{"id":68355,"date":"2021-06-27T08:13:44","date_gmt":"2021-06-27T11:13:44","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=68355"},"modified":"2021-06-27T00:16:16","modified_gmt":"2021-06-27T03:16:16","slug":"cartas-do-padre-jesus-priante-a-dama-da-alvorada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/cartas-do-padre-jesus-priante-a-dama-da-alvorada\/","title":{"rendered":"Cartas do Padre Jesus Priante &#8211; A Dama da Alvorada"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;MORRO, MAS N\u00c3O POSSO MORRER&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era a confiss\u00e3o de Unamuno, o maior pensador espanhol do s\u00e9culo XX, desde seu &#8220;tr\u00e1gico sentimento da vida&#8221;, como ateu. Se morremos, dizia, tudo \u00e9 absurdo. De fato, a \u00fanica raz\u00e3o de termos vindo a este mundo \u00e9 a pr\u00f3pria vida. Se tiv\u00e9ssemos absoluta certeza de morrermos para sempre, n\u00e3o s\u00f3 a vida seria impens\u00e1vel, como lutar por ela tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Morremos, mas n\u00e3o podemos morrer racionalmente. Plat\u00e3o (s\u00e9c. IV a.C) dizia que nosso pensar passa pelo problema da morte. Pensamos porque somos conscientes da nossa caducidade. E desenvolvemos nosso pensar como uma for\u00e7ada luta contra a morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cientista, fil\u00f3sofo, poeta, campon\u00eas ou te\u00f3logo acordam todos os dias pensando como n\u00e3o morrer. O animal n\u00e3o pensa porque carece de consci\u00eancia da sua pr\u00f3pria morte. Embora Arist\u00f3teles (sec. IV a.C) definisse a Deus como &#8220;pensamento dos pensamentos&#8221;, por ser imortal, em si mesmo, carece de ideias e pensamentos, assim como os anjos. S\u00f3 o ser humano pensa porque s\u00f3 ele sabe que morre, mas n\u00e3o pode, nem consegue morrer totalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No s\u00e9culo XIV, alguns te\u00f3logos afirmavam que Deus \u00e9 vontade e n\u00e3o raz\u00e3o. Ele \u00e9 amor sem medida ou raz\u00e3o. Raz\u00e3o (&#8220;ratio&#8221;) significa em latim c\u00e1lculo ou medida. Da\u00ed a palavra &#8220;mesura&#8221;, sin\u00f4nimo de racionalidade.Tamb\u00e9m n\u00f3s deixaremos nosso pensar, sempre preocupado, no cemit\u00e9rio, quando, ressuscitados, tenhamos a vida eterna com Deus. Pesa mais a ideia ou pensamento de morrer do que a pr\u00f3pria morte, dizia Pascal. N\u00e3o haveria depress\u00e3o, ang\u00fastia e ansiedade se tiv\u00e9ssemos a verdadeira F\u00e9, pela qual sabemos que somos imortais. Para aquele que cr\u00ea na Ressurrei\u00e7\u00e3o, a morte \u00e9 um momento da mesma vida que passa a ser feliz e gloriosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Quem cr\u00ea, vive, quem n\u00e3o cr\u00ea, permanece preocupado com a morte&#8221; (Jo.11) o qu\u00ea, por sua vez, n\u00e3o nos deixar\u00e1 more. Muitos pensadores ateus, como Voltaire, Schopenhauer, Feuerbach, Borges, Sartre, Camus, Unamuno, Cioran e dezenas de outros confessaram ao fim da vida terrena que queriam morrer de vez, mas eram,!racionalmente, incapazes de dar esse salto mortal. Heidegger, mesmo tendo declarado ser a morte nossa \u00faltima possibilidade, disse: &#8220;quem sabe se ainda Deus n\u00e3o nos pode salvar&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Oscar Niemeyer, centen\u00e1rio, se foi deste mundo lamentando n\u00e3o ter podido construir uma ponte para poder cruzar o abismo da morte. Pena n\u00e3o ter visto j\u00e1 constru\u00edda essa ponte em Cristo Ressuscitado. Mas tamb\u00e9m ele passou por ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;DEUS N\u00c3O CRIOU A MORTE&#8230; CRIOU TUDO PARA A VIDA, E EM NENHUMA DAS SUAS CRIATURAS H\u00c1 VENENO MORTAL&#8221; (Sb. 1,13-25)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro da Sabedoria foi escrito no seculo I.a.C, em Alexandria (Egito) centro cultural e filos\u00f3fico daqueles tempos. Como para n\u00f3s, e para todas as gera\u00e7\u00f5es, a morte tamb\u00e9m era seu \u00fanico e maior problema. Aqueles pensadores morriam, mas n\u00e3o podiam morrer se queriam continuar pensando na pr\u00f3pria vida e na exist\u00eancia deste mundo em que habitamos. Era igualmente inconceb\u00edvel pensar num Criador destinando suas criaturas para o nada. Inclusive adiantaram-se aos nossos tempos em que n\u00e3o s\u00e3o poucos os que pensam que tudo \u00e9 impregnado de esp\u00edrito e de vida. Nao \u00e9 o \u00e1tomo inerte o primeiro tijolo constitutivo da mat\u00e9ria, mas esse misterioso &#8220;b\u00f3son&#8221; que, n\u00e3o havendo outro atributo mais adequado, chamaram de &#8220;part\u00edcula de Deus&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As criaturas servem para nosso bem e &#8220;nelas n\u00e3o h\u00e1 veneno mortal&#8221;. Jesus reafirma esta verdade: &#8220;Deus n\u00e3o \u00e9 um Deus de mortos e, sim, de vivos&#8221;(Mc. 12,27). &#8220;Somos sonhados por Deus para a vida&#8221;, costuma dizer o Papa Francisco. S\u00e3o Irineu (sec. II) afirmava: &#8221; A gl\u00f3ria de Deus \u00e9 que todos vivamos&#8221;. A raz\u00e3o de Deus ter-se feito homem \u00e9 comunicar-nos sua pr\u00f3pria vida: &#8220;Eu vim para que todos tenham vida&#8221; (Jo.10.10). Estas palavras deveriam ser estandarte em todos os campos, caminhos, povoados, casas e cidades, para dar sentido \u00e0 nossa luta pela vida. De outra maneira, esta ser\u00e1 uma &#8220;paix\u00e3o in\u00fatil&#8221;, como Sartre disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A B\u00edblia \u00e9 o grande poema da vida. Ela \u00e9 essencialmente &#8220;evang\u00e9lica&#8221;, a feliz not\u00edcia da nossa vit\u00f3ria contra o pecado e a morte que neste mundo nos escravizam e acabrunham. (Hb.2,16)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Toda Palavra de Deus \u00e9 palavra de vida . &#8220;A morte entrou no mundo pela inveja do dem\u00f4nio&#8221; (Sb.1,24). O dem\u00f4nio \u00e9 chamado na B\u00edblia, pai da mentira. Quem pensa que est\u00e1 fadado a morrer est\u00e1 sendo enganado pelo dem\u00f4nio. S\u00e3o Paulo expressa essa mesma ideia, pondo no lugar do dem\u00f4nio o pecado. &#8220;A morte entrou no mundo por causa do pecado&#8221; (Rm.5). E o pecado, como revelado em Gn.3, consiste em pretender viver por n\u00f3s mesmos ou, melhor, sentir-se separados de Deus. Esse \u00e9 o sentido da \u00e1rvore proibida do bem e do mal. Deus lhes alertou que, comendo do seu fruto, experimentariam a vida como mortal caso quisessem viver por si mesmos. Nao morremos porque pecamos, pois fomos criados imortais, mas experimentamos a nossa exist\u00eancia como mortal se Deus n\u00e3o for fonte e esperan\u00e7a da vida que temos. A ideia defendida por alguns te\u00f3logos de que Ad\u00e3o e Eva (a humanidade) gozavam de imortalidade antes de pecar como um dom &#8220;preternatural&#8221;, fora da pr\u00f3pria natureza humana , per se mortal, contradiz a mensagem do livro da Sabedoria. N\u00e3o s\u00f3 n\u00f3s, humanos, toda a Cria\u00e7\u00e3o carrega a semente da imortalidade. &#8220;Nada ser\u00e1 aniquilado, tudo ser\u00e1 transformado&#8221;. Nesse sentido, o povo americano o expressa admiravelmente quando referindo-se ao que nos achamos &#8220;outra vida , eles a concebem como continuidade desta, revestida de gl\u00f3ria, dizendo &#8220;life after life&#8221;, vida ap\u00f3s a pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cristo veio &#8220;expulsar&#8221; o dem\u00f4nio da mentira diab\u00f3lica de estarmos condenados a morrer. A morte nega a Cria\u00e7\u00e3o e ao pr\u00f3prio Deus. \u00c9 interessante o detalhe da narrativa do Para\u00edso no qual viviam felizes, Ad\u00e3o e Eva porque se sentiam imortais. Junto \u00e0 \u00e1rvore proibida do bem e do mal, existia uma outra: &#8220;a \u00e1rvore da vida&#8221;, da qual podiam comer, ao menos ela n\u00e3o lhes era proibida. S\u00f3 quando resolveram comer da \u00e1rvore do bem e do mal, para serem como Deus, \u00e9 que experimentaram sua precariedade e necessidade de lutar e &#8220;suar&#8221; para ganhar o p\u00e3o de cada dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Teve Deus de vir na pessoa de Jesus de Nazar\u00e9 para nos revelar ser Ele essa mesma<br \/>\nparadis\u00edaca \u00e1rvore da Vida, quem &#8220;comer minha carne (vida) n\u00e3o morrer\u00e1&#8221; (Jo.6). Em &#8221; Laudato sii&#8221;, o Papa Francisco interpreta o mal e a morte como uma car\u00eancia de Deus . A dor, vazio e morte do mundo, dura um momento, o dom da vida de Deus, eternamente. (Sl.29)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;VISTO QUE TENDES ABUND\u00c2NCIA DE F\u00c9 E DE AMOR, SUPRAM AS CAR\u00caNCIAS DOS SEUS IRM\u00c3OS&#8221;. (2Cor.8,7- 15)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os crist\u00e3os de Jerusal\u00e9m sofriam grande pen\u00faria por terem sido confiscados seus bens por causa da sua F\u00e9 em Cristo. S\u00e3o Paulo promove uma coleta na comunidade de Corinto para suprir suas necessidades. At\u00e9 nossos dias essa pr\u00e1tica crist\u00e3 permanece. Umas Igrejas ajudam outras em qualquer lugar do mundo, como distintivo do cristianismo. Essa caridade \u00e9 tarefa universal de todo crist\u00e3o para todos os tempos pois, como disse Jesus: &#8220;Pobres sempre tereis&#8221;. (Jo.12, 8) Os pobres cumprem uma miss\u00e3o neste mundo. Sem eles ser\u00edamos menos ricos, n\u00e3o s\u00f3 economicamente como, principalmente, em esp\u00edrito e vida. De fato o rico tem materialmente o que falta ao pobre, mas o pobre d\u00e1 o que lhe falta ao rico: a necessidade da Vida Eterna que s\u00f3 Deus lhe pode brindar. Buda ensinou aos seus disc\u00edpulos que todo ser humano \u00e9 visitado neste mundo por tr\u00eas anjos para lhe guiar no caminho da verdadeira vida, que consiste em atingir o que ele chama &#8220;Ilumina\u00e7\u00e3o&#8221; ou Nirvana, a vida feliz. Esses anjos s\u00e3o: a doen\u00e7a, a velhice e a morte, que est\u00e3o presentes em todo tempo e lugar. \u00c9 imposs\u00edvel para quem percebe a presen\u00e7a desses anjos n\u00e3o empreender uma viagem para uma outra vida. N\u00f3s acrescentar\u00edamos \u00e0 sabedoria de Buda haver um quarto anjo: os pobres. Eles nos lembram, como o mesmo Jesus disse, que &#8220;a vida n\u00e3o depende da abund\u00e2ncia das riquezas&#8221;. Buda ilustra tamb\u00e9m esta verdade atrav\u00e9s de uma par\u00e1bola. Havia, diz ele, um homem sequioso por se tornar muito rico.nUm dia saiu de casa e foi \u00e0 procura de tesouros. Encontrou 300 moedas de ouro e, todo feliz, retornou para sua casa. No caminho, encontrou um mosteiro de monges budistas, que buscavam a vida de outra maneira. Entrou no mosteiro e entregou suas 300 moedas de ouro. Logo que chegou em casa, contou a sua mulher o acontecido. Recriminado por sua mulher por ter cometido aquela loucura, lhe disse: &#8220;Foi essa minha grande oportunidade de possuir meu verdadeiro tesouro. Nunca at\u00e9 agora tinha semeado a semente da felicidade&#8221;. Buda levava em seus l\u00e1bios, cinco s\u00e9culos antes, as palavras de Jesus: &#8220;Fazei para v\u00f3s tesouros que nem os ladr\u00f5es nem carcoma devoram&#8221;. S\u00e3o Paulo afirma que as riquezas deste mundo cumprem sua verdadeira finalidade se forem para &#8220;ter com que socorrer os mais necessitados&#8221; (Ef.4,28) a come\u00e7ar pelos pr\u00f3prios familiares, diz em outro lugar. A riqueza n\u00e3o s\u00e3o um mal em si mesmas nem impedem entrar no Reino de Deus, mas delas n\u00e3o nos vem a vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;MINHA FILHA, A TUA F\u00c9 TE CUROU&#8221; (Mc. 5,21-43)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Evangelho deste domingo relata dois milagres: a cura de uma mulher cronicamente doente e a reanima\u00e7\u00e3o ou ressuscita\u00e7\u00e3o de uma menina. Ambos relatos se complementam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De fato, as doen\u00e7as anunciam e antecipam nossa morte. Se diz que ambas pessoas afetadas gozavam de bom status social. A mulher doente tinha gasto muito dinheiro com m\u00e9dicos e a menina era filha de Jairo, chefe de uma Sinagoga. Mas suas posses n\u00e3o resolveram seu problema. A mulher lhe bastou tocar a veste de Jesus e instantaneamente foi curada. Tal mulher, chamada nos Evangelhos de &#8220;Hemorragia&#8221; por sofrer hemorragia cr\u00f4nica, segundo a tradi\u00e7\u00e3o da Igreja Ortodoxa, seria a Ver\u00f4nica ou Berenice que enxugou o rosto de Jesus na rua, indo para ser crucificado. Inclusive \u00e9 venerada como santa na Igreja Oriental. Este fato revela-nos o que alguns te\u00f3logos chamam &#8220;gra\u00e7a est\u00e9tica&#8221;, isto \u00e9, por contato f\u00edsico e sens\u00edvel. Por isso, n\u00f3s, cat\u00f3licos, costumamos tocar as rel\u00edquias (restos do corpo ou das vestes) dos santos para recebermos uma gra\u00e7a ou favor. Mas \u00e9 na Eucaristia, Deus feito P\u00e3o, que pelo seu contato f\u00edsico com nosso corpo nos comunica a cura de nossos males e nos concede a gra\u00e7a de todas as gra\u00e7as, que \u00e9 nossa Salva\u00e7\u00e3o. O crist\u00e3o, afirmava Santo In\u00e1cio de Antioquia (+107) pela sua F\u00e9, inverte a ordem do mist\u00e9rio da Encarna\u00e7\u00e3o: N\u00e3o \u00e9 Deus que se faz homem, mas o homem que se faz Deus. &#8220;Pela Encarna\u00e7\u00e3o de Deus em Jesus de Nazar\u00e9, todos nascemos na sua humanidade e divindade&#8221;, nos tornamos trans-humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Justino (sec.II) dizia que a Eucaristia faz presente o Mist\u00e9rio da Encarna\u00e7\u00e3o atey o fim dos tempos. Comer a carne de Cristo e beber Seu sangue nos santifica e diviniza. &#8220;Quem comer da minha carne e beber do meu sangue, n\u00e3o morrer\u00e1&#8221;. (Jo.6)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta \u00e1rdua luta pela vida, s\u00f3 em Cristo, temos a vit\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No relato evang\u00e9lico aparece um detalhe cabal\u00edstico (conhecimento pelos n\u00fameros) significativo. Se diz que a mulher curada sofria a doen\u00e7a fazia j\u00e1 12 anos, e a menina ressuscitada tinha 12 anos. Esses n\u00fameros significam as duas etapas da hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o: AC (as 12 tribos de Israel) e DC (os 12 ap\u00f3stolos, patriarcas do novo Povo de Deus). Cristo chama a ambas &#8220;filhas&#8221; e, se filhas, nascidas de novo em Cristo. &#8220;Se algu\u00e9m est\u00e1 em Cristo \u00e9 uma nova criatura&#8221; (2Cor.5,7).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Vida Eterna \u00e9 a mesma vida de Deus em n\u00f3s. Seria pequena e infeliz demais se apenas fosse humana ou c\u00f3smica. Mais uma vez temos de repetir para ajudar a interpretar melhor o sentido da nossa F\u00e9 e da esperan\u00e7a da Salva\u00e7\u00e3o, os milagres de Jesus durante Sua vida terreal e os incont\u00e1veis outros ao longo da hist\u00f3ria, muitas vezes para revelar a vida gloriosa dos Seus &#8220;santos&#8221;, s\u00e3o s\u00f3 &#8220;sinais&#8221; do Seu reinado sobre o pecado e sobre a morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deus &#8221; irrompe&#8221; com Seus milagres mas n\u00e3o &#8220;interrompe&#8221; o devir da Salva\u00e7\u00e3o do mundo, que esperamos at\u00e9 sermos ressuscitados. NA maior trag\u00e9dia desta vida \u00e9 acostumar-se a morrer ou como mostra uma velha can\u00e7\u00e3o italiana: &#8220;Non si pu\u00f3 morire dentro&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Cristo, dizia um grande poeta espanhol, o Arcipreste de Hita (s\u00e9c.X), a morte n\u00e3o \u00e9 morte, \u00e9 a dama da alvorada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Padre Jesus Priante<br \/>\nEspanha<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Revis\u00e3o e t\u00edtulo por Malcolm Forest<br \/>\nS\u00e3o Paulo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Copyright 2021 Padre Jesus Priante<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;MORRO, MAS N\u00c3O POSSO MORRER&#8221; Era a confiss\u00e3o de Unamuno, o maior pensador espanhol do s\u00e9culo XX, desde seu &#8220;tr\u00e1gico sentimento da vida&#8221;, como ateu. Se morremos, dizia, tudo \u00e9 absurdo. De fato, a \u00fanica raz\u00e3o de termos vindo a este mundo \u00e9 a pr\u00f3pria vida. 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