{"id":70437,"date":"2021-10-04T09:14:12","date_gmt":"2021-10-04T12:14:12","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=70437"},"modified":"2021-10-04T14:15:23","modified_gmt":"2021-10-04T17:15:23","slug":"o-que-vimos-e-ouvimos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-que-vimos-e-ouvimos\/","title":{"rendered":"O QUE VIMOS E OUVIMOS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quando o mundo questiona a f\u00e9 crist\u00e3 com evid\u00eancias materiais e provas contextuais, colocando a materialidade acima dos mist\u00e9rios e da realidade espiritual que cerca a exist\u00eancia humana, \u00e9 chegada a hora de proclamar com \u00e2nimos maiores a beleza e verdade dessa f\u00e9. Para isso, a institui\u00e7\u00e3o de um m\u00eas mission\u00e1rio refor\u00e7a nossa a\u00e7\u00e3o. Chegou a hora. Neste ano de tribula\u00e7\u00f5es e prova\u00e7\u00f5es end\u00eamicas, mais do que nunca, chegou essa hora. E o tema n\u00e3o deixa d\u00favidas: \u201cJesus Cristo \u00e9 miss\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O presidente da comiss\u00e3o de Anima\u00e7\u00e3o Mission\u00e1ria da CNBB, D. Odelir, bispo de Chapec\u00f3 \u2013 SC, refor\u00e7a essa necessidade com uma frase bem suscinta: \u201cOu a Igreja \u00e9 mission\u00e1ria, ou n\u00e3o \u00e9 Igreja de Jesus Cristo\u201d. N\u00e3o h\u00e1 meio termo. Se quisermos realmente imprimir no cora\u00e7\u00e3o humano o grande sinal de perten\u00e7a ao Salvador \u00fanico e verdadeiro dessa humanidade sofredora, especialmente nos dias de hoje, \u00e9 preciso real\u00e7ar nossas convic\u00e7\u00f5es crist\u00e3s. E, para tanto, a pr\u00f3pria C.M. 2021 aponta nossa inspira\u00e7\u00e3o b\u00edblica: \u201cN\u00e3o podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos\u201d (At 4,20). As ra\u00edzes de nossa f\u00e9 se baseiam em fatos comprovados e testemunhados, que ainda perduram entre n\u00f3s. N\u00e3o nasceram do nada, mas de experi\u00eancias concretas. Essa, pois, \u00e9 a miss\u00e3o da Igreja no mundo: continuar testemunhando aquilo que viu e ouviu, que v\u00ea e ouve, que continuar\u00e1 vendo e ouvindo at\u00e9 a consuma\u00e7\u00e3o dos tempos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Segundo D. Odelir, a atual campanha tem grandes m\u00e9ritos nesse tempo de prova\u00e7\u00f5es e desafios pand\u00eamicos, pois a f\u00e9 crist\u00e3 oferece aos homens um forte testemunho \u201cde esperan\u00e7a em realidades que exigem compaix\u00e3o\u201d. Dentro de um contexto de dor e desespero, a f\u00e9 \u00e9 o mais eficaz lenitivo de renova\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, pois que se sobrep\u00f5e \u00e0 realidade da finitude humana para real\u00e7ar a plenitude da vida em dimens\u00f5es mais amplas. Esse \u00e9 o cerne da f\u00e9 crist\u00e3. Essa \u00e9 nossa certeza, nossa esperan\u00e7a, nossa raz\u00e3o de ser. Portanto, n\u00e3o h\u00e1 como fugir da miss\u00e3o quando esta contempla o mundo com o olhar compassivo e apaixonado do Cristo, conhecedor de todas as nossas incertezas e limita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Realizada desde 1972, a campanha mission\u00e1ria refor\u00e7a nossa consci\u00eancia de evangelizadores comprometidos com a Verdade que nos foi revelada. Omitir-se desse compromisso \u00e9 negar a pr\u00f3pria f\u00e9. Santa Terezinha do Menino Jesus, padroeira das miss\u00f5es sem nunca ter sa\u00eddo de sua terra, de seu mundinho, j\u00e1 dizia em seus escritos: \u201cN\u00e3o tenhais medo. Com Jesus tudo \u00e9 poss\u00edvel e com Ele se chega a todos os cora\u00e7\u00f5es e a todos os lugares\u201d. Tanto que o Papa Le\u00e3o XIII assim definiu o esp\u00edrito mission\u00e1rio: \u201cA miss\u00e3o \u00e9 feita com os p\u00e9s dos que partem, com os joelhos dos que rezam e com as m\u00e3os dos que ajudam\u201d. Terezinha compreendeu bem qual seria sua miss\u00e3o neste mundo. Muito mais que exercer uma a\u00e7\u00e3o de proselitismo puro e simples, para ela miss\u00e3o era amar. Amar a Cristo e aos irm\u00e3os. Amar incondicionalmente. Buscar a perfei\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da pr\u00e1tica, do amor puro e simples. \u201cCompreendi que na perfei\u00e7\u00e3o havia muitos graus e que cada alma era livre no responder as solicita\u00e7\u00f5es do Senhor, no fazer muito ou pouco por Ele, numa palavra, no escolher entre os sacrif\u00edcios que exige\u201d. Seria esta sua cruz, sua miss\u00e3o: n\u00e3o percorreu estradas, mas ajoelhou-se submissa e orou pela Igreja Mission\u00e1ria com seu renovado ardor e amor. Sobre as prova\u00e7\u00f5es que tamb\u00e9m testemunhou em sua \u00e9poca pode um dia escrever: \u201cAcho que nesses momentos de grandes tristezas tem-se a necessidade de olhar para o c\u00e9u em lugar de chorar\u201d. O que vemos e ouvimos hoje nos faz olhar para o alto ou cravar nossos olhos no ch\u00e3o \u00e1rido da triste realidade que nos cerca? Lembre-se: \u201cJesus Cristo \u00e9 miss\u00e3o\u201d. Ontem, hoje e sempre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quando o mundo questiona a f\u00e9 crist\u00e3 com evid\u00eancias materiais e provas contextuais, colocando a materialidade acima dos mist\u00e9rios e da realidade espiritual que cerca a exist\u00eancia humana, \u00e9 chegada a hora de proclamar com \u00e2nimos maiores a beleza e verdade dessa f\u00e9. Para isso, a institui\u00e7\u00e3o de um m\u00eas mission\u00e1rio refor\u00e7a nossa a\u00e7\u00e3o. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":55826,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-70437","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70437","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=70437"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70437\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":70438,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70437\/revisions\/70438"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55826"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=70437"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=70437"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=70437"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}