{"id":67580,"date":"2021-05-17T09:24:28","date_gmt":"2021-05-17T12:24:28","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=67580"},"modified":"2021-05-17T13:29:22","modified_gmt":"2021-05-17T16:29:22","slug":"entre-o-ceu-e-a-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/entre-o-ceu-e-a-terra\/","title":{"rendered":"ENTRE O C\u00c9U E A TERRA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Imaginar os limites celestiais como fronteira final de um universo infinito \u00e9 medir nossa f\u00e9 com os olhos e o racioc\u00ednio da carne. \u201cNem o c\u00e9u \u00e9 o limite quando os sonhos s\u00e3o maiores que o pr\u00f3prio universo\u201d, j\u00e1 escreveu algu\u00e9m sem a preocupa\u00e7\u00e3o de assinar ou reivindicar a autoria inspirada dessa verdade. Pois para nossa f\u00e9, o c\u00e9u n\u00e3o tem limites.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ao contr\u00e1rio, os jogadores da liga de basquete americano fizeram parte de um mesquinho enredo para o filme de nome pomposo e inspirador, O c\u00e9u \u00e9 o limite. Os atletas da liga dos seguidores do Senhor n\u00e3o enxergaram esses limites. Boquiabertos, sim, mas estupefatos e jubilosos, presenciaram aquela ascens\u00e3o aos c\u00e9us como a mais espetacular das jogadas de um Mestre perfeito em tudo. S\u00f3 a ressurrei\u00e7\u00e3o, a vit\u00f3ria sobre a aparente derrota naquele jogo do tudo ou nada, n\u00e3o seria suficiente se n\u00e3o houvesse a ascens\u00e3o, a miraculosa subida at\u00e9 a infinitude celeste. \u201cOs ap\u00f3stolos continuavam olhando para o c\u00e9u, enquanto Jesus subia\u201d (At 1,10).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Aqui se d\u00e1 a revela\u00e7\u00e3o maior: n\u00e3o basta vencer a morte; \u00e9 preciso alcan\u00e7ar o c\u00e9u. N\u00e3o basta superar nossos sepulcros, caiados em sua maioria, de fachada aos olhos dos vivos, vistosos apenas por fora, mas galgar nova vida na esperan\u00e7a de um novo c\u00e9u e uma nova terra, uma nova realidade de vida submissa \u00e0 vontade de Deus, de um esp\u00edrito liberto das amarras terrenas e que aprenda a pairar sobre as \u00e1guas que nos submergem no plano existencial; \u00e9 preciso aprender a voar ao lado dos anjos e santos que nos emprestam suas asas para contemplar ou ao menos imaginar qu\u00e3o belos s\u00e3o os alvores da vida plena nos campos celestiais. Se Jesus n\u00e3o ressuscitasse nossa f\u00e9 seria v\u00e3, nos disse o ap\u00f3stolo, mas se Jesus n\u00e3o ascendesse aos c\u00e9us, exatamente como testemunhou a tradi\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica, in\u00fatil, terrivelmente in\u00fatil, seria nossa esperan\u00e7a de contempla\u00e7\u00e3o divina. Vencer a morte \u00e9 reconfortante, mas contemplar o rosto divino \u00e9 o auge de um sonho que qualquer boa alma possa acalentar. Nossos sonhos s\u00e3o maiores que a realidade, o universo, a plenitude celestial. Por\u00e9m o olho no olho, o face a face com a realidade das promessas celestiais \u00e9 muito mais que um simples sonho humano, \u00e9 o \u00e1pice da pr\u00f3pria exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A ascens\u00e3o de Jesus deixou-nos um legado comprometedor. N\u00e3o podemos guardar segredo da motiva\u00e7\u00e3o maior da miss\u00e3o apost\u00f3lica, privilegiada que foi ao contemplar mais essa miraculosa a\u00e7\u00e3o divina atrav\u00e9s de seu Filho \u201cbem amado\u201d. Restou-nos o mandato: \u201cIde por todo o mundo\u201d, pois que uma not\u00edcia alvissareira n\u00e3o pode ficar no desconhecimento, no anonimato de uma f\u00e9 pequena, incapaz de expulsar os dem\u00f4nios de suas l\u00f3gicas terrenas, de falar a l\u00edngua do cora\u00e7\u00e3o, desdenhar o veneno das muitas serpentes que amea\u00e7am nossa integridade f\u00edsica e espiritual ou curar a enfermidade do corpo e da alma dos que dizemos amar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Todos esses lances coroaram a miss\u00e3o de Cristo no mundo. Ent\u00e3o Ele ocupou a lugar que lhe esteve reservado, desde sempre, ao lado do Pai, sentado \u00e0 sua direita \u201cpara julgar os vivos e os mortos\u201d. Agora a jogada \u00e9 nossa, os pontos dos novos lances, da vit\u00f3ria que desejamos, dependem \u00fanica e exclusivamente do nosso suor e sacrif\u00edcio, dos nossos esfor\u00e7os em conjunto para que a miss\u00e3o que nos foi dada seja registrada com louvores nos feitos dessa nova Liga dos Campe\u00f5es, os mission\u00e1rios dos novos tempos. Porque entre o c\u00e9u e a terra a dist\u00e2ncia ser\u00e1 maior ou menor de acordo com os milagres que acompanharem nossos passes nesse jogo da vida, nossa vida mission\u00e1ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Imaginar os limites celestiais como fronteira final de um universo infinito \u00e9 medir nossa f\u00e9 com os olhos e o racioc\u00ednio da carne. \u201cNem o c\u00e9u \u00e9 o limite quando os sonhos s\u00e3o maiores que o pr\u00f3prio universo\u201d, j\u00e1 escreveu algu\u00e9m sem a preocupa\u00e7\u00e3o de assinar ou reivindicar a autoria inspirada dessa verdade. Pois [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":55826,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-67580","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67580","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67580"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67580\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":67581,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67580\/revisions\/67581"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55826"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67580"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67580"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67580"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}