{"id":68681,"date":"2021-07-12T09:31:58","date_gmt":"2021-07-12T12:31:58","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=68681"},"modified":"2021-07-12T11:32:58","modified_gmt":"2021-07-12T14:32:58","slug":"amor-multifacetado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/amor-multifacetado\/","title":{"rendered":"AMOR MULTIFACETADO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Mais uma para a tradicional fam\u00edlia brasileira engolir: o poliamor. Palavra t\u00e3o estranha que sequer meu computador reconhece. Grifou o vermelho, como se algo err\u00f4neo estivesse contido no assunto que aqui pretendo abordar: Isso mesmo: o amor multifacetado, ou, como querem os inventores dessa mais nova modalidade de amor, o poliamor. Vermelho de novo. Terei que engolir essa palavra se quiser abordar o assunto como algo normal. Mas, vamos l\u00e1!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Um padre da mais tradicional e cat\u00f3lica vertente da sociedade brasileira, mineiro de Divin\u00f3polis, nesta semana foi al\u00e7ado \u00e0s verves de muitas manchetes do nosso notici\u00e1rio, simplesmente porque ousou abordar e \u201cdenunciar\u201d um assunto tratado quase em surdina em algumas salas de aulas brasileiras: o poliamor. Como se poss\u00edvel fosse dividir a sagrada rela\u00e7\u00e3o homem-mulher e criar modalidades de amor e fam\u00edlia. Segundo o padre Chrystian Sharka, o heroico denunciante desse novo modismo extracurricular, o amor est\u00e1 em voga agora com a possibilidade de compartilhamento entre tr\u00eas ou mais pessoas, do mesmo sexo ou n\u00e3o, que passam a aceitar a poligamia como algo natural e at\u00e9 construtivo numa rela\u00e7\u00e3o afetiva e ou conjugal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A den\u00fancia partiu de pais preocupados com a afetividade de um filho, flagrado numa discuss\u00e3o com um casal de namorados que o convidavam para fazer parte do namoro de ambos, j\u00e1 que, em sala de aula, uma psic\u00f3loga havia ministrado uma palestra sobre namoros mais abertos, que admitiam a possibilidade de mais pessoas numa mesma rela\u00e7\u00e3o afetiva. \u201cQuando eu penso que o que hoje vejo est\u00e1 ruim, porque eu achei que o ruim era a ideologia do g\u00eanero, eis que tem coisa bem pior\u201d, &#8211; deixou escapar o preocupad\u00edssimo sacerdote. Acrescentou ainda, com certa ironia: \u201cAgora casal n\u00e3o \u00e9 mais dois, ponham mais nisso a\u00ed\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quem quiser conhecer mais a fundo a estarrecedora den\u00fancia desse padre, pesquise na internet o assunto com as tags \u201cpoliamor e padre Chrystian\u201d. Encontrar\u00e1 inclusive um v\u00eddeo pormenorizado, capaz de provocar repulsas imediatas. Mas o mais assustador \u00e9 a maneira com que esta abordagem vem sendo conduzida, trabalhando mentes vazias de qualquer padr\u00e3o \u00e9tico e moral, como s\u00e3o as da maioria de nossos adolescentes, que, num futuro n\u00e3o t\u00e3o distante, ter\u00e3o conceitos e comportamentos completamente fora dos padr\u00f5es que qualquer fam\u00edlia minimamente constitu\u00edda possa obstar, rejeitar, criticar. Ter\u00e3o que engolir a seco a promiscuidade de seus filhos. Nem Sodoma e Gomorra foram t\u00e3o audaciosos na pervers\u00e3o coletiva. Nem N\u00ednive, nem Roma no auge de sua decad\u00eancia moral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na verdade, estamos diante de mais uma a\u00e7\u00e3o orquestrada pelos tent\u00e1culos do Dem\u00f4nio, ou, se preferir, pela a\u00e7\u00e3o dos contestadores da vida familiar ou da rela\u00e7\u00e3o harmoniosa entre um homem e uma mulher. A normalidade desta \u00e9 o inconformismo do Inimigo, aquele que, a qualquer custo, deseja derrubar o pilar b\u00e1sico que sustenta qualquer sociedade minimamente solidificada em suas estruturas de harmonia e prosperidade. Destruindo o amor conjugal, destruir\u00e3o a dignidade humana e seus sonhos mais sagrados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A voz prof\u00e9tica da Igreja n\u00e3o pode ser silenciada diante de tamanhas aberra\u00e7\u00f5es e desvios pedag\u00f3gicos que estamos assistindo. A escola de Cristo continua sua miss\u00e3o de an\u00fancio da verdade e den\u00fancia do caminho largo do hedonismo humano. \u201cApartai-vos de mim v\u00f3s todos os que praticais a iniquidade\u201d (Lc 13,27). Porque a Doutrina de Cristo n\u00e3o aceita mudan\u00e7as, n\u00e3o compactua com ideologias contr\u00e1rias ao amor puro e verdadeiro. Paci\u00eancia! Se algu\u00e9m n\u00e3o nos escutar, ignoremos-lhes, ou, como aconselha nosso Mestre: \u201csacudi a poeira dos p\u00e9s, como testemunho contra eles!\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mais uma para a tradicional fam\u00edlia brasileira engolir: o poliamor. Palavra t\u00e3o estranha que sequer meu computador reconhece. Grifou o vermelho, como se algo err\u00f4neo estivesse contido no assunto que aqui pretendo abordar: Isso mesmo: o amor multifacetado, ou, como querem os inventores dessa mais nova modalidade de amor, o poliamor. Vermelho de novo. 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