{"id":67958,"date":"2021-06-09T09:51:59","date_gmt":"2021-06-09T12:51:59","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=67958"},"modified":"2021-06-09T16:56:27","modified_gmt":"2021-06-09T19:56:27","slug":"apanagio-dos-amigos-de-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/apanagio-dos-amigos-de-jesus\/","title":{"rendered":"Apan\u00e1gio dos amigos de Jesus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A miss\u00e3o salv\u00edfica de Jesus, na sua intimidade e comunh\u00e3o com o Pai, t\u00e3o evidente na sua ora\u00e7\u00e3o sacerdotal, revela seu verdadeiro rosto ou identidade. Jesus contava com uma \u00fanica alegria e satisfa\u00e7\u00e3o: fazer a vontade do Pai e levar a bom termo a sua obra. \u00c9 este seu alimento e j\u00fabilo, n\u00e3o necessitando de mais nada (cf. Jo 4, 34). S\u00f3 em Jesus \u00e9 poss\u00edvel perceber o fundamento da ora\u00e7\u00e3o dos seguidores de Jesus de Nazar\u00e9, apoiados e enraizados na sua rela\u00e7\u00e3o com o absoluto. Esse fundamento compreende sua paix\u00e3o pelo Pai, como nas palavras do ap\u00f3stolo Paulo: \u201cQuer comais, quer bebais, quer fa\u00e7ais qualquer outra coisa, fazei tudo em nome de Jesus, para a gl\u00f3ria de Deus Pai\u201d (cf. 1 Cor 10, 31; Cl 3, 17).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pensemos, pois, num Deus que ama em profundidade o mundo, e nele a criatura humana. A ora\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os, sendo o apan\u00e1gio progressivo da verdade na caridade, rumo \u00e0 eternidade<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, deve iluminar a criatura humana, no sentido de que se fa\u00e7a a vontade do Pai, aqui na terra, mas que seja realizada l\u00e1 no c\u00e9u. A vida crist\u00e3, animada pela ora\u00e7\u00e3o, corresponde, numa atitude espiritual de confian\u00e7a ilimitada, \u00e0 entrega espont\u00e2nea, num estreitamento filial e ininterrupto, refugiando-se em Deus, em todas as necessidades. \u00c9 esse o esp\u00edrito de ora\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de Jesus, podendo prevalecer o mesmo esp\u00edrito que Jesus quis imprimir na mente e no cora\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Evangelhos nos apresentam uma imagem de Jesus, no desmedido e colossal exemplo de sua entrega como um hino de louvor ao Pai. Jesus reza com muita frequ\u00eancia: faz ora\u00e7\u00f5es comuns, como a b\u00ean\u00e7\u00e3o antes das refei\u00e7\u00f5es, reza antes de atos e decis\u00f5es importantes, nos milagres, no conv\u00edvio com os ap\u00f3stolos, na solid\u00e3o noturna e na presen\u00e7a dos disc\u00edpulos, tamb\u00e9m quando seu esp\u00edrito se encontra alegre, sem esquecer da agonia no Gets\u00eamani!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEntremos e, prostrados, o adoremos, de joelhos ante o Deus que nos criou\u201d (Sl 94). Que seja uma ora\u00e7\u00e3o universalmente ecum\u00eanica, como nas palavras do poeta e m\u00edstico alem\u00e3o, protestante, em pleno s\u00e9culo do iluminismo ou das luzes, ao erguer sua voz para lembrar aos homens, mas num compromisso de s\u00faplica: \u201cDeus aqui est\u00e1 presente, adoremos! Com santa rever\u00eancia, entremos na sua presen\u00e7a. Deus est\u00e1 aqui no meio: tudo se cale em n\u00f3s e o \u00edntimo de nosso peito prostre-se em sua presen\u00e7a. Quem quer, o conhe\u00e7a, quem pronuncie seu nome, baixe os olhos \u00e0 terra e para ele dirija o cora\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prescindir do valor da ora\u00e7\u00e3o seria como que se indispor contra aquele que tanto amou o mundo que lhe deu o seu Filho \u00fanico (cf. Jo 3, 16), tamb\u00e9m querendo realizar inteiramente a vontade do Pai, fazendo-se obediente at\u00e9 a morte e morte de cruz (cf. Fl 2, 8). Como \u00e9 imprescind\u00edvel uma ora\u00e7\u00e3o consequente, que leva \u00e0 mesma atitude da Santa M\u00e3e de Deus, Maria, fonte de alegria, ao aflorar nos seus l\u00e1bios, naquela magn\u00edfica e sublime visita \u00e0 sua prima Isabel. Vemos que Deus pousou seu olhar, na sua insignific\u00e2ncia, mas que nela se realizam maravilhas, na exalta\u00e7\u00e3o dos empobrecidos e humildes, os favoritos de Deus. Assim seja!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> AGOSTINHO, Santo. \u00f3 eterna verdade, verdadeira caridade e cara eternidade. Ep. 155, n.1<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> CANTALAMESSA, Raniero. \u201cSubindo ao Monte Sinai\u201d, p. 180.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A miss\u00e3o salv\u00edfica de Jesus, na sua intimidade e comunh\u00e3o com o Pai, t\u00e3o evidente na sua ora\u00e7\u00e3o sacerdotal, revela seu verdadeiro rosto ou identidade. 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