{"id":68324,"date":"2021-06-24T10:13:44","date_gmt":"2021-06-24T13:13:44","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=68324"},"modified":"2021-06-24T14:15:20","modified_gmt":"2021-06-24T17:15:20","slug":"deus-magnifico-gracioso-e-encantador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/deus-magnifico-gracioso-e-encantador\/","title":{"rendered":"Deus magn\u00edfico, gracioso e encantador"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Antes de mais nada, nossa homenagem ao Pe. Giovanni Saboia de Castro (1926-2020), ordenado sacerdote em 6 de dezembro de 1953. Por ele fui batizado aos 25 de novembro de 1956, na Matriz de Capistrano-CE. Partiu o grande e sempre muito lembrado e amado vig\u00e1rio do bairro Montese em 30 de maio de 2020. Na certeza de que ele se encontra no contexto beat\u00edfico, no todo ou no infinito, quando o homem, ao ultrapassar a si mesmo, encontra-se no absolutamente ilimitado, como ser humano verdadeiramente humano no infinito! Quando eu estava para me ordenar sacerdote, depois da ordena\u00e7\u00e3o diaconal, em 10 de janeiro de 1988, ele me prop\u00f4s ajudar nas despesas que eu iria ter pela frente, referentes ao sacramento da ordem. Nunca esqueci seu gesto gracioso, vindo do seu bom cora\u00e7\u00e3o! Dizia, orgulhoso, ser eu seu afilhado. Tamb\u00e9m gostava, por meu nome, Geovane, ter sido em sua homenagem. Nele, quero incluir todos os padres falecidos ultimamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o hesitar diante da gra\u00e7a de Deus que nos santifica, que ser\u00e1 sempre um benef\u00edcio divino, de um Deus inteiramente livre, sendo sempre dadivoso, al\u00e9m e acima da natureza criada, podendo ser conceb\u00edvel ou cri\u00e1vel, como um dom que de algum modo, ou de alguma maneira, \u00e9 preciso ser conquistado<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Deus \u00e9 magn\u00edfico, imenso e encantador, na sua divina bondade, e \u00e9 bondade sem limites na simplicidade e na humildade, bondade mesmo de Jesus, pobre e de uma compreensibilidade e candura inequ\u00edvocas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 quem \u00e9 capaz de assimilar a grandeza de Deus, naquela compreens\u00e3o do que \u00e9 imprescind\u00edvel num cora\u00e7\u00e3o de pobre, que quer se fazer com Jesus despojado, que esteja apto a acolher essa grandeza divina, na pequenez da exist\u00eancia humana. Urge, portanto, manter a chama da vida interior, na contempla\u00e7\u00e3o silenciosa, no desejo de Jesus de Nazar\u00e9, de ser fermento na massa, fermento esse que precisa ser olhado, de tal modo que possa, sim, com sua a\u00e7\u00e3o generosa crescer e, misteriosamente, fermente toda a massa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como \u00e9 maravilhoso quando as pessoas, e aqui o Pe. Giovanni Saboia de Castro em meio \u00e0s situa\u00e7\u00f5es de relativismo do mundo, com propostas ilus\u00f3rias de m\u00e9todos f\u00e1ceis, descobrem nos m\u00edsticos ou nos santos a import\u00e2ncia da presen\u00e7a de Deus, de se encontrar e de se encantar com o Senhor, num entendimento consciente e cristalino, manifestado no paradoxo do cansa\u00e7o, no que \u00e9 passageiro! S\u00e3o aqueles que, de verdade, est\u00e3o dispostos a se aventurarem ou querem andar na estrada do esp\u00edrito, de no itiner\u00e1rio da vida interior caminhar pelos seus corredores, como no exemplo de tantos santos e santas que nos precederam, e que encontraram com seu apan\u00e1gio no \u00fanico necess\u00e1rio e absoluto: Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o escolhemos viver, mas vivemos e existimos. Que se conven\u00e7a sempre mais de que viver \u00e9 pura gratuidade de Deus, mesmo em meio \u00e0s precariedades da vida, constantemente amea\u00e7ada, mas sem perder a esperan\u00e7a na eternidade, na realidade terrestre, de no c\u00e9u vermos Deus com a face descoberta (cf. 2 Cor 3, 18). Livrar dos desafios de tudo posto como empecilho ou limites, al\u00e9m de ferir, dividir e amarrar, como na seguinte afirma\u00e7\u00e3o: \u201cCom as m\u00e3os cheias, com o gesto de prazeroso regozijo e ao mesmo tempo generoso, num imperturb\u00e1vel contentamento\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A despeito do definitivo e da gl\u00f3ria futura, no sonho da mais absoluta realiza\u00e7\u00e3o, como na assertiva de Leonardo Boff: \u201cConcedei, Senhor, aos que est\u00e3o morrendo e decidindo por v\u00f3s, a gra\u00e7a de um r\u00e1pido amadurecimento humano e divino, para que, num acendrado acrisolamento, possam desabrochar totalmente em v\u00f3s\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. Assim seja!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Kloppenburg, Frei Boaventura. Colheita da vetustez, p. 12.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Boff, Leonardo. A vida para al\u00e9m da morte, p. 73.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Boff, Leonardo. A vida para al\u00e9m da morte, p. 66.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes de mais nada, nossa homenagem ao Pe. Giovanni Saboia de Castro (1926-2020), ordenado sacerdote em 6 de dezembro de 1953. Por ele fui batizado aos 25 de novembro de 1956, na Matriz de Capistrano-CE. Partiu o grande e sempre muito lembrado e amado vig\u00e1rio do bairro Montese em 30 de maio de 2020. 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