{"id":67885,"date":"2021-06-08T09:05:25","date_gmt":"2021-06-08T12:05:25","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=67885"},"modified":"2021-06-07T17:07:58","modified_gmt":"2021-06-07T20:07:58","slug":"cartas-da-trapa-um-verdadeiro-itinerario-de-santidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/cartas-da-trapa-um-verdadeiro-itinerario-de-santidade\/","title":{"rendered":"\u201cCartas da Trapa\u201d, um verdadeiro itiner\u00e1rio de santidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Maria Gabriela Sagheddu \u00e9 uma monja trapista italiana da primeira metade do s\u00e9culo XX. Nasceu, no dia 17 de mar\u00e7o de 1914, em Dorgali, na It\u00e1lia, e faleceu, em 23 de abril de 1939, no mosteiro trapista de Grottaferrata, na pr\u00f3pria It\u00e1lia. Tinha apenas 25 anos, mas \u2013 como Santa Teresinha do Menino Jesus, a carmelita de Lisieux, na Fran\u00e7a do s\u00e9culo XIX \u2013, galgou a perfei\u00e7\u00e3o para a qual Cristo nos convida (cf. Mt 5,48). Eis que, agora, o p\u00fablico de l\u00edngua portuguesa tem a oportunidade de conhecer melhor essa monja, por meio de seus pr\u00f3prios escritos que formam um verdadeiro itiner\u00e1rio de santidade, com a publica\u00e7\u00e3o do livro \u201cCartas da Trapa: vida e correspond\u00eancias de Maria Gabriela Sagheddu, monja trapista do s\u00e9culo XX\u201d. Obra da Cultor de Livros, traduzida pelo Ir. Vanderlei de Lima, eremita de Charles de Foucauld na Diocese de Limeira (SP), que lhe acrescentou a introdu\u00e7\u00e3o e elucidativas notas de rodap\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Maria Sagheddu, este \u00e9 seu nome de Batismo, foi uma menina um tanto incomum \u00e0 sua \u00e9poca e ao seu povoado, pois, naquela ardorosa popula\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica, era bastante arredia \u00e0s pr\u00e1ticas religiosas, n\u00e3o obstante a insist\u00eancia de sua m\u00e3e para que ela fosse \u00e0 Missa e se envolvesse num dos apostolados de ent\u00e3o. As ora\u00e7\u00f5es de sua m\u00e3e, assim como todas as nossas preces, n\u00e3o foram, todavia, em v\u00e3o. Aos 17 anos, preparou-se para receber o sacramento da Crisma e, aos 18, ingressou na A\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica atra\u00edda por seus grandes ideais, ou seja, a Eucaristia, o apostolado e o hero\u00edsmo crist\u00e3o. Era bonita e, por isso, atra\u00eda os rapazes da vila em que morava; recebeu muitas propostas de namoro e casamento, mas as recusou, pois sentia-se chamada por Deus a doar-lhe a vida. Contudo, n\u00e3o sabia como fazer isso por desconhecer, em seus detalhes, as formas de vida consagrada, mas Dom Bas\u00edlio Meloni, piedoso p\u00e1roco de Dorgali, a orientou e enviou, por fim, com o pleno consentimento da jovem, ao mosteiro trapista de Grottaferrata ou de Grota, como era conhecido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Maria estava plenamente convicta de sua voca\u00e7\u00e3o. A pr\u00f3pria m\u00e3e \u00e9 quem nos conta sobre o \u00faltimo encontro entre elas antes da partida para a Trapa: \u201cRecordo que no dia em que ela partiu, eu chorava enquanto me despedia. Maria me perguntou a raz\u00e3o do meu pranto e me disse: \u2018Porque choras, n\u00e3o \u00e9s nem digna de ter uma filha monja\u2019. Ent\u00e3o, eu lhe disse: \u201cFica com Deus e que Ele te ajude\u201d. Conformei-me e dizia: \u2018Prefiro que Deus a leve para o c\u00e9u do que ela volte para a casa\u2019. S\u00f3 uma prima a acompanhou at\u00e9 o trem para levar-lhe uma pequena mala, pois o padre Meloni n\u00e3o queria que fosse muita gente se despedir dela\u201d (<em>Cartas da Trapa<\/em>, p. 28). Chegou a Grottaferrata em 30 de setembro de 1935. Tinha apenas 21 anos, mas era interiormente madura para saber que quem coloca a m\u00e3o no arado com Cristo n\u00e3o deve olhar para tr\u00e1s (cf. Lc 9,62).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em poucos dias, apaixonou-se pela vida trapista. E, aqui, para que os leitores n\u00e3o se percam, desejo expor, de acordo com o pr\u00f3prio livro rec\u00e9m-lan\u00e7ado, o que \u00e9, afinal, a Ordem Cisterciense da Estrita Observ\u00e2ncia ou Trapista. \u201cTrata-se de uma Ordem Contemplativa que segue a Regra de S\u00e3o Bento escrita, no s\u00e9culo VI, na It\u00e1lia. Traz ela uma forma de viver o Evangelho \u00e0 luz da sabedoria mon\u00e1stica antiga e \u00e9 caracterizada pela ora\u00e7\u00e3o comum e individual, bem como pelo trabalho manual e a leitura orante da Palavra de Deus (a <em>Lectio Divina<\/em>)\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNo entanto, essa Regra \u00e9 seguida de acordo com a interpreta\u00e7\u00e3o dela feita, no s\u00e9culo XII, pelos santos Roberto, Alberico e Est\u00eav\u00e3o, fundadores de um novo mosteiro em um local isolado chamado de Cister. A inten\u00e7\u00e3o desses santos era voltar \u00e0 pureza e \u00e0 simplicidade da Santa Regra, aspectos que eles julgavam ter sido deixados de lado no decorrer dos tempos. No s\u00e9culo XVII, Armand Jean le Bouthillier de Ranc\u00e9, abade do mosteiro cisterciense de N\u00f4tre-Dame de la Trappe (da\u00ed o nome trapista), foi respons\u00e1vel por uma nova reforma que visava voltar \u00e0 origem austera das ra\u00edzes de Cister. Teve sucesso, de modo que, no s\u00e9culo XIX, o Papa Le\u00e3o XIII aprovou a reforma, ent\u00e3o solidificada, como uma nova Ordem religiosa na Igreja: Cistercienses da Estrita Observ\u00e2ncia ou, de modo popular, trapistas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA vida na Trapa \u00e9 dirigida totalmente \u00e0 experi\u00eancia do Deus vivo. \u00c9, portanto, contemplativa. Chamado(a) por Deus, o (a) trapista se consagra a busc\u00e1-Lo, de modo integral, seguindo a Cristo, sob a Regra de S\u00e3o Bento, e a um Abade (ou Abadessa) em uma comunidade est\u00e1vel, na caridade fraterna na qual todos os bens s\u00e3o compartilhados. Afastado(a) do mundo, o (a) trapista purifica seu cora\u00e7\u00e3o mediante a Palavra de Deus, a ora\u00e7\u00e3o e uma ascese (do grego <em>\u00e1skesis<\/em>: exerc\u00edcio) libertadora que o (a) faz humilde e obediente \u00e0 semelhan\u00e7a de Cristo. Fiel ao cap\u00edtulo 4 da Regra de S\u00e3o Bento, a recomendar que nada anteponha ao amor de Cristo, o dia a dia da Trapa se desenvolve no equil\u00edbrio entre o Oficio Divino, a vida de ora\u00e7\u00e3o pessoal e a fraterna, o trabalho manual e o estudo. O estilo de vida \u00e9 s\u00f3brio e simples, como se nota, por exemplo, na Carta 8 em que Gabriela descreve \u00e0 m\u00e3e como \u00e9 um dia no seu mosteiro de Grottaferrata. Ao lado desse clima penitente, reina uma exist\u00eancia fraterna, trabalhadora e escondida do mundo, mas aberta ao amor de Cristo e \u00e0 alegre a\u00e7\u00e3o transformadora do seu Esp\u00edrito\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO clima de solid\u00e3o e sil\u00eancio permite que flores\u00e7a, junto com a lembran\u00e7a de Deus, a ora\u00e7\u00e3o pura e cont\u00ednua. Pela hospitalidade, aberta a todos sem distin\u00e7\u00e3o, a Trapa reparte o fruto de sua contempla\u00e7\u00e3o e de seu trabalho. Sua miss\u00e3o no Corpo m\u00edstico de Cristo, que \u00e9 a Igreja (cf. 1Cor 12,12-21; Cl 1,24), se d\u00e1 pela entrega do monge (da monja) a Deus na fidelidade \u00e0 vida mon\u00e1stica. Seu apostolado consiste em manter um cora\u00e7\u00e3o orante e purificado, pois nele se encontram todas as alegrias e tristezas da humanidade. N\u00e3o realiza trabalhos pastorais externos com o povo, mas o acolhe na hospedaria do mosteiro. Este \u00e9 sinal da transcend\u00eancia de Deus entre os homens. \u00c9 uma antevis\u00e3o da comunh\u00e3o com Deus, em Cristo, na eternidade\u201d (<em>Cartas da Trapa<\/em>, p. 14-15).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Trapa, Maria Sagheddu teve como mestra a Madre Pia Gullini, monja com mente aberta aos problemas de seu tempo e de profunda viv\u00eancia da vida mon\u00e1stica nos moldes cistercienses. De mestra e disc\u00edpula, tornar-se-\u00e3o grandes amigas unidas por dois pontos comuns especiais: o desejo da vida santa no mosteiro em demanda das coisas do alto (cf. Cl 3,1-2) e o anseio pela unidade dos crist\u00e3os, t\u00e3o desejada por Cristo (cf. Jo 17,20-23). Sim, logo depois do noviciado, no qual recebe o nome de Gabriela, a jovem monja vinda de Dorgali se oferece, com autoriza\u00e7\u00e3o da madre, como v\u00edtima expiat\u00f3ria pela unidade, conforme, d\u00e9cadas depois, o Conc\u00edlio Vaticano II (1962-1965) deixar\u00e1 muito claro no seu Decreto <em>Unitatis Redintegratio<\/em> (A Reintegra\u00e7\u00e3o da Unidade).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, ser v\u00edtima expiat\u00f3ria \u00e9 sofrer com Nosso Senhor por uma causa nobre na sua Igreja. \u00c9 a pr\u00f3pria Irm\u00e3 Maria Gabriela quem nos assegura: \u201cAgora, entendi, verdadeiramente, que o ser v\u00edtima n\u00e3o consiste em fazer grandes coisas, mas, sim, no sacrif\u00edcio total do pr\u00f3prio eu\u201d (<em>Cartas da Trapa<\/em>, p. 52). De modo mais expl\u00edcito, lemos na introdu\u00e7\u00e3o do livro o seguinte: \u201cSer v\u00edtima \u00e9 se oferecer como repara\u00e7\u00e3o dos pecados dos outros, seguindo o exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo, que foi a V\u00edtima Expiat\u00f3ria por excel\u00eancia (cf. Rm 3,25; Hb 2,17; 1Jo 2,2). A alma pede com admir\u00e1vel coragem sobrenatural aridez espiritual e desola\u00e7\u00e3o, nas quais parece afundar nas mais horr\u00edveis trevas, sem qualquer consolo sens\u00edvel relacionado a Deus, especialmente na ora\u00e7\u00e3o; pede doen\u00e7as ou mesmo a morte, por meio da aceita\u00e7\u00e3o de contratempos. E contrariedades, mal-entendidos, acidentes, humilha\u00e7\u00f5es e abusos s\u00e3o permitidos por Deus para reparar e evitar a puni\u00e7\u00e3o aos pecadores que devem pagar e responder por suas injustas queixas. No caso de nossa monja, o oferecimento da vida foi pela Unidade dos Crist\u00e3os\u201d (<em>Cartas da Trapa<\/em>, p. 17).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma miss\u00e3o sublime a das v\u00edtimas expiat\u00f3rias na Igreja. S\u00f3 por uma especial gra\u00e7a divina podem se oferecer e levar avante, com verdadeira alegria, tal oferecimento, como fez Gabriela. Ali\u00e1s, sua vida ofertada a Deus em favor da humanidade \u00e9 expressa em diversas correspond\u00eancias que dirige \u00e0 sua querida m\u00e3e. Eis dois belos exemplos: \u201cSe o Senhor nos oferece a oportunidade de sofrer por amor a Ele, devemos ser felizes e aceit\u00e1-la com gratid\u00e3o. Se pensarmos nos sofrimentos de Jesus desde o seu nascimento em um pres\u00e9pio deitado sobre palhas grosseiras, como o contemplamos nestes dias, na sua fuga para o Egito, nas humilha\u00e7\u00f5es sofridas em sua prega\u00e7\u00e3o e em todos os sofrimentos de sua paix\u00e3o at\u00e9 derramar seu sangue por n\u00f3s o que nos parecer\u00e3o os nossos sofrimentos? Vamos, portanto, nos animar a sofrer, se quisermos desfrutar da p\u00e1tria celestial. Eu n\u00e3o pe\u00e7o ao Senhor que me liberte do sofrimento, mas que me d\u00ea for\u00e7a a fim de sofrer por amor a Ele tudo o que Ele deseja enviar-me; espero que a senhora fa\u00e7a o mesmo\u201d (<em>Cartas da Trapa<\/em>, p. 96-97). Depois: Estou feliz ao poder sofrer algo por amor de Jesus. Minha alegria aumenta quando penso que se aproxima o momento das verdadeiras bodas. Como a senhora sabe, o Senhor sempre me favoreceu com gra\u00e7as especiais, mas agora, com esta doen\u00e7a, me deu a maior gra\u00e7a de todas. Abandonei-me totalmente nas m\u00e3os do Senhor e ganhei muito. Sinto que amo meu Esposo de todo o cora\u00e7\u00e3o, mas gostaria de am\u00e1-lo ainda mais. Queria am\u00e1-lo por aqueles que n\u00e3o o amam, por aqueles que o desprezam, por aqueles que o ofendem; em suma, meu desejo n\u00e3o \u00e9 outro sen\u00e3o amar. As pessoas do mundo dizem que n\u00f3s somos ego\u00edstas porque nos isolamos em um mosteiro e pensamos apenas em n\u00f3s mesmas. \u00c9 falso. N\u00f3s vivemos uma vida de cont\u00ednuo sacrif\u00edcio at\u00e9 a imola\u00e7\u00e3o pela salva\u00e7\u00e3o das almas. [&#8230;] N\u00e3o h\u00e1 felicidade maior do que poder sofrer algo por amor de Jesus e pela salva\u00e7\u00e3o das almas. A senhora tamb\u00e9m seja feliz, minha m\u00e3e, e agrade\u00e7a ao Senhor esta grande gra\u00e7a que nos deu: \u00e0 senhora e a mim (<em>Cartas da Trapa<\/em>, p. 149-150).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recomendo que \u201cCartas da Trapa\u201d seja lido por todas as pessoas que buscam ou j\u00e1 vivem a sua voca\u00e7\u00e3o, uma vez que a Beata Maria Gabriela Sagheddu percorre, em suas correspond\u00eancias cotidianas, simples e despretensiosas, como \u00e9 pr\u00f3prio das almas santas, as tr\u00eas grandes etapas da vida m\u00edstica: a purgativa, a iluminativa e a unitiva. Nesta \u00faltima, como descrevem os grandes m\u00edsticos, \u00e0 moda do amor humano, a alma se faz uma s\u00f3 com o divino Esposo e anseia pelas n\u00fapcias. Nossa monja, por exemplo, escreve: \u201cO rei do c\u00e9u e da terra, o Deus do universo quer tomar como esposa uma miser\u00e1vel e indigna criatura como sou eu. Sim, eu pobre criatura me tornarei rainha porque Ele assim o quer. N\u00e3o poderia desejar uma festa mais bela para minha consagra\u00e7\u00e3o ao Senhor. A senhora, minha m\u00e3e, deve se sentir muito afortunada porque o Senhor se dignou escolher uma esposa em sua fam\u00edlia. Agrade\u00e7a muito ao Senhor por essa predile\u00e7\u00e3o pela senhora e por este grande dom que deu a mim\u201d (<em>Cartas da Trapa<\/em>, p. 114).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Registro, pois, meus votos de grande difus\u00e3o a essa obra, que \u00e9 o primeiro volume da cole\u00e7\u00e3o \u201cGrandes M\u00edsticas Cistercienses\u201d da Cultor de Livros. Cumprimento tamb\u00e9m os revisores de \u201cCartas da Trapa\u201d: Madre Liliana Schiano Moriello, O.C.S.O. Ir. Vinicius Hernandes Barbosa, O. Cist. e Vitor Roberto Pugliesi Marques, OSB obl. Deus os cumule de b\u00ean\u00e7\u00e3os e gra\u00e7as para continuarem o seu importante trabalho pela difus\u00e3o dessas mulheres que muito honram a nossa Ordem Cisterciense, da comum ou da estrita observ\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que Maria Gabriela Sagheddu, beatificada pelo Papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, em 25 de janeiro de 1983, rogue a Deus por n\u00f3s. Am\u00e9m!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Maria Gabriela Sagheddu \u00e9 uma monja trapista italiana da primeira metade do s\u00e9culo XX. Nasceu, no dia 17 de mar\u00e7o de 1914, em Dorgali, na It\u00e1lia, e faleceu, em 23 de abril de 1939, no mosteiro trapista de Grottaferrata, na pr\u00f3pria It\u00e1lia. 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