significa universal, catolicidade, universalidade&#8221;.<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text \">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Mariangela Jaguraba &#8211; Vatican News<\/b><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Audi\u00eancia Geral 13 de outubro de 2021\" width=\"696\" height=\"392\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fPU83qxU1kU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A liberdade crist\u00e3, fermento universal de liberta\u00e7\u00e3o&#8221; foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audi\u00eancia Geral desta quarta-feira (13\/10), na Sala Paulo VI, no Vaticano, onde se reuniram milhares de fi\u00e9is.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a e compartilhe<\/div>\n<div>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-70499-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2021\/10\/13\/11\/136215382_F136215382.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2021\/10\/13\/11\/136215382_F136215382.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2021\/10\/13\/11\/136215382_F136215382.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dando continuidade ao ciclo de catequeses sobre a\u00a0<i>Carta aos G\u00e1latas<\/i>, o Papa sublinhou que &#8220;S\u00e3o Paulo considera o \u00e2mago da liberdade o fato de que, com a morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo, fomos libertados da escravid\u00e3o do pecado e da morte. Com outras palavras: somos livres porque fomos libertados, libertados pela gra\u00e7a, n\u00e3o por pagamento, libertados pelo amor, que se torna a lei suprema e nova da vida crist\u00e3. O amor. Somos livres porque fomos libertados gratuitamente. Este \u00e9 o ponto-chave&#8221;.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Uma f\u00e9 que n\u00e3o \u00e9 f\u00e9 \u00e9 mundanidade<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Francisco, &#8220;esta novidade de vida nos abre para acolher cada povo e cultura e, ao mesmo tempo, abre cada povo e cultura a uma maior liberdade. Na verdade, S\u00e3o Paulo diz que para aqueles que aderem a Cristo, j\u00e1 n\u00e3o importa se s\u00e3o judeus ou pag\u00e3os. Conta apenas \u00aba f\u00e9 que atua pela caridade\u00bb&#8221;. Aos detratores, fundamentalistas, que criticam a novidade evang\u00e9lica, algo n\u00e3o apenas da nossa \u00e9poca, mas que tem uma longa hist\u00f3ria, Paulo responde com parr\u00e9sia, dizendo: \u00abPor acaso \u00e9 aprova\u00e7\u00e3o dos homens que estou procurando, ou \u00e9 aprova\u00e7\u00e3o de Deus? Ou estou procurando agradar aos homens? Se estivesse procurando agradar aos homens, eu j\u00e1 n\u00e3o seria servo de Cristo\u00bb. &#8220;Uma f\u00e9 que n\u00e3o \u00e9 f\u00e9 \u00e9 mundanidade&#8221;, acrescentou Francisco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Mais uma vez, o pensamento de Paulo mostra-se de uma profundidade inspirada. Para ele, aceitar a f\u00e9 significa renunciar n\u00e3o ao cora\u00e7\u00e3o das culturas e tradi\u00e7\u00f5es, mas apenas ao que pode impedir a novidade e a pureza do Evangelho. Porque a liberdade obtida pela morte e ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor n\u00e3o entra em conflito com as culturas e tradi\u00e7\u00f5es que recebemos, mas introduz nelas, nas culturas, nas tradi\u00e7\u00f5es, uma nova liberdade, uma novidade libertadora, a do Evangelho. Com efeito, a liberta\u00e7\u00e3o obtida atrav\u00e9s do batismo permite-nos adquirir a plena dignidade de filhos de Deus, de modo que, enquanto permanecemos firmemente enxertados nas nossas ra\u00edzes culturais, ao mesmo tempo que nos abrimos ao universalismo da f\u00e9, que entra em cada cultura, reconhece os seus germes de verdade presentes e desenvolve-os, levando \u00e0 plenitude o bem neles contido. Aceitar que fomos libertados por Cristo, sua paix\u00e3o, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o, \u00e9 aceitar e levar\u00a0\u00e0 plenitude verdadeira as diferentes tradi\u00e7\u00f5es de cada povo. A verdadeira plenitude.<\/i><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">A uniformidade n\u00e3o \u00e9 regra de vida crist\u00e3<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o Pont\u00edfice, &#8220;no chamado \u00e0 liberdade descobrimos o verdadeiro significado da incultura\u00e7\u00e3o do Evangelho, ou seja, que o Evangelho pega a cultura na qual vive a comunidade crist\u00e3 e fala de Cristo com aquela cultura&#8221;.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--border embed_style\">\n<blockquote><p>\u201cO verdadeiro sentido desta incultura\u00e7\u00e3o \u00e9 ser capaz de proclamar a Boa Nova de Cristo Salvador, respeitando o que \u00e9 bom e verdadeiro nas culturas.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Isto n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil! H\u00e1 muitas tenta\u00e7\u00f5es de impor o pr\u00f3prio modelo de vida como se fosse o mais evolu\u00eddo e desej\u00e1vel&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Quantos erros foram cometidos na hist\u00f3ria da evangeliza\u00e7\u00e3o ao querer impor apenas um modelo cultural, a uniformidade.\u00a0<b>A uniformidade como regra de vida n\u00e3o \u00e9 crist\u00e3. A unidade sim, mas a uniformidade n\u00e3o. Por vezes, nem sequer renunciaram \u00e0 viol\u00eancia a fim de fazer prevalecer o pr\u00f3prio ponto de vista. Pensemos nas guerras!<\/b>\u00a0Desta forma, a Igreja privou-se da riqueza de tantas express\u00f5es locais que t\u00eam em si as tradi\u00e7\u00f5es culturais de povos inteiros. Mas isto \u00e9 exatamente o oposto da liberdade crist\u00e3! Por exemplo, me lembro quando se estabeleceu a maneira de fazer apostolado na China com o pe. Ricci ou na \u00cdndia com pe. De Nobili. Isto n\u00e3o \u00e9 crist\u00e3o. Sim, \u00e9 crist\u00e3o na cultura do povo.<\/i><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Respeitar a origem cultural de cada pessoa<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa sublinhou a necessidade de &#8220;respeitar a origem cultural de cada pessoa, colocando-a num espa\u00e7o de liberdade que n\u00e3o seja restringido por qualquer imposi\u00e7\u00e3o ditada por uma \u00fanica cultura predominante&#8221;.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--border embed_style\">\n<blockquote><p>\u201cEste \u00e9 o significado de nos chamarmos cat\u00f3licos, de falarmos da Igreja cat\u00f3lica: n\u00e3o \u00e9 uma denomina\u00e7\u00e3o sociol\u00f3gica para nos distinguir dos outros crist\u00e3os; cat\u00f3lico \u00e9 um adjetivo que significa universal, catolicidade, universalidade, Igreja universal, ou seja, cat\u00f3lica.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Significa que a Igreja tem em si, na pr\u00f3pria natureza, uma abertura a todos os povos e culturas de todos os tempos, pois Cristo nasceu, morreu e ressuscitou para todos&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Por outro lado, a cultura est\u00e1, pela sua natureza, em cont\u00ednua transforma\u00e7\u00e3o. Pensemos em como somos chamados a proclamar o Evangelho neste momento hist\u00f3rico de grande mudan\u00e7a cultural, onde parece predominar a tecnologia cada vez mais avan\u00e7ada. Se pretend\u00eassemos falar da f\u00e9 como se fazia nos s\u00e9culos passados, correr\u00edamos o risco de j\u00e1 n\u00e3o sermos compreendidos pelas novas gera\u00e7\u00f5es.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A liberdade da f\u00e9 crist\u00e3, a liberdade crist\u00e3&#8221;, concluiu o Papa, &#8220;n\u00e3o indica uma vis\u00e3o est\u00e1tica da vida, uma vis\u00e3o est\u00e1tica da cultura, mas uma vis\u00e3o din\u00e2mica, uma vis\u00e3o din\u00e2mica tamb\u00e9m da tradi\u00e7\u00e3o que cresce, mas com a mesma natureza&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Papa sublinhou a necessidade de &#8220;respeitar a origem cultural de cada pessoa, colocando-a num espa\u00e7o de liberdade que n\u00e3o seja restringido por qualquer imposi\u00e7\u00e3o ditada por uma \u00fanica cultura predominante&#8221;. 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Mariangela Jaguraba [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":70500,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-70499","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70499","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=70499"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70499\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":70501,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70499\/revisions\/70501"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/70500"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=70499"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=70499"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=70499"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}