{"id":68010,"date":"2021-06-11T10:49:36","date_gmt":"2021-06-11T13:49:36","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=68010"},"modified":"2021-06-11T15:53:17","modified_gmt":"2021-06-11T18:53:17","slug":"a-igreja-no-mundo-urbano-fermento-de-fraternidade-na-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-igreja-no-mundo-urbano-fermento-de-fraternidade-na-cidade\/","title":{"rendered":"A IGREJA NO MUNDO URBANO: \u201cFERMENTO DE FRATERNIDADE NA CIDADE\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Conduzido por dom Joaquim Mol, o encontro virtual webinar \u201cIgreja no Brasil Painel\u201d contou com a presen\u00e7a do padre Francisco de Aquino J\u00fanior, autor do livro \u201cPastoral Urbana: novos caminhos da Igreja no Brasil\u201d, e o assessor das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) na Comiss\u00e3o Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB, o te\u00f3logo Celso Pinto Carias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em maio de 2019 a 57\u00aa Assembleia Geral da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), refletiu sobre a evangeliza\u00e7\u00e3o do mundo urbano, uma reflex\u00e3o que faz parte das atuais Diretrizes Gerais da A\u00e7\u00e3o Evangelizadora da Igreja no Brasil, para o quadri\u00eanio 2019-2023. A tem\u00e1tica tamb\u00e9m foi trabalhada no 14\u00ba Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), realizado em 2018, em Londrina (PR).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o presidente da Comiss\u00e3o Episcopal Pastoral para a Comunica\u00e7\u00e3o da CNBB o objetivo destes encontros virtuais mensais \u00e9 \u201crefletir e compartilhar assuntos e realidades importantes para a vida dos crist\u00e3os e crist\u00e3s, e para todos que de boa vontade, desejam ver e vivenciar a Igreja em sa\u00edda para as periferias e tamb\u00e9m desejam ver e vivenciar um Brasil melhor, um outro Brasil poss\u00edvel\u201d, insistindo em que \u201caqui n\u00f3s trabalhamos \u00e0 luz do Magist\u00e9rio do Papa Francisco e da CNBB. Assim vamos conectando, formando redes, de partilha de conhecimento, de f\u00e9, de boas pr\u00e1ticas evangelizadoras, de boas pr\u00e1ticas s\u00f3cio transformadoras\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mundo urbano \u00e9 uma realidade muito presente no Brasil, pois 85% dos brasileiros vivem nas cidades. As cidades brasileiras sofrem cada vez mais as consequ\u00eancias do baixo crescimento econ\u00f4mico, do alto desemprego, segundo dom Mol. Ele define o atual como \u201cum tempo em que se recuou muito as pol\u00edticas p\u00fablicas e sociais determinadas pela receita do neoliberalismo e assumida pelo Governo Federal e por v\u00e1rios governos estaduais\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo isso provoca, segundo o bispo auxiliar de Belo Horizonte que as cidades brasileiras sofram com a viol\u00eancia, a dificuldade na mobilidade, a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, que tira os mais pobres dos lugares principais das cidades. O bispo se perguntou como ser Igreja nas periferias das cidades brasileiras, com seus impactos sociais, econ\u00f4micos, ambientais, que gera exclus\u00e3o social e degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dom Mol apresentou o padre Francisco Aquino Junior, como um dos maiores te\u00f3logos pastoralistas da Igreja do Brasil, e Celso Pinto Carias, te\u00f3logo leigo, assessor nacional das CEBs, homem experimentado na caminhada eclesial, cheio de esperan\u00e7a e confiante que devemos avan\u00e7ar no processo de \u201ccomunitariza\u00e7\u00e3o\u201d eclesial, porque n\u00e3o h\u00e1 Igreja sem comunidade, insistia o bispo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A revolu\u00e7\u00e3o industrial marcou o crescimento das cidades, segundo Francisco Aquino Junior, tendo a desigualdade e a segrega\u00e7\u00e3o como elementos que as definem. O modo de vida na cidade, vai se gestando baseada nos bens, nas rela\u00e7\u00f5es entre as pessoas e a realiza\u00e7\u00e3o das pessoas nessas rela\u00e7\u00f5es e na satisfa\u00e7\u00e3o de suas necessidades. \u201cEssa forma segregacionista de organiza\u00e7\u00e3o da cidade, ela repercute nas rela\u00e7\u00f5es que as pessoas v\u00e3o estabelecendo umas com as outras. Ela repercute nos valores e nas pr\u00e1ticas que v\u00e3o se tornando cotidianas na vida das pessoas, e ela repercute na realiza\u00e7\u00e3o ou frustra\u00e7\u00e3o da vida humana\u201d, insiste o te\u00f3logo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele se perguntou como entender a Igreja em meio disso, lembrando o n\u00famero 41 das atuais Diretrizes Gerais da A\u00e7\u00e3o Evangelizadora da Igreja no Brasil, onde diz que \u201c\u00e9 tarefa da Igreja fazer com que o Evangelho de Jesus Cristo chegue ao cora\u00e7\u00e3o das pessoas, \u00e0s estruturas sociais e \u00e0s diversas culturas\u201d. Aquino Junior lembra o princ\u00edpio da fraternidade, uma ideia impulsada pelo Papa Francisco, que leve a \u201cse relacionar de uma forma harmoniosa, saud\u00e1vel\u201d, o que deve repercutir na cultua, algo \u201crelevante no contexto que a gente est\u00e1 vivendo, de tanta tens\u00e3o, de tanta polariza\u00e7\u00e3o, de tanto \u00f3dio, de tanta avers\u00e3o aos direitos humanos, de tanta guerra nas redes sociais, \u00e0s vezes verdadeiras mil\u00edcias digitais que v\u00e3o tomando conta de nossas comunidades\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O papel da Igreja na cidade \u00e9 fazer com que \u201co Evangelho chegue no cora\u00e7\u00e3o das pessoas e interfira na sociedade, configure por dentro a cultura\u201d, segundo o pastoralista, que citando Paulo VI insistiu em que a evangeliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser verniz. O caminho privilegiado para isso, segundo as Diretrizes, \u00e9 a comunidade como lugar de vida fraterna, onde a gente sabe que n\u00e3o est\u00e1 sozinho, a comunidade como lugar de acolhida e de consolo, daqueles que vivem momentos de angustia e de desespero, a como fermento de fraternidade na cidade, colaborando no processo de democratiza\u00e7\u00e3o e as lutas por direitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No cora\u00e7\u00e3o da cidade a Igreja se constitui como lugar onde se aprende a viver como irm\u00e3o e como fermento de fraternidade, resgatando e afirmando os valores fundamentais do Evangelho, a dignidade e a democratiza\u00e7\u00e3o da cidade, algo que vai fazer com que a Igreja se constitua como hospital de campanha, como casa de portas abertas, como fermento de transforma\u00e7\u00e3o, segundo Aquino Junior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pensar a Igreja na cidade implica considerar as cidades concretas onde a gente est\u00e1, com uma desigualdade profunda, que nega a grande parte da popula\u00e7\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para uma vida digna, decente, o que gera tens\u00e3o, viol\u00eancia e frustra\u00e7\u00f5es. Aquino Junior lembrou a insist\u00eancia do Papa Francisco de que \u201cno centro da f\u00e9 crist\u00e3 est\u00e1 a fraternidade\u201d, a forma crist\u00e3 de viver a filia\u00e7\u00e3o divina. Ele resumiu o papel da Igreja na cidade em ser \u201ccomunidade em torno da Palavra, do P\u00e3o e da Caridade, com a miss\u00e3o de ser fermento de fraternidade, renovando a cidade a partir de dentro com a for\u00e7a do Evangelho\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Celso Pinto Carias tamb\u00e9m insistiu em que n\u00e3o h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 cidade. Ele refletiu a partir de exemplos concretos, lembrando uma conversa com dom S\u00e9rgio Castriani, recentemente falecido, em que o ent\u00e3o arcebispo de Manaus dizia saber muito bem como trabalhar nas comunidades ribeirinhas, mas que o grande desafio era Manaus, se questionando sobre o desafio de articular as periferias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa vida na cidade se concretiza na vida do povo, como aconteceu com seu irm\u00e3o motorista de \u00f4nibus naquele tempo que foi convidado para ser padrinho de batismo e n\u00e3o conseguia participar dos encontros de prepara\u00e7\u00e3o a serem realizados durante tr\u00eas domingos, pois na cidade o domingo n\u00e3o \u00e9 mais dia de folga para muita gente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o professor da PUC -Rio, falando sobre a realidade do mundo urbano, \u201cestamos demorando, do ponto de vista da evangeliza\u00e7\u00e3o a buscar mecanismos que atendam esse desafio\u201d. Ele refletiu sobre a evangeliza\u00e7\u00e3o superficial, sobre o fato de que \u201ca gente n\u00e3o vai \u00e0s ra\u00edzes das quest\u00f5es que perpassam o processo de evangeliza\u00e7\u00e3o, que \u00e9 um di\u00e1logo com profundidade\u201d. Celso Carias se perguntou o que significa ser fam\u00edlia nessa realidade urbana? O trabalhador passa muitas horas foras de casa, sem folga, sem condi\u00e7\u00f5es de cuidar das rela\u00e7\u00f5es familiares. Junto com isso, o fato de que muitas mulheres s\u00e3o chefes de fam\u00edlia, o que o leva a afirmar que o modelo tradicional de fam\u00edlia exclui muita gente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-299300\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Celso-Aquino-Junior-Dom-Mol.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" srcset=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Celso-Aquino-Junior-Dom-Mol.jpg 640w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Celso-Aquino-Junior-Dom-Mol-300x169.png 300w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Celso-Aquino-Junior-Dom-Mol-500x281.png 500w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O te\u00f3logo insiste na necessidade de repensar um modelo, tendo como ponto de partida as diretrizes, pensando o que significa fazer miss\u00e3o, ser comunidade, articular a par\u00f3quia. Nesse ponto lembrou de Jos\u00e9 Comblin, que em 1989, numa assessoria \u00e0 CNBB, foi um dos primeiros a levantar a quest\u00e3o da evangeliza\u00e7\u00e3o da cidade. L\u00e1, o te\u00f3logo belga falava sobre a burocratiza\u00e7\u00e3o das par\u00f3quias, que podem se tornar verdadeiros cativeiros paroquiais. Nesse ponto se referia ao Documento 100 da CNBB, que segundo ele ainda n\u00e3o foi bem recebido, se questionando sobre quantas paroquias no Brasil funcionam enquanto rede de comunidades, insistindo em que \u201cesse \u00e9 o caminho\u201d. Segundo Carias, \u201ca comunidade precisa ser o lugar do encontro\u201d, e junto com isso \u201cesse lugar onde as pessoas sejam reconhecidas na sua condi\u00e7\u00e3o humana\u201d e \u201cespa\u00e7os de solidariedade e de festa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEssa forma de organizar a vida que concentra bens, que segrega pessoas, ela \u00e9 alimentada por uma forma de individualismo muito agu\u00e7ado em que cada um deve pensar em si mesmo\u201d, afirma Aquino Junior. Ele refletiu sobre a tentativa de que as pessoas se despreocupem pelos outros, de romper v\u00ednculos de solidariedade, de tornar as pessoas insens\u00edveis ao sofrimento dos outros, criando a cultura da indiferen\u00e7a, a cultura do descart\u00e1vel. Segundo ele, \u201co individualismo acompanha e justifica a l\u00f3gica do capitalismo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante disso, o que torna a vida poss\u00edvel na cidade diante de tantas trag\u00e9dias s\u00e3o os v\u00ednculos que se criam: fam\u00edlia, amigos, v\u00ednculos afetivos, os grupos. Nessa realidade, a Igreja deve ser lugar de v\u00ednculo, de fraternidade num n\u00edvel que vai al\u00e9m do sangue, alargando os v\u00ednculos que se fundamentam num Deus que \u00e9 amor e comunh\u00e3o Trinit\u00e1ria. Nesse contexto, \u201ca Igreja \u00e9 chamada a ser sinal de reconcilia\u00e7\u00e3o dos seres humanos entre si e com Deus\u201d, segundo o te\u00f3logo. Ele v\u00ea a Igreja como \u201clugar de v\u00ednculos fundado no Mist\u00e9rio amoroso de Deus e na a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito que \u00e9 quem re\u00fane\u201d. Frente \u00e0 l\u00f3gica do \u00f3dio, cada vez mais presente na sociedade brasileira, a Igreja, nesse contexto, tem que ser fermento de fraternidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante da quest\u00e3o do pentecostalismo, Celso Carias partiu da ideia de que a espiritualidade pentecostal \u00e9 uma espiritualidade leg\u00edtima. Por outro lado, ele afirmou que \u201ca teologia que sustenta o mundo pentecostal permite uma flexibilidade que pode ser utilizada por aqueles que s\u00e3o mal-intencionados\u201d, o que deu lugar ao neopentecostalismo. Na sua opini\u00e3o, a l\u00f3gica do poder precisa de um mecanismo que o sustente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da\u00ed a necessidade de n\u00e3o esquecer que o centro \u00e9 o caminho de Jesus, \u00e9 o Reino de Deus, para n\u00e3o ser utilizado pelos centros de poder. O caminho a seguir deve vir do fato de ter a coragem de dialogar, mesmo diante da dificuldade de faz\u00ea-lo, inclusive com espa\u00e7os pentecostais dentro da Igreja cat\u00f3lica. Na sua opini\u00e3o, a par\u00f3quia n\u00e3o deveria ser lugar de oferta de um \u00fanico modelo espiritual, o que ajudaria a superar essa crise que estamos passando no momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Confira a live na \u00edntegra:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"#LivesCNBB:\u200b\u200b\u200b \u201cA Igreja no mundo urbano e os desafios pastorais\u201d\" width=\"696\" height=\"392\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SpMW4r9cOfU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por padre Luis Miguel Modino\/ Equipe de Comunica\u00e7\u00e3o do Celam<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conduzido por dom Joaquim Mol, o encontro virtual webinar \u201cIgreja no Brasil Painel\u201d contou com a presen\u00e7a do padre Francisco de Aquino J\u00fanior, autor do livro \u201cPastoral Urbana: novos caminhos da Igreja no Brasil\u201d, e o assessor das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) na Comiss\u00e3o Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB, o te\u00f3logo Celso [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":68011,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7,13],"tags":[],"class_list":["post-68010","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cnbb","category-featured"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68010","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68010"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68010\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":68012,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68010\/revisions\/68012"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/68011"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68010"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68010"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68010"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}