{"id":69630,"date":"2021-08-31T08:38:03","date_gmt":"2021-08-31T11:38:03","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=69630"},"modified":"2021-08-31T11:31:33","modified_gmt":"2021-08-31T14:31:33","slug":"afeganistao-riccardi-jejum-e-oracao-solicitados-pelo-papa-uma-revolta-contra-a-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/afeganistao-riccardi-jejum-e-oracao-solicitados-pelo-papa-uma-revolta-contra-a-guerra\/","title":{"rendered":"Afeganist\u00e3o, Riccardi: jejum e ora\u00e7\u00e3o solicitados pelo Papa, uma &#8220;revolta&#8221; contra a guerra"},"content":{"rendered":"<figure class=\"article__image\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"didascalia_img\">Papa Francisco em ora\u00e7\u00e3o\u00a0 (Vatican Media)<\/span><\/figure>\n<div class=\"article__meta audioInside\" data-mediatype=\"\">\n<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">O fundador de Sant&#8217;Egidio comenta sobre o apelo lan\u00e7ado por Francisco no Angelus aos fi\u00e9is e n\u00e3o somente pelo pa\u00eds ferido pelos atentados e pela fuga de civis: &#8220;Nas igrejas se reza pouco pela paz. Se pequenos grupos podem semear o terror, pequenos grupos podem semear a paz&#8221;.<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text \">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Salvatore Cernuzio \u2013 Vatican News<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Dirijo um apelo a todos para que intensifiquem a ora\u00e7\u00e3o e pratiquem o jejum. Ora\u00e7\u00e3o e jejum, ora\u00e7\u00e3o e penit\u00eancia, este \u00e9 o momento de faz\u00ea-lo. Estou falando s\u00e9rio, intensificar a ora\u00e7\u00e3o e praticar o jejum, pedindo ao Senhor miseric\u00f3rdia e perd\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Olhando para o drama do Afeganist\u00e3o, ferido pelos recentes atentados e pela fuga desesperada de centenas de pessoas, Francisco, do Pal\u00e1cio Apost\u00f3lico durante o Angelus, e da janela virtual e ainda mais ampla de sua conta no Twitter @Pontifex, mais uma vez pediu aos fi\u00e9is do mundo inteiro para se reunirem em ora\u00e7\u00e3o e se absterem das refei\u00e7\u00f5es. Mais uma vez porque j\u00e1 em outras ocasi\u00f5es durante seu pontificado, diante de trag\u00e9dias humanit\u00e1rias, o Papa apelou para este tipo de &#8220;a\u00e7\u00e3o&#8221; por parte dos fi\u00e9is.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a e compartilhe<\/div>\n<div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-69630-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2021\/08\/31\/11\/136163693_F136163693.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2021\/08\/31\/11\/136163693_F136163693.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2021\/08\/31\/11\/136163693_F136163693.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Ora\u00e7\u00e3o e jejum diante de trag\u00e9dias humanit\u00e1rias<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Francisco o havia feito em 7 de setembro de 2013, quando na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro reuniu milhares de pessoas, cat\u00f3licos e n\u00e3o cat\u00f3licos, para rezar, com tochas e bandeiras, por uma S\u00edria \u00e0 beira de uma poss\u00edvel guerra feroz, ap\u00f3s o ataque a civis com g\u00e1s. Com igual vigor, o Santo Padre havia pedido em 2017 para rezar e jejuar pelo Sud\u00e3o do Sul e pela Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, atingidos pela fome, explora\u00e7\u00e3o, emigra\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia. Uma grande vig\u00edlia havia sido realizada na Bas\u00edlica do Vaticano, acompanhada de marchas e manifesta\u00e7\u00f5es. Naquela ocasi\u00e3o, o Papa convidou os crist\u00e3os de outras Igrejas e seguidores de outras religi\u00f5es a participarem do evento, &#8220;da maneira que julgarem mais apropriada, mas todos juntos&#8221;. A mesma f\u00f3rmula foi usada para convidar os irm\u00e3os e irm\u00e3s de outras confiss\u00f5es para o grande dia do L\u00edbano, convocado para 4 de setembro de 2020, quando o mundo estava lutando para se recuperar da devastadora primeira onda da pandemia de Covid e, exatamente um m\u00eas antes, havia assistido com espanto \u00e0 explos\u00e3o devastadora ocorrida no porto de Beirute.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Riccardi: devemos rezar o Ter\u00e7o todos os dias pelos pa\u00edses em guerra<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m nessa ocasi\u00e3o, o Papa pediu ora\u00e7\u00e3o e jejum. Duas pr\u00e1ticas que podem parecer &#8211; mesmo aos olhos de alguns crentes &#8211; obsoletas ou anacr\u00f4nicas diante do mar de necessidades provenientes desses territ\u00f3rios dilacerados em seus fundamentos sociais e pol\u00edticos. &#8220;Mas rezar e jejuar n\u00e3o s\u00e3o pr\u00e1ticas anacr\u00f4nicas, muito menos espiritualistas&#8221;, diz Andrea Riccardi, fundador da Comunidade de Sant&#8217;Egidio, comentando a iniciativa do Pont\u00edfice ao Vatican News. &#8220;Pelo contr\u00e1rio, creio que rezamos muito pouco pela paz em nossas igrejas. Aos domingos quase nunca ouvimos ora\u00e7\u00f5es pelo Afeganist\u00e3o ou, por exemplo, pelo norte de Mo\u00e7ambique com 800.000 refugiados, ou por tantas guerras esquecidas. Rezamos pouco pela paz, enquanto dever\u00edamos ter em nossas m\u00e3os todos os dias um Ter\u00e7o com os nomes de todos os pa\u00edses em guerra para rezar por eles. A ora\u00e7\u00e3o \u00e9 uma for\u00e7a. Giorgio La Pira costumava dizer: &#8220;Acredito no poder hist\u00f3rico da ora\u00e7\u00e3o. Aqui, a ora\u00e7\u00e3o, em certa medida, torna-se o caminho para cuidar daqueles que n\u00e3o podem ser cuidados confiando-os \u00e0 m\u00e3o paterna de Deus&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Esta n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que o Papa, diante de trag\u00e9dias humanit\u00e1rias, chama os fi\u00e9is e n\u00e3o somente eles a se reunirem em ora\u00e7\u00e3o universal. Em tais situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia, onde h\u00e1 uma enorme quantidade de trabalho a ser feito, por que, em sua opini\u00e3o, \u00e9 t\u00e3o urgente lan\u00e7ar estas &#8211; por assim dizer &#8211; &#8220;maratonas&#8221; de ora\u00e7\u00e3o e jejum?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Diante de guerras distantes, com situa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o sabemos como resolver, parece que n\u00e3o podemos fazer nada, cria-se uma sensa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia, e ent\u00e3o da sensa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia vem a indiferen\u00e7a. O que o Papa chamou em seu discurso sobre Lampedusa de uma &#8220;globaliza\u00e7\u00e3o da indiferen\u00e7a&#8221;. No mundo global, de fato, vemos tudo, recebemos fotos e not\u00edcias de tudo, mas depois ficamos indiferentes porque sentimos que n\u00e3o podemos fazer nada: o que eu, um pequeno homem ou mulher, posso fazer diante do Afeganist\u00e3o se os pr\u00f3prios Estados Unidos n\u00e3o souberem o que fazer? Em vez disso, acredito que, neste mundo global, todo homem e mulher pode fazer algo. Se pequenos grupos podem semear o terror, pequenos grupos podem semear a paz. E podem faz\u00ea-lo atrav\u00e9s da ora\u00e7\u00e3o que, juntamente com o jejum, que \u00e9 tamb\u00e9m o desapego da vida cotidiana, \u00e9 uma &#8220;revolta&#8221; contra a guerra, assim como uma invoca\u00e7\u00e3o ao Senhor, o Senhor da hist\u00f3ria, para que Ele possa abrir caminhos de paz e despertar, atrav\u00e9s de Seu esp\u00edrito, a boa vontade dos homens, dos poderosos, das institui\u00e7\u00f5es.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>O Papa sempre convidou irm\u00e3os e irm\u00e3s de outras denomina\u00e7\u00f5es religiosas para se unirem a ele. Que valor podem ter estas iniciativas do Papa para os n\u00e3o-cat\u00f3licos?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Estive presente em Bari, no ano passado, para o grande encontro sobre o Mediterr\u00e2neo com os patriarcas e os chefes das Igrejas do Oriente M\u00e9dio e o que mais me impressionou foi que o Papa convidou os crist\u00e3os \u00e0 unidade em ora\u00e7\u00e3o. Uma imagem puramente evang\u00e9lica. O acordo entre &#8220;irm\u00e3os&#8221; pode se mover, pode abrir uma hist\u00f3ria de paz. Karl Barth, um te\u00f3logo protestante, portanto n\u00e3o f\u00e1cil ao otimismo religioso, costumava dizer que nossa ora\u00e7\u00e3o pode mudar a vontade de Deus, direcionar a hist\u00f3ria de uma maneira nova da qual Deus \u00e9 Senhor. \u00c9 claro que isto envolve todos aqueles que acreditam, mesmo os crentes de outras religi\u00f5es, porque a paz \u00e9 um valor de todas as religi\u00f5es. Paz \u00e9 o nome de Deus: est\u00e1 no catolicismo, no islamismo, nas religi\u00f5es orientais, ou, se penso na grande heran\u00e7a comum como os Salmos, no juda\u00edsmo. \u00c9 o Esp\u00edrito de Assis, o convite \u00e0 ora\u00e7\u00e3o pela paz, aquele revolucion\u00e1rio e decisivo avan\u00e7o introduzido em 1986 por Jo\u00e3o Paulo II: rezar juntos pelos outros, n\u00e3o uns contra os outros.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Ontem de manh\u00e3, o senhor teve uma audi\u00eancia privada com o Papa. No col\u00f3quio discutiu-se sobre a situa\u00e7\u00e3o no Afeganist\u00e3o? O Papa compartilhou com o senhor uma preocupa\u00e7\u00e3o ou um pensamento?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>O Papa est\u00e1 profundamente preocupado com o Afeganist\u00e3o, ele acompanha a situa\u00e7\u00e3o dia ap\u00f3s dia, mas n\u00e3o abandonou o sonho e a vis\u00e3o &#8211; e n\u00f3s falamos sobre isso &#8211; de construir um mundo novo p\u00f3s-Covid, no qual a solidariedade social caminhe de m\u00e3os dadas com a solidariedade internacional. A Fratelli tutti \u00e9 a Magna Charta e o esp\u00edrito com o qual se constr\u00f3i esta sociedade p\u00f3s-Covid. Vivemos com demasiadas emo\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0s not\u00edcias, esquecendo muitas vezes que estamos verdadeiramente em uma fase hist\u00f3rica de grandes mudan\u00e7as, na qual h\u00e1 uma necessidade urgente de construir um mundo diferente daquele anterior. E agora estamos diante de um drama como o do Afeganist\u00e3o, que exige uma solidariedade espiritual e concreta no acolhimento. Vamos nos perguntar: que tipo de sociedade queremos construir? As sociedades de muros e de medo ou as sociedades de esperan\u00e7a e de acolhimento? Esperan\u00e7a e acolhida que s\u00e3o alimentadas pela ora\u00e7\u00e3o. Porque a ora\u00e7\u00e3o nos torna ousados e tamb\u00e9m capazes de pensar em novas f\u00f3rmulas para viver juntos.<\/i><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Papa Francisco em ora\u00e7\u00e3o\u00a0 (Vatican Media) O fundador de Sant&#8217;Egidio comenta sobre o apelo lan\u00e7ado por Francisco no Angelus aos fi\u00e9is e n\u00e3o somente pelo pa\u00eds ferido pelos atentados e pela fuga de civis: &#8220;Nas igrejas se reza pouco pela paz. Se pequenos grupos podem semear o terror, pequenos grupos podem semear a paz&#8221;. 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