{"id":67448,"date":"2021-05-10T09:59:33","date_gmt":"2021-05-10T12:59:33","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=67448"},"modified":"2021-05-11T21:01:34","modified_gmt":"2021-05-12T00:01:34","slug":"vida-que-segue","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/vida-que-segue\/","title":{"rendered":"VIDA QUE SEGUE"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Um inconsciente movimento de nega\u00e7\u00e3o \u00e0 vida est\u00e1 em curso, sem a percep\u00e7\u00e3o social. Quando um filho ou filha diz n\u00e3o \u00e0 vida familiar, \u00e0 possibilidade de gerar filhos, est\u00e1 quebrando uma cadeia gen\u00e9tica. Nenhum mal maior aqui apontamos, pois muitos desses o fazem por op\u00e7\u00e3o religiosa ou por uma vida celibat\u00e1ria que tamb\u00e9m constitui um direito, uma liberdade de escolha. Por\u00e9m, quando essa op\u00e7\u00e3o se torna modismo, atingindo grande maioria de jovens em idade de procria\u00e7\u00e3o, temos que nos preocupar. A vida familiar, o dom da maternidade, a gera\u00e7\u00e3o de filhos est\u00e1 em queda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tudo bem que isso responde \u00e0 pol\u00edtica do controle populacional, cujas diretrizes apontam para a necessidade de um decl\u00ednio de nascituros. O crescimento exponencial de popula\u00e7\u00f5es pobres tende a aumentar a fome no mundo e a renda \u201cper capta\u201d ainda \u00e9 um coeficiente soberano na avalia\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses ricos. Tudo bem que a nega\u00e7\u00e3o \u00e0 vida tem rela\u00e7\u00e3o com a necessidade de amparo, educa\u00e7\u00e3o, dignidade, seguran\u00e7a, bem estar das nossas crian\u00e7as, que n\u00e3o podem vir ao mundo sem esse m\u00ednimo necess\u00e1rio. Ent\u00e3o as campanhas abortistas aqui ganham plaus\u00edveis justificativas e apoio governamental de muitas na\u00e7\u00f5es&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Eis o n\u00f3 que sufoca a consci\u00eancia de muitos! A maternidade deixou de ser um simples \u201csim\u201d feminino, um consentimento pessoal e isolado entre as quatro paredes de um lar, para se tornar quest\u00e3o de pol\u00edtica p\u00fablica. Ser m\u00e3e j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 uma d\u00e1diva dos c\u00e9us para muitas, mas uma quest\u00e3o de Estado, onde a liberdade do indiv\u00edduo est\u00e1 atrelada \u00e0 soberania da Na\u00e7\u00e3o, aos interesses dos que governam, dos que ditam leis e direitos. Vejam a vergonhosa interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos sistemas ditatoriais sobre a vida familiar do povo. H\u00e1 quem diga at\u00e9 que a atual dissemina\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as end\u00eamicas ou mesmo gen\u00e9ticas tem a ver com esse controle. Que o escancarado apoio \u00e0s uni\u00f5es homoafetivas tamb\u00e9m, que a dissolu\u00e7\u00e3o da vida familiar tradicional est\u00e1 inserida nesse movimento. Tudo isso tem um fundo de verdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No entanto, aqui segue um alerta: nada substitui o amor maternal. Nada \u00e9 maior que essa for\u00e7a criativa capaz de superar todas as barreiras em defesa de sua prole. O amor de m\u00e3e n\u00e3o mede consequ\u00eancias, n\u00e3o tra\u00e7a limites, n\u00e3o pensa em estrat\u00e9gias futuras, nem impede seus filhos de seguirem o curso da vida livremente. Esse \u00e9 o racioc\u00ednio dos que pensam dominar o mundo. A m\u00e3e que \u00e9 m\u00e3e n\u00e3o pensa duas vezes diante do milagre da vida que seu ventre um dia anunciou: \u201cFa\u00e7a-se em mim, segundo a sua Vontade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Eis o dom mais precioso da vida humana: aceitar nossa exist\u00eancia como obra divina. Compreender essa d\u00e1diva e valorizar a maternidade \u00e9 dizer sim \u00e0 vida. \u00c0 vida que segue, apesar dos percal\u00e7os que nossa sociedade fragilizada na compreens\u00e3o desse milagre, ainda teima em discutir. N\u00e3o tema, Maria, n\u00e3o tema Jos\u00e9, em receber nos bra\u00e7os o fruto do milagre que Deus faz gerar na vida de voc\u00eas. Ainda que o mundo aponte seus dedos com acusa\u00e7\u00f5es de irresponsabilidades, sejam respons\u00e1veis e gratos pelos filhos que d\u00e3o sentido \u00e0s suas exist\u00eancias. Quanto a mim, av\u00f4 sexagen\u00e1rio, tenho esperan\u00e7as de ver a continuidade dos meus dias nas aventuras e venturas dos bisnetos que ainda n\u00e3o tenho. Obrigado M\u00e3e, pelo dom de existir.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Um inconsciente movimento de nega\u00e7\u00e3o \u00e0 vida est\u00e1 em curso, sem a percep\u00e7\u00e3o social. Quando um filho ou filha diz n\u00e3o \u00e0 vida familiar, \u00e0 possibilidade de gerar filhos, est\u00e1 quebrando uma cadeia gen\u00e9tica. 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