{"id":68881,"date":"2021-07-19T09:01:27","date_gmt":"2021-07-19T12:01:27","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=68881"},"modified":"2021-07-20T12:03:17","modified_gmt":"2021-07-20T15:03:17","slug":"dai-nos-sempre-deste-pao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/dai-nos-sempre-deste-pao\/","title":{"rendered":"DAI-NOS SEMPRE DESTE P\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Jesus de uma maneira admir\u00e1vel mostrou que Ele \u00e9 o P\u00e3o da Vida, o P\u00e3o que veio do c\u00e9u. O resultado desta verdade, exposta pelo pr\u00f3prio Cristo, foi a s\u00faplica daqueles que a escutaram: \u201cD\u00e1-nos sempre desse p\u00e3o (Jo 6,23-35). No Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o vemos, atrav\u00e9s de palavras simples, ensinamentos profundos sobre a pessoa de Jesus e sua sublime obra redentora.\u00a0 Para os outros evangelistas os milagres de Jesus foram sobretudo atos de um poder maravilhoso que marcaram a irrup\u00e7\u00e3o do reino de Deus na hist\u00f3ria dos homens. Segundo eles, por estes milagres o Filho de Deus inaugurou na terra a realiza\u00e7\u00e3o definitiva da vontade divina, s\u00e3o vit\u00f3rias sobre o falso pr\u00edncipe deste mundo, satan\u00e1s. Para S\u00e3o Jo\u00e3o o objetivo dos milagres de Jesus foi revelar que Ele era o Enviado de Deus, o Filho de Deus, transmitindo aos homens as palavras do Senhor Onipotente, cumprindo assim sua obra nesta terra. Ele deveria ser em tudo seguido. Deste modo, segundo este evangelista, os milagres apontavam, sempre diretamente sobre a pessoa de Jesus em quem se deveria crer, esperar, certo de que dele vinha a salva\u00e7\u00e3o. Foi o que ficou bem claro no milagre da multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es. Aqueles que captavam o sentido profundo dos sinais operados por Cristo e penetravam fundo em suas palavras maravilhosas nelas imergiam como os que exclamaram: \u201cD\u00e1-nos sempre deste p\u00e3o\u201d. Eram aqueles que percebiam uma rela\u00e7\u00e3o \u00fanica de Cristo com o Pai que o enviara, sabendo que Ele e o Pai eram uma mesma pessoa e, por isto, ele tornava vis\u00edvel nesta terra a santidade divina, seu poder e seu amor. Isto significava que se atinou com o mist\u00e9rio da pessoa de Cristo, que passava a ser visto n\u00e3o apenas como um espl\u00eandido ideal do homem dado a seus irm\u00e3os, n\u00e3o somente o Galileu cujas palavras comoviam os ouvintes, mas sobretudo Aquele que estava marcado com o sinal do Pai e que podia dar o alimento que permanece para a vida eterna. Isto porque Ele tinha o poder de vencer a morte, dado que era o Filho do Pai celeste, Senhor da vida. Mais poderoso que Mois\u00e9s que pela for\u00e7a de Deus dava o man\u00e1 ao povo no deserto, alimentando-o, Jesus, seria Ele mesmo o alimento dos que nele cressem, P\u00e3o vivo descido do c\u00e9u, realizando algo muit\u00edssimo superior ao que fizera Mois\u00e9s. O P\u00e3o vivo descido do c\u00e9u era Ele mesmo. O man\u00e1 foi um alimento perec\u00edvel, mas o alimento da Nova Alian\u00e7a era o pr\u00f3prio Senhor da vida que deixaria para os que nele crescem algo mais prodigioso. O discurso sobre esse prod\u00edgio foi t\u00e3o convincente que logo suscitou o desejo dos ouvintes a receber t\u00e3o maravilhosa d\u00e1diva, que transmitia uma seguran\u00e7a inestim\u00e1vel, envolvendo quem o recebesse com sua efic\u00e1cia muito superior aos alimentos terrestres. A grandiosa obra de Deus era que acreditassem nele e quem O recebesse teria como o penhor desta f\u00e9 uma eternidade feliz. Deste modo, a f\u00e9 seria o fundamento da obra de Deus e ao mesmo tempo a resposta do homem. Na \u00e9poca de Jesus a f\u00e9 em Israel era antes de tudo um fazer ou n\u00e3o fazer segundo os 613 mandamentos que estavam em vigor ou seja 365 interdi\u00e7\u00f5es e 248 exorta\u00e7\u00f5es. Muitos dentre estas ordens n\u00e3o eram sen\u00e3o preceitos humanos que foram ligando-se entre si, alguns at\u00e9 contr\u00e1rios \u00e0 vontade divina. Jesus foi claro ao afirmar que muitos o honravam com os l\u00e1bios, enquanto o seu cora\u00e7\u00e3o estava bem longe dele: \u201cEm v\u00e3o, por\u00e9m, me prestam culto, ensinando doutrina que s\u00e3o preceitos humanos\u201d (Mc 7, 1-13|). Deviam ser observados sob pena de ser maldito (Gal 3,10). Linguagem, portanto, dos homens, porque Deus n\u00e3o amaldi\u00e7oa jamais; Ele, quer sempre aben\u00e7oa, al\u00e9m de serem estes preceitos antigos um fardo desumano imposs\u00edvel de ser suportado\u00a0(Mt 11,28-30). Ao se declarar o P\u00e3o da Vida Jesus unificava tudo e ensinava que a obra de Deus era que se acreditasse naquele que Ele enviou. Eis a\u00ed a grande mensagem da Nova Alian\u00e7a. Crer em Jesus e fazer o que Ele ensinou. Ele que veio ao mundo n\u00e3o para condenar, mas para salvar. O Man\u00e1 era o s\u00edmbolo da Lei, Palavra de Deus, mas como foi dito, muitas vezes deturpada. Jesus, por\u00e9m, era o P\u00e3o de Deus, penhor da vida eterna, descido do c\u00e9u para dar vida ao mundo. A Ele, portanto, se deveria aderir inteiramente numa comunh\u00e3o estreita e constante para receber com Ele a vida eterna. Donde a prece \u201cSenhor, d\u00e1-nos sempre deste p\u00e3o\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jesus de uma maneira admir\u00e1vel mostrou que Ele \u00e9 o P\u00e3o da Vida, o P\u00e3o que veio do c\u00e9u. 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