{"id":68224,"date":"2021-06-21T10:23:10","date_gmt":"2021-06-21T13:23:10","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=68224"},"modified":"2021-06-21T14:24:46","modified_gmt":"2021-06-21T17:24:46","slug":"insensibilidade-a-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/insensibilidade-a-vida\/","title":{"rendered":"Insensibilidade \u00e0 vida"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O ser humano carrega consigo o bonito dom da imortalidade e de vincula\u00e7\u00e3o com a eternidade. S\u00e3o dimens\u00f5es corroboradas pelo mist\u00e9rio da vida e de sensibilidade social, que atinge fortemente a conviv\u00eancia familiar. Assim sendo, a morte f\u00edsica das pessoas causa sensa\u00e7\u00e3o de separa\u00e7\u00e3o e vazio sem retorno. Na concep\u00e7\u00e3o b\u00edblica, n\u00e3o significa fim da vida, mas transforma\u00e7\u00e3o para a imortalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com tantas mortes neste tempo de pandemia da covid-19, com a visualiza\u00e7\u00e3o de incont\u00e1veis covas abertas nos cemit\u00e9rios por todo o Brasil, a tend\u00eancia \u00e9 a perda da sensibilidade para o valor da vida. Para o setor da ci\u00eancia e da medicina, certamente tem sido espa\u00e7o de grande aprendizado, de descoberta de novos caminhos no setor de vacinas, atrav\u00e9s de um v\u00edrus t\u00e3o inesperado e preocupante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paralelo aos efeitos do coronav\u00edrus, muitas outras doen\u00e7as eliminam vidas. Mas n\u00e3o s\u00f3 isto, porque a viol\u00eancia do tr\u00e2nsito mata, os tiroteios e balas perdidas nas grandes cidades tamb\u00e9m matam. \u00c9 a fragilidade do ser criado, pr\u00e1tica que n\u00e3o condiz com a vontade origin\u00e1ria do Criador. Deus projetou vida e n\u00e3o morte, principalmente de forma desordenada e agressiva como tem acontecido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Palavra divina diz que \u201cDeus n\u00e3o fez a morte, nem se alegra com a perdi\u00e7\u00e3o dos vivos\u201d (Sb 1,13). Em outras palavras, para o justo, morrer \u00e9 entrar na imortalidade. Tudo isto para dizer que a insensibilidade \u00e0 vida deve estar fora dos padr\u00f5es de racionalidade do ser humano. Menos ainda para quem tem assentimento e pr\u00e1tica dos mandamentos e princ\u00edpios que norteiam o exerc\u00edcio da f\u00e9 em Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse momento de distanciamento provocado pela pandemia da covid-19 pode causar insensibilidade em rela\u00e7\u00e3o ao outro, doen\u00e7a, fechamento e individualismo. Talvez seja momento de reerguimento interior, de cura espiritual para a pessoa n\u00e3o perder o sentido da vida e nem a esperan\u00e7a, fundamentada em Deus. Dentro desse contexto, abra\u00e7ar a f\u00e9 tem uma dimens\u00e3o sem precedentes de vida nova.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante da tamanha import\u00e2ncia que deve ser dada \u00e0 vida humana, entendemos porque Jesus realizava milagres com a \u00fanica inten\u00e7\u00e3o de recuperar a humanidade ferida das pessoas. Al\u00e9m da vida, Ele n\u00e3o se conformava com o sofrimento vivido por elas. Por isso atendia a todos que O procuravam buscando ajuda nas suas prementes necessidades. Era impressionante seu carinho por todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ser humano carrega consigo o bonito dom da imortalidade e de vincula\u00e7\u00e3o com a eternidade. S\u00e3o dimens\u00f5es corroboradas pelo mist\u00e9rio da vida e de sensibilidade social, que atinge fortemente a conviv\u00eancia familiar. Assim sendo, a morte f\u00edsica das pessoas causa sensa\u00e7\u00e3o de separa\u00e7\u00e3o e vazio sem retorno. Na concep\u00e7\u00e3o b\u00edblica, n\u00e3o significa fim da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":55820,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-68224","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68224","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68224"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68224\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":68225,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68224\/revisions\/68225"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55820"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68224"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68224"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68224"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}