{"id":68902,"date":"2021-07-22T09:16:26","date_gmt":"2021-07-22T12:16:26","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=68902"},"modified":"2021-07-22T15:18:36","modified_gmt":"2021-07-22T18:18:36","slug":"maria-madalena-e-as-suas-irmas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/maria-madalena-e-as-suas-irmas\/","title":{"rendered":"Maria Madalena e as suas \u201cirm\u00e3s\u201d"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">No dia em que a Igreja celebra Santa Maria Madalena, refazemos o itiner\u00e1rio m\u00edstico que a ap\u00f3stola dos ap\u00f3stolos representa, e redescobrimos as diferentes figuras de mulheres presentes nos Evangelhos que convergem nela<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text \">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Antonella Lumini<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a tradi\u00e7\u00e3o medieval, a iconografia de Santa Maria Madalena re\u00fane, como pe\u00e7as de um \u00fanico mosaico, v\u00e1rias mulheres presentes nos Evangelhos. A leitura espiritual que deriva dos Padres, e em particular de Greg\u00f3rio Magno, tem como objetivo trazer \u00e0 tona, atrav\u00e9s das diversas figuras femininas que constelam a variada imagem de Maria Madalena, um verdadeiro itiner\u00e1rio m\u00edstico.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a e compartilhe!<\/div>\n<div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-68902-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2021\/07\/22\/12\/136125979_F136125979.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2021\/07\/22\/12\/136125979_F136125979.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2021\/07\/22\/12\/136125979_F136125979.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Citada entre as mulheres que seguem Jesus (Marcos 15, 40), como aquela que \u00e9 libertada de sete dem\u00f4nios (Marcos 16, 9; Lucas 8, 2), presente entre as que v\u00e3o ao t\u00famulo para ungir o corpo de Jesus, em Jo\u00e3o ela assume seus aspectos mais importantes: est\u00e1 sob a cruz (Jo\u00e3o 19, 25), e \u00e9 a primeira testemunha da ressurrei\u00e7\u00e3o enviada para anunci\u00e1-la aos ap\u00f3stolos (Jo\u00e3o 20, 1-18).<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Amada por Jesus<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tradi\u00e7\u00e3o antiga refor\u00e7a sua intensidade ao incorporar elementos trazidos \u00e0 luz por outras mulheres. A pecadora que lava os p\u00e9s de Jesus com suas l\u00e1grimas e os seca com seus cabelos (Lucas 7, 36-38); a mulher de Bet\u00e2nia que asperge o frasco cheio de nardo sobre a cabe\u00e7a de Jesus (Mateus 26, 1-13; Marcos 14, 1-9). Uma hist\u00f3ria semelhante \u00e9 repetida em Jo\u00e3o, onde, no entanto, a mulher \u00e9 Maria de Bet\u00e2nia, irm\u00e3 de Marta e L\u00e1zaro, e ela n\u00e3o espalha na cabe\u00e7a, mas nos p\u00e9s de Jesus, secando-os com seus cabelos como na primeira narra\u00e7\u00e3o (Jo\u00e3o 12, 1-8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A profundidade da figura \u00e9 delineada, assumindo o car\u00e1ter de um verdadeiro itiner\u00e1rio de transforma\u00e7\u00e3o que, apesar dos resultados da abordagem filol\u00f3gica hist\u00f3rica, ainda sobrevive nas consci\u00eancias. O encontro com o amor de Cristo liberta a pecadora, a quem, como resulta nas palavras de Jesus pronunciadas na casa de Sim\u00e3o o fariseu: &#8220;seus numerosos pecados lhe est\u00e3o perdoados, porque ela demonstrou muito amor&#8221; (Lc 7, 47). A pecadora, sentindo-se aceita, amou Jesus com um amor ardente e, por isso, foi profundamente perdoada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As passagens referentes a Maria de Magdala falam de sete dem\u00f4nios, aludindo ao estado de pecado, mas na mulher an\u00f4nima de Lucas \u00e9 especificada uma pecadora, o que d\u00e1 uma conota\u00e7\u00e3o precisa ao pecado. Apesar disso, o amor ardente que a une a Jesus faz dela a amada, que na tradi\u00e7\u00e3o assume v\u00e1rios aspectos, mas que na leitura espiritual indica aquela que vive com Jesus uma \u00edntima comunh\u00e3o de amor, t\u00e3o ardente que a leva a compartilhar a paix\u00e3o, a permanecer sob a cruz, a tornar-se a primeira testemunha ocular da ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Uni\u00e3o m\u00edstica<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde as fontes mais antigas ela \u00e9 chamada de ap\u00f3stola dos ap\u00f3stolos porque foi enviada por Jesus para anunciar a ressurrei\u00e7\u00e3o a seus irm\u00e3os. Junto com Maria, a m\u00e3e, e Jo\u00e3o, o disc\u00edpulo amado, ela forma o fio \u00e1ureo de um an\u00fancio que \u00e9 transmitido atrav\u00e9s da comunh\u00e3o \u00edntima com Jesus, que podemos definir como uni\u00e3o m\u00edstica. Portanto, ao lado do an\u00fancio trazido pela prega\u00e7\u00e3o, que caracteriza a Igreja Petrina, um an\u00fancio mais escondido, interior e silencioso, mantido sempre vivo pelo fogo do Esp\u00edrito Santo e que, apesar de muitas tentativas de asfixi\u00e1-lo, nunca poder\u00e1 morrer. &#8220;Senhor, e este? Jesus lhe disse: Se eu quero que ele permane\u00e7a at\u00e9 eu venha, o que te importa? Quanto a ti, segue-me&#8221; (Jo 21, 21-22).<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Grande devo\u00e7\u00e3o popular<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um caminho m\u00edstico que se abre n\u00e3o s\u00f3 para os poucos escolhidos, como Maria, a m\u00e3e, que entra pela pureza e gra\u00e7a, ou Jo\u00e3o, o disc\u00edpulo amado, mas tamb\u00e9m para os que, como Maria Madalena, entram pelo conhecimento do pecado. Ela faz disso uma possibilidade para todos. Isto explica sua grande devo\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pecado pode ser transformado em um instrumento de gra\u00e7a e de salva\u00e7\u00e3o. Maria, a m\u00e3e, \u00e9 o sil\u00eancio, o amor puro. Jo\u00e3o \u00e9 o amor m\u00edstico em sua revela\u00e7\u00e3o. Maria Madalena, por outro lado, \u00e9 o amor \u00e0 transmuta\u00e7\u00e3o que requer a assun\u00e7\u00e3o das trevas para poder consumi-la. O an\u00fancio da ressurrei\u00e7\u00e3o requer a revela\u00e7\u00e3o de todas as misteriosas dimens\u00f5es do amor que, no itiner\u00e1rio m\u00edstico guiado pelo Esp\u00edrito, n\u00e3o podem ser cronol\u00f3gicas, mas sempre entrela\u00e7adas.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia em que a Igreja celebra Santa Maria Madalena, refazemos o itiner\u00e1rio m\u00edstico que a ap\u00f3stola dos ap\u00f3stolos representa, e redescobrimos as diferentes figuras de mulheres presentes nos Evangelhos que convergem nela Antonella Lumini De acordo com a tradi\u00e7\u00e3o medieval, a iconografia de Santa Maria Madalena re\u00fane, como pe\u00e7as de um \u00fanico mosaico, v\u00e1rias [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":68903,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-68902","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68902","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68902"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68902\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":68904,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68902\/revisions\/68904"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/68903"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68902"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68902"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68902"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}