{"id":67506,"date":"2021-05-12T10:01:26","date_gmt":"2021-05-12T13:01:26","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=67506"},"modified":"2021-05-12T18:03:17","modified_gmt":"2021-05-12T21:03:17","slug":"dia-internacional-da-enfermagem-as-martires-de-astorga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/dia-internacional-da-enfermagem-as-martires-de-astorga\/","title":{"rendered":"Dia Internacional da Enfermagem: as m\u00e1rtires de Astorga"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">No dia 12 de maio, celebra-se o Dia Internacional da Enfermagem, data que este ano cai pr\u00f3xima \u00e0 beatifica\u00e7\u00e3o das tr\u00eas enfermeiras cat\u00f3licas que foram m\u00e1rtires e que morreram por realizar seu trabalho durante a Guerra Civil Espanhola, em Somiedo, nas Ast\u00farias, Espanha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas tr\u00eas mulheres s\u00e3o Mar\u00eda Pilar Gull\u00f3n, de 25 anos; Octavia Iglesias, de 41 anos; e Olga P\u00e9rez, que era a mais nova com 23 anos. Todas as tr\u00eas eram enfermeiras da Cruz Vermelha. Foram estupradas e depois mortas por mulheres milicianas que se ofereceram como volunt\u00e1rias para mat\u00e1-las.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora s\u00e3o conhecidas como enfermeiras m\u00e1rtires de Astorga, terra\u00a0natal\u00a0de suas fam\u00edlias. As tr\u00eas eram leigas e foram assassinadas por \u00f3dio \u00e0 f\u00e9 em Pola de Somiedo, Ast\u00farias, em 28 de outubro de 1936.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este foi um dos primeiros assassinatos de enfermeiras da Cruz Vermelha, j\u00e1 que at\u00e9 ent\u00e3o o fato de ser profissionais da sa\u00fade lhes proporcionava certa imunidade. No entanto, as tr\u00eas se declaravam abertamente cat\u00f3licas e pertenciam \u00e0s Filhas de Maria, \u00e0s Confer\u00eancias de S\u00e3o Vicente de Paulo e \u00e0 A\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa Francisco anunciou a sua beatifica\u00e7\u00e3o em 11 de junho de 2019. A celebra\u00e7\u00e3o acontecer\u00e1 em Astorga no dia 29 de maio e a data comemorativa de seu mart\u00edrio ser\u00e1 em 28 de outubro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Breve biografia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Serva de Deus Mar\u00eda Pilar Gull\u00f3n Yturriaga nasceu em Madri em 29 de maio de 1911, em uma fam\u00edlia muito religiosa. Em 28 de junho foi batizada na par\u00f3quia de San Gin\u00e9s; fez a primeira comunh\u00e3o no col\u00e9gio Blanca de Castilla, em Madri. Foi a primeira de quatro irm\u00e3os, era solteira e se dedicou ao cuidado de seus pais, em particular de seu pai doente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A experi\u00eancia de f\u00e9 vivida em casa favoreceu a sua\u00a0vida\u00a0espiritual e o seu compromisso com a\u00a0Igreja. Em 16 de julho de 1936, a fam\u00edlia mudou-se para Astorga, sua terra natal, e onde gozava de prest\u00edgio e respeito moral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Serva de Deus Octavia Iglesias Blanco era prima em segundo grau de Mar\u00eda Pilar, nascida em 30 de novembro de 1894, em Astorga, e foi batizada em 9 de dezembro na par\u00f3quia de San Juli\u00e1n. Cresceu em uma fam\u00edlia caracterizada por uma profunda religiosidade, cuidou com dedica\u00e7\u00e3o das virtudes e das obras apost\u00f3licas, entre elas colaborou com a funda\u00e7\u00e3o do Convento das Madres Redentoristas de Astorga, no qual uma de suas irm\u00e3s se consagrou como religiosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A serva de Deus se ocupou primeiro de cuidar de seu pai idoso e doente, depois de sua m\u00e3e vi\u00fava; pertencia \u00e0 A\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica e \u00e0s associa\u00e7\u00f5es das Filhas de Maria e do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Serva de Deus Olga P\u00e9rez-Monteser\u00edn N\u00fa\u00f1ez nasceu em Paris, Fran\u00e7a, em 16 de mar\u00e7o de 1913, de pais de origem espanhola, que voltaram para Astorga em 1920. Olga era a segunda de tr\u00eas irm\u00e3os, recebeu o\u00a0batismo\u00a0em 5 de julho na par\u00f3quia de S\u00e3o Francisco Xavier, em Paris.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Solteira, dedicou-se \u00e0 vida familiar e aos trabalhos art\u00edsticos, em particular \u00e0 arte da pintura, gra\u00e7as ao dom herdado do pai, pintor muito famoso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mart\u00edrio<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em meio a um ambiente antirreligioso muito dif\u00edcil, em 8 de outubro de 1936, as servas de Deus chegaram ao hospital de Puerto de Somiedo (Pola de Somiedo-Asturias). Estava previsto que trabalhassem por 8 dias, mas uma vez terminados, quiseram ficar para um segundo turno, apesar da situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na madrugada da ter\u00e7a-feira, 27 de outubro, os ataques come\u00e7aram a se intensificar e o pequeno hospital foi afetado. Embora tivessem a oportunidade de fugir, Pilar, Octavia e Olga decidiram ficar e n\u00e3o abandonar os feridos, mas continuar cuidando deles, colocando assim as suas vidas em perigo. No entanto, os feridos foram fuzilados e os profissionais de sa\u00fade foram presos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As tr\u00eas enfermeiras foram conduzidas depois de um longo caminho a Pola de Somiedo junto com outros prisioneiros, entre eles, o comandante, o capel\u00e3o e o m\u00e9dico que foram assassinados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora as tr\u00eas pertencessem \u00e0 Cruz Vermelha, foram entregues ao Comit\u00ea local de guerra, e depois aos milicianos que, durante a noite, submeteram as Servas de Deus a humilha\u00e7\u00f5es e abusos, com a inten\u00e7\u00e3o de que renunciassem \u00e0 f\u00e9 em troca de obter a liberdade, mas como se recusaram, os milicianos intensificaram a viol\u00eancia contra elas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas tr\u00eas Servas de Deus suportaram as humilha\u00e7\u00f5es e torturas com fortaleza sobrenatural e se prepararam para a morte com esp\u00edrito de f\u00e9 e ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas milicianas despiram as enfermeiras, levaram-nas a um campo e, ao meio-dia de 28 de outubro de 1936, foram fuziladas, enquanto aclamavam a\u00a0Cristo Rei. Depois de assassin\u00e1-las, as milicianas repartiram as roupas das tr\u00eas enfermeiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seus corpos foram tratados de forma ignominiosa e abandonados at\u00e9 a noite quando foram sepultados em uma fossa comum, escavada por alguns homens do povoado que foram obrigados pelos milicianos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fama do mart\u00edrio das servas de Deus se espalhou depois pela comunidade eclesial, de tal forma que em 30 de janeiro de 1938 seus restos foram acolhidos na catedral de Astorga, centro da vida diocesana. Em 28 de junho de 1948, a pedido da Assembleia Nacional da Cruz Vermelha, foram transladados a um novo mausol\u00e9u na capela de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista na catedral.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 12 de maio, celebra-se o Dia Internacional da Enfermagem, data que este ano cai pr\u00f3xima \u00e0 beatifica\u00e7\u00e3o das tr\u00eas enfermeiras cat\u00f3licas que foram m\u00e1rtires e que morreram por realizar seu trabalho durante a Guerra Civil Espanhola, em Somiedo, nas Ast\u00farias, Espanha. 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