{"id":69931,"date":"2021-09-11T09:01:32","date_gmt":"2021-09-11T12:01:32","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=69931"},"modified":"2021-09-13T15:03:26","modified_gmt":"2021-09-13T18:03:26","slug":"que-eu-sou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/que-eu-sou\/","title":{"rendered":"Que eu sou?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus faz duas perguntas aos ap\u00f3stolos: \u201cQuem dizem os homens que eu sou?\u201d \u201cE v\u00f3s, quem dizeis que eu sou?\u201d A partir delas se desenvolve a liturgia dominical conforme o evangelista S\u00e3o Marcos 8,27-35. Jesus dirigiu as duas perguntas a quem estava muito pr\u00f3ximo dele j\u00e1 h\u00e1 algum tempo. As mesmas, cada um de n\u00f3s poderia fazer a quem nos rodeia cotidianamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cQuem dizem os homens que eu sou?\u201d recebeu respostas muito variadas: \u201cAlguns dizem que tu \u00e9s Jo\u00e3o Batista; outros que \u00e9s Elias; outros, ainda, que \u00e9s um dos profetas\u201d. N\u00e3o foram respostas necessariamente falsas, mas s\u00e3o insuficientes porque n\u00e3o atingem o cerne da identidade de Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cE v\u00f3s, quem dizeis que eu sou?\u201d\u00a0 \u00e9 respondida por Pedro em nome do grupo: \u201cTu \u00e9s o Messias\u201d. Sem d\u00favida a resposta \u00e9 certa, mas Jesus sentiu necessidade de a especificar. Acrescenta que ele dever\u00e1 sofrer, ser rejeitado, ser morto e ressuscitar ao terceiro dia. A sua afirma\u00e7\u00e3o choca e desconcerta. Pedro protesta e \u00e9 censurado porque \u201cTu n\u00e3o pensas como Deus, e sim como os homens\u201d. Mesmo que Pedro estivesse muito perto de Jesus, na verdade n\u00e3o o conhecia t\u00e3o bem assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Palavra de Deus \u00e9 uma palavra performativa, isto \u00e9, quer provocar reflex\u00e3o, ora\u00e7\u00e3o e orientar o viver de quem dela se aproxima. As perguntas que Jesus fez, tamb\u00e9m podemos faz\u00ea-las a quem nos conhece bem. Num ambiente de di\u00e1logo respeitoso, com esp\u00edrito desarmado para ouvir e liberdade para falar podem aparecer respostas falsas, outras pr\u00f3ximas da verdade e outras verdadeiras. Quem escuta as opini\u00f5es tamb\u00e9m tem uma resposta sobre si mesmo, por isso poder\u00e1 fazer, como Jesus, algumas especifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O aforismo \u201cconhece a ti mesmo\u201d escrito no templo de Apolo em Delfos \u00e9 um desafio permanente para cada ser humano que vem a este mundo. A procura pela resposta se d\u00e1 nas mais variadas \u00e1reas das ci\u00eancias humanas. Muitas respostas s\u00e3o insuficientes, parciais, e outras erradas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A pessoa de f\u00e9 n\u00e3o se contenta em ouvir apenas respostas humanas advindas das mais diferentes ci\u00eancias, tamb\u00e9m deseja ouvir a resposta de Deus, por isso o interroga. \u201cQuando vejo o c\u00e9u, obra de teus dedos, a lua e as estrelas que fixaste, <em>que \u00e9 o homem, <\/em>para dele te lembrares, e um filho de Ad\u00e3o, para vires visit\u00e1-lo? E o fizeste pouco menos do que um deus, coroando-o de gl\u00f3ria e beleza\u201d. (Salmo, 8,4-6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao final do di\u00e1logo com os ap\u00f3stolos, Jesus chama a multid\u00e3o e fala a todos afirmando que a resposta \u00e0s interroga\u00e7\u00f5es se d\u00e1 no rumo da vida que se decide tomar. Afirma que quem \u201cquiser salvar a sua vida vai perd\u00ea-la\u201d. Querer conhecer-se a si mesmo, procurando apenas as respostas dentro de si, torna-se um c\u00edrculo vicioso. \u00c9 uma vis\u00e3o autorreferencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O outro modo de viver \u00e9 abra\u00e7ar a causa do \u201cEvangelho\u201d que levar\u00e1 a vida ter um sentido. \u00c9 viver para o outro. \u00c9 viver por uma causa. Conhecemos o homem na abertura aos outros seres humanos, \u00e0s outras criaturas da natureza que comp\u00f5em o cosmos. Conhecemos que \u00e9 o homem nas suas rela\u00e7\u00f5es sociais e na sua participa\u00e7\u00e3o na sociedade. A identidade de Jesus se revelou na rela\u00e7\u00e3o com Deus Pai e na rela\u00e7\u00e3o com os homens. O seu agir como \u201cMessias\u201d responderam \u00e0 pergunta \u201cque eu sou?\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus faz duas perguntas aos ap\u00f3stolos: \u201cQuem dizem os homens que eu sou?\u201d \u201cE v\u00f3s, quem dizeis que eu sou?\u201d A partir delas se desenvolve a liturgia dominical conforme o evangelista S\u00e3o Marcos 8,27-35. Jesus dirigiu as duas perguntas a quem estava muito pr\u00f3ximo dele j\u00e1 h\u00e1 algum tempo. 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